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Diogo Nogueira

'Samba na Gamboa' pode voltar

Programa de música e entrevistas comandado pelo compositor na TV Brasil exibe reprises há cerca de dois anos

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Diogo Nogueira
Resistência. O cantor carioca Diogo Nogueira participa no próximo dia 14 do mês da gravação de “Samba Social Clube: Nova Geração”
PUBLICADO EM 12/01/18 - 03h00

Um dos projetos de Diogo Nogueira para 2018 é voltar com o programa “Samba na Gamboa”. Fora do ar há dois anos, atualmente a atração é reprisada na TV Brasil. “A nossa vontade é que esse projeto retorne ainda este ano. Dependemos de patrocínio, porque ele é terceirizado, mas não perdemos o otimismo”, assegura o compositor. Enquanto esteve comandando as entrevistas e rodas de samba, Nogueira recebeu bambas de variados estilos, como Baby do Brasil e o grupo Fundo de Quintal.

“Todos os artistas que passaram por lá me marcaram de alguma fora. Caetano Veloso, Alcione, Wilson das Neves”, enumera. “Tem muita gente que ainda queremos levar. Espero que ele volte firme e forte, porque é um programa importante não só para o samba, mas para toda a música brasileira”, defende. Por ora, essa bandeira será hasteada com uma segunda versão do “Samba Social Clube: Nova Geração”. O primeiro CD foi gravado em 2008 e reuniu um time que trazia João Martins, Renato da Rocinha, Arruda e Gabrielzinho do Irajá, entre outros.

“Dia 14 deste mês vamos gravar o número dois. É uma iniciativa bacana, sempre apoiada por mim, pelo Zeca Pagodinho, pelo Moacyr Luz”, conta. Entre os convidados da nova edição, o entrevistado destaca Leandro Fregonesi, Inácio Rios e Felippe Donguinha que, não por acaso, assinam faixas com o compositor em “Munduê”, seu mais novo álbum.

“O momento do samba é de efervescência, tem coisas acontecendo a todo o momento. Nosso cenário está bonito”, orgulha-se. Apesar disso, ele não ignora a atual crise vivida pelo Estado do Rio e o impacto que isso pode ter sobre a mais popular celebração musical do país. “A gente precisa viver, e o Carnaval não pode parar, independente do que acontece politicamente, e não é só aqui”, aponta. “Nosso problema político é nacional, não estadual. O Rio fica mais exposto justamente por ser um lugar superturístico, todo mundo quer vir para cá, e a imprensa mais forte está localizada aqui, então a visibilidade é maior, aparece mais. Mas Belo Horizonte e Salvador também são cidades violentas”, observa.

E já que o samba “agoniza, mas não morre”, como propaga o lema de Nelson Sargento, Nogueira continua altivo em sua batalha. “Estamos vivos, indo para os lugares, curtindo a vida, tocando samba. O tempo me trouxe um amadurecimento grande. Acho que me tornei um compositor melhor”, conclui.

 

Crítica: disco é ponto alto

Carregar a herança de João Nogueira sempre pautou a trajetória de seu rebento, Diogo. Mas é com “Munduê” que o intérprete assume de vez as origens do gênero e alcança ótimos resultados. Por isso, o CD é ponto alto em carreira irregular. “Império e Portela” e “Enredos Ideais” são sambas de estirpe. O pagode aparece em “A Cada Dia”.

 
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“Munduê”, décimo álbum do cantor Diogo Nogueira

Gravadora: Universal

Faixas: 14 autorais

Participações especiais: Hamilton de Holanda, Arlindinho e Lucy Alves

Preço: R$ 16,90

 

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