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Música

Tributo à pioneira Chiquinha 

Projeto Compositores.BR finaliza temporada de homenagens a compositoras brasileiras com sua precursora maior

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Simplicidade. Zeca Baleiro cantará Chiquinha Gonzaga apenas acompanhado por Adriano Magoo no piano e com arranjos para o violão
PUBLICADO EM 03/12/13 - 04h00

Para encerrar as homenagens a compositoras brasileiras, o projeto Compositores.BR finaliza o ano, hoje, com aquela que é considerada a pioneira na composição entre as mulheres: Chiquinha Gonzaga. Zeca Baleiro, acompanhado do pianista Adriano Magoo, é a principal atração da noite no Grande Teatro do Sesc Palladium, que terá abertura do quarteto Thiago Nunnes com músicas instrumentais.

“A Chiquinha é fundadora de um modo de fazer música, que viria a influenciar a música dos anos 1920 e 30, quando a canção brasileira, o samba especialmente, se consolidou como um cânone nacional. Exige respeito e cuidado”, explica Zeca.

Primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, Chiquinha compôs valsas, polcas e a primeira marchinha carnavalesca do país em 1899, “O Abre Alas”. Com sua tremenda vitalidade, viveu até os 87 anos, sempre trabalhando. Ela é a grande responsável pela conexão da música estrangeira e a música brasileira. “Sempre digo que, antes dos tropicalistas, Chiquinha já criara o seu próprio “tropicalismo” – fundindo a música de raiz europeia, erudita, com a música de rua, com seus lundus, choros, maxixes”, diz ele.

Zeca ainda exalta o fato de Chiquinha estar à frente de seu tempo em outros aspectos. “Ela foi uma mulher de muita coragem, como artista e cidadã, num tempo patriarcal, ultramachista, em que a mulher não tinha quase direitos. Ela afrontou a sociedade de várias maneiras”, diz.

A minissérie “Chiquinha Gonzaga”, exibida pela TV Globo em 1999, trouxe novamente a compositora à tona e a “apresentou” às novas gerações. Zeca Baleiro foi convidado para interpretar umas das canções da trilha. “A minissérie da Globo ajudou o grande público a conhecer um pouco mais da obra dela. Cada episódio encerrava com uma música, cantada por um intérprete diferente. Eu participei cantando ‘Canção do Maestro’”, recorda.

INSTRUMENTAL. “Quando recebi o convite, achei que seria um desafio tremendo, porque eu já conhecia a obra da Chiquinha, mas meu trabalho é muito diferente da tradição musical dela”, afirma Thiago, líder do quarteto Thiago Nunnes. Guitarrista, violonista, arranjador e vencedor do prêmio BDMG instrumental em 2012, Thiago é acompanhado por Christiano Caldas (piano), Frederico Heliodoro (baixo acústico) e Felipe Continentino (bateria). O quarteto sofre grande influência do jazz. “Essa tradição mineira do ‘Clube da Esquina’, mais jazzística”, explica ele.

A estética do jazz foi justamente o que motivou o quarteto no encontro com o choro de Chiquinha. “Fizemos novas versões de músicas muito conhecidas como ‘Corta Jaca’ ou ‘O Abre Alas’. Não de uma maneira arrogante. Buscamos promover esse encontro entre nossa história com as músicas da Chiquinha. Até por entender que a música pode ser uma coisa viva. Não fazia sentido, para nós, tocar as músicas como elas foram compostas lá atrás”, diz ele.

O quarteto será responsável pela primeira parte do show, quando tocará apenas versões instrumentais. Depois será a vez de Zeca Baleiro, que fará versões das músicas com letras. “Ainda não sabemos se será possível tocarmos juntos, porque isso depende da passagem de som, do tempo que teremos... Mas espero que sim”, torce Thiago.

A mostra Compositores.BR prestou homenagens a oito compositoras: Sueli Costa, Fátima Guedes, Dolores Duran e Maysa, Joyce, Marina Lima e Rita Lee. Dentre os artistas que passaram pela mostra, Wanderléa, Nana Caymmi, Paula Santoro, Elza Soares, Pedro Morais, Affonsinho e Marina Machado.
 

Agenda

O quê. Zeca Baleiro e Quarteto Thiago Nunnes

Quando. Hoje, às 20h

Onde. Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro)

Quanto. Entre R$ 10 e R$ 40, mais um 1kg de alimento não-perecível

Na televisão

Chiquinha Gonzaga foi interpretada por mãe e filha, Regina e Gabriela Duarte (respectivamente), em diferentes momentos da vida, na minissérie de mesmo nome na TV Globo, em 1999. Zeca Baleiro cantou “Canção do Maestro” para trilha sonora, sua primeira experiência com canções da compositora.

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