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Artes visuais

Maior relação com público e constante renovação em foco

Flávia Albuqerque busca constantemente reinventar o espaço, a seu ver, ainda capaz de estreitar mais laços com o público

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>Performance de Leandro Aragão realizada com Eder Santos
PUBLICADO EM 11/01/18 - 03h00

O reconhecimento da qualidade das exposições já conquistado pela galeria Celma Albuquerque, para Flávia Albuquerque, que administra o espaço ao lado do irmão Lúcio, não deve gerar acomodação. Ela conta que busca constantemente reinventar o espaço, a seu ver, ainda capaz de estreitar mais laços com o público, e procura manter a participação em eventos relevantes, a exemplo das feiras de arte.

Ela também procura não tornar alguns projetos sinônimo de fórmulas a serem repetidas apenas porque repercutiram muito, como o processo envolvido na mostra de Nuno Ramos, que ocupou o ambiente da galeria em 2012, após 40 dias de obras para viabilizar a montagem. “Nem toda exposição tem que quebrar parede. Acho que tem que haver uma coerência. Recentemente, a gente realizou uma exposição do Nazareno que foi uma das mostras mais lindas que a gente já fez, e o trabalho dele não é algo que gera esse tipo de situação no espaço”, pontua ela.

Flávia, em seguida, recorda a mostra do paulistano Nelson Leirner, realizada entre 2008 e 2009, como mais um exemplo de projeto que atraiu a atenção do público, mas partir de outras estratégias. Intitulada “Vende-se!”, a exposição reuniu instalações, entre eles uma banca de revista montada por Leirner em frente à recepção.

“A gente, inclusive, fez um jornal que era distribuído nessa banca que tinha o mesmo formato daquelas que a gente vê pela cidade. E o mais curioso é que várias pessoas diariamente apareciam lá querendo comprar aquela folha de estacionamento rotativo chamada faixa azul. Essa exposição foi muito interessante porque gerou essa relação com a rua. Já aconteceu de mostras deixarem a galeria praticamente vazia e as pessoas também perguntarem se ela estava fechada e havia interesse de alugar o espaço”, relata Flávia.

Outra ação que ela menciona é uma projeção de vídeos de Eder Santos na fachada da galeria que provocava o olhar dos passantes e dos moradores do entorno durante a noite. “Essa ideia me veio logo quando começou aquela história dos serviços 24 horas, e eu quis fazer uma galeria que funcionava durante todo esse período. Então, quando ela fechava, às 19h, começava a projeção de vídeos, o que era legal demais. Os moradores em frente, inclusive, ficavam ali na calçada, tomando uma cerveja e vendo o trabalho”, acrescenta ela.

Além dessa iniciativa, Santos, há cerca de seis anos, viajou com Flávia e Lúcio para Nova York, onde participou de uma feira de arte em que apresentou a instalação “Dogville” e realizou uma performance durante a abertura do evento. Ele relata que a experiência foi inspiradora. “Foi algo muito legal. A Barbara London, que era curadora de vídeo no MoMA (Museu de Arte Moderna) veio e se interessou pelo meu trabalho. É sempre muito legal a parceria com a galeria, e eu acho que eles não têm só interesse naquilo que vende, mas na arte num sentido amplo”, comenta Santos.

Outras feiras internacionais que a Celma Albuquerque já participou são realizadas em Arco, na Espanha; Basel, na Suíça; e em Londres, na Inglaterra. Hoje, Flávia avalia a continuidade dessa presença, que, de acordo com ela, é “um investimento a longo prazo”. Uma das prioridades de 2018, para ela, é a maior relação com o público. “Às vezes, eu ainda sinto que a gente envolve-se em muito trabalho e pouca gente vê e participa. Então, eu tenho pensado em ações que possam promover um envolvimento maior do público. Estou elaborando algumas ideias que talvez eu coloque para funcionar neste ano”, declara.

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