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Arte Moderna

Tarsila ganha exposição nos EUA

Ícone do modernismo terá suas obras apresentadas no Museu de Arte Moderna de Nova York

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A Negra
A obra “A Negra”, de 1923, é uma das principais obras de Tarsila do Amaral
PUBLICADO EM 08/02/18 - 03h00

Um dos principais nomes do modernismo brasileiro, Tarsila do Amaral (1886- 1973) ganhará uma grande exposição no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), que começa neste domingo e vai até o dia 3 de junho. Intitulada “Tarsila do Amaral: Inventing Modern Art in Brazil” (“Tarsila do Amaral: Inventando a Arte Moderna no Brasil”), a mostra reúne pinturas, fotos, desenhos e esboços da artista. No segundo andar do MoMA, em Nova York, sua ama de leite diante de uma folha de bananeira é o abre-alas de uma das mostras mais aguardadas na onda de revisão do repertório moderno de uma instituição que tenta esquadrinhar os limites dessa vanguarda desde que apareceu.
E Tarsila em Manhattan responde pela vertente mais exuberante de uma narrativa esgarçada da modernidade.

O estranho poder de fogo de sua pintura se revela de uma tacada só nas duas galerias da mostra ao mesmo tempo enxuta e potente. De um canto, é possível observar “A Negra”, “Abaporu” e “Antropofagia” em série, os três trabalhos quase nunca reunidos que viraram os alicerces da iconografia brasileira construída pela artista.

Também estão lá algumas de suas paisagens mais surreais e desconcertantes, como “Sol Poente”, “Floresta” e “Cartão-Postal”, todos delírios visuais da mesma década de 20 em que árvores e flores ganham contornos roliços em degradês tecnicolor.

Luis Pérez-Oramas, o crítico venezuelano que organiza essa exposição seis anos depois de comandar uma edição marcante da Bienal de São Paulo, comenta que Tarsila, morta aos 86, em 1973, passou a vida arquitetando contrastes entre “a carne da natureza e a carne humana”.

Era, no caso, a carne ainda indigesta de “A Negra” e do “Abaporu”, a escrava e o canibal que aparecem juntos em “Antropofagia”, espécie de apoteose de uma série que retrata o entrelaçamento de instintos feéricos e ilustrados.

Luis Pérez-Oramas diz ainda que “os quadros falam de uma realidade que transborda dos limites da representação”. E prossegue: “Tarsila misturou arte moderna com aquilo que a burguesia brasileira de sua época achava desprezível. E isso começou com ‘A Negra’ (obra de 1923). No centro da modernidade brasileira, há um sujeito subordinado, que é negro e mulher. Ela seria a mãe de todos nós”.

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