Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Artes visuais

Santander Cultural terá que realizar exposições sobre diversidade

Termo pede que sejam realizadas duas exposições que abordem temas como diferenças de gênero e orientação sexual

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Queermuseu
Mostra “Queermuseu” foi alvo de ataques de grupos conservadores
PUBLICADO EM 12/01/18 - 03h00

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul (MPF-RS) assinou um termo com o Santander Cultural para que sejam realizadas, em 18 meses, duas exposições que abordem temas como diferença e diversidade. A medida foi motivada pelo fechamento da mostra “Queermuseu”, em setembro de 2017, após protestos de grupos conservadores que viram nas obras incitação à zoofilia e à pedofilia.

Na época, a promotoria recomendou a reabertura da exposição e informou que a atitude de encerrá-la seria prejudicial à liberdade de expressão artística.

“Passamos a acordar com o Santander uma forma de usar os temas que levaram ao fechamento (da “Queermuseu”) para outras exposições”, explica o promotor Enrico Rodrigues de Freitas.

No acordo assinado entre o MPF, por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), e o Santander Cultural, a instituição se compromete a patrocinar as mostras por um período aproximado de 120 dias, no conjunto. O descumprimento do acordo acarretará uma multa de R$ 800 mil ao Santander Cultural.

O acordo estabelece que a primeira exposição deverá promover discussão sobre temas como gênero e orientação sexual, diversidade étnica e de raça e liberdade de expressão. A segunda exposição deverá contemplar formas de empoderamento feminino na sociedade e diversidade, incluindo questões culturais, étnicas, de raça e orientação sexual e de gênero. Além disso, a promotoria também determina que a instituição sinalize a presença de representações de nudez, violência e sexo nas obras.

Crítica. O curador da mostra “Queermuseu” criticou o acordo. “A decisão do MPF deveria reparar os danos que foram causados pelo fechamento da exposição”, diz Gaudêncio Fidelis. “Em nenhum momento o MPF responsabiliza o Santander Cultural pelo cancelamento da exposição”, afirma ele.

Para o curador, “as manifestações contra (a ‘Queermuseu’) são legítimas. O problema foi a decisão tomada pelo Santander”.

Fidelis diz ainda que as exposições determinadas pelo acordo firmado entre o Ministério Público Federal e o Santander Cultural já estavam previstas no calendário da instituição, o que faria com que a medida fosse inócua. “O MPF se livrou de um problema. A penalidade (para o Santander) é a de continuar fazendo sua própria rotina”, diz.

Segundo o promotor Enrico Rodrigues de Freitas, as exposições acordadas devem ser diferentes das que já estavam previstas na agenda da instituição.

O que achou deste artigo?
Fechar

Artes visuais

Santander Cultural terá que realizar exposições sobre diversidade
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório

comentários (3)

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter