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Mostra Mundial de Animação de Belo Horizonte chega à 15ª edição

O evento ocupa 13 espaços da capital de 1 a 22 de dezembro

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PUBLICADO EM 01/12/17 - 03h00

Uma mostra que começou como um evento entre amigos no Museu Histórico Abílio Barreto, em 2003, chega nesta sexta (1) a sua 15ª edição, ocupando 13 espaços da capital. Para seu idealizador e curador, Sávio Leite, esse crescimento do Mumia – Mostra Udigrudi Mundial de Animação – tem uma razão de ser bem clara. “Nossa evolução acompanhou a própria evolução da animação brasileira, que teve um ganho muito forte desde que surgimos, culminando com a indicação do ‘Menino e o Mundo’ ao Oscar no ano passado. A gente cresceu com essa arte”, ele reflete.

Quem quiser acompanhar o resultado desse amadurecimento tem de 1 a 22 de dezembro para conferir a extensa programação da mostra, que celebra seus 15 anos, os cem anos da animação no Brasil e os 120 anos de Belo Horizonte. Serão cerca de 180 filmes de 35 países, distribuídos em mais de cem eventos – que incluem ainda oficinas, debates com realizadores e lançamentos de livros.

A abertura será nesta sexta às 19h30, no Sesc Palladium, com a exibição do aclamado longa norte-americano “Torrey Pines”, realizado em stop motion. Baseado na história do próprio diretor Clyde Petersen, o filme se passa no sul da Califórnia no início dos anos 90 e conta a história da transição do cineasta, que foi designado como mulher no nascimento. “Ele narra essa mudança por meio de um filme de estrada, numa aventura em que ele e mãe atravessaram o país quando ele tinha 12 anos. É um longa interessante porque toca nesse conceito de família e é uma história para cima, de amadurecimento tanto dele quanto da mãe”, descreve Leite.

O tema da transição também perpassa o novo longa do gaúcho Otto Guerra, “A Cidade dos Piratas”, que o animador vem debater no dia 3, às 19h, no Palladium. A animação é adaptada das tirinhas “Piratas do Tietê”, da cartunista Laerte e, produzida ao longo de dez anos, acabou incorporando também a própria descoberta sexual da artista e o diagnóstico de Guerra, que enfrentou um câncer no período. “É um filme muito corajoso, que retrata ainda toda essa dicotomia política atual, a separação entre ‘nós e eles’, colocada de forma muito contundente”, adianta o curador.

Outro talento gaúcho reverenciado nessa edição é o cartunista e animador Allan Sieber. A mostra vai exibir uma retrospectiva de nove curtas do cineasta no Palladium (dia 5) e no Humberto Mauro (dia 6), sempre às 21h. Também no dia 6, Sieber vai participar de um bate-papo e fazer uma exposição-relâmpago na Casa do Jornalista, autografando e vendendo seus desenhos. “Allan é um dos realizadores que a gente sempre quis trazer, porque a postura dele como quadrinista e animador tem muito a ver com a proposta do Mumia, de liberdade criativa, deboche e uma crítica ao establishment de forma inteligente e incisiva ao mesmo tempo”, justifica Leite.

Mas nem só do Rio Grande do Sul vive a mostra. A convite do Espaço do Conhecimento da UFMG, o Mumia encomendou ao professor Maurício Gino, da Escola de Belas Artes, uma seleção de 14 curtas que tenham Belo Horizonte como temática ou cenário – para comemorar os 120 anos da capital mineira. Os filmes, todos produzidos em Minas, serão projetados diariamente entre 5 e 23 de dezembro, sempre às 20h, na fachada do edifício, na praça da Liberdade. “Aquela fachada digital é muito interessante e atrai a atenção do cidadão comum, que está ali passeando na praça ou fazendo sua atividade física”, considera o curador.

Além de todos esses eventos especiais, a programação conta ainda com as tradicionais mostras mineira, nacional e internacional. Na seleção local, o destaque fica para a produção da Escola de Belas Artes da UFMG, com títulos como “A Doida”, “Diário de Areia” e “Sayounara”. Já o espectro nacional traz curtas premiados em festivais, como “O Projeto do Meu Pai”, “Caminho dos Gigantes”, “O Violeiro Fantasma” e “Quando os Dias Eram Eternos”. “E, na internacional, temos um programa inteiro só de documentários animados, que é uma tendência atual muito forte, com filmes da Alemanha, da Bélgica e da Turquia”, adianta Leite.

Fechando os trabalhos, estão as também tradicionais oficinas, com recortes como “formatação de projetos de animação para editais” e “animação de sombras” – mas que já estão com as inscrições esgotadas. Ainda assim, não há desculpa: a programação é vasta, diversa e gratuita – e só não participa da atual festa da animação brasileira quem não quiser.

Agenda

o quê. Mumia

quando. De 1.12 a 22.12

locais e programação. mostramumia.blogspot.com

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