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'Jean-Claude Van Johnson'

Van Damme faz uma divertida paródia de si mesmo na Amazon

Astro de filmes de ação se reinventa em série de seis capítulos

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van damme
Com classe. Van Damme demonstra tanta coragem para rir de si mesmo quanto para perseguir vilões
PUBLICADO EM 20/12/17 - 03h00

Se todos os artistas relegados ao ostracismo tivessem a chance de dar a volta por cima que Jean-Claude Van Damme está tendo, o mundo do entretenimento seria melhor. O rei dos filmes de ação do século passado ganhou da Amazon uma homenagem em seis capítulos: a série “Jean-Claude Van Johnson”, criada pelo genial Dave Callaham.

O belga de 57 anos põe a cara na janela para fazer uma paródia de si mesmo, sem vergonha dos altos e baixos de sua carreira, sem pudor de ouvir de um coreógrafo com metade da sua idade que seu estilo anos 80 de lutar não dá mais. Na série, ele é o próprio Jean-Claude Van Damme, o ator que vive confortavelmente graças aos filmes de ação do passado. O Van Damme da ficção, porém, tem uma carreira paralela: ele também é o agente secreto Jean-Claude Van Johnson, que usa o trabalho de ator como disfarce para combater bandidões mundo afora.

É uma espécie de 007. Mas está mais para James Bond encontra Mr. Bean. Van Damme, quem diria, tem o timing da comédia. Seja na expressão corporal, quando o outrora “rei das aberturas” emperra no meio do caminho, quanto nos diálogos, a série acerta a mão.

A Amazon entrega uma comédia ácida, que zomba da ditadura da beleza e da indústria do entretenimento dando nome a bois como Bruce Willis, Val Kilmer e Nicholas Cage. Até a dramática música “Ne Me Quitte Pas” fica engraçada quando é usada como pano de fundo para a vida sem graça que Van Damme leva, e a depressão que o acomete.

A canastrice do ator, que incomodava em seus filmes, agora parece em um personagem elaboradamente criado para a série. As frases mais cafonas, como “ele deu uma voadora direto no meu coração”, aparecem na hora precisa e arrancam um sorriso certeiro de quem está assistindo.

“Van Johnson” é uma série tão diferente que não cabe numa caixinha com rótulo pronto. Na coletiva de lançamento, em Paris, o criador Dave Callaham – cujo nome está também no roteiro dos seis episódios – pergunta a Van Damme: “Quando você soube o que estávamos querendo fazer, por que disse sim?”. O ex-campeão belga de fisiculturismo responde: “Um espião interpretando um ator... eu acho legal”. O artista logo emenda: “Se você me perguntar que tipo de série é essa, eu não sei explicar. É tão novo...”.

A opinião não é só dele. “Isso que estamos fazendo é muito mais que um filme de ação. É político, é intelectual. Também é engraçado, claro, e cheio de ação, e dramático, mas é tão rico que se destaca”, disse a atriz Kat Foster, que, além de ser o interesse amoroso de Van Damme na série, dá seus próprios chutes, e muito bem.

“Van Johnson” é tanto uma homenagem divertida à carreira de Van Damme quanto uma crítica à própria indústria do entretenimento. Tira onda com “Velozes e Furiosos” e “Triplo X”, franquias que, de certa maneira, ocupam nesta era o espaço que heróis como Van Damme, Stallone e Schwarzenegger dominaram nos anos 80 e 90. Zomba até das tentativas de introduzir diversidade racial nos elencos – aquela coisa que, em certos casos, parece nitidamente forçada, na linha “temos que ter um negro, um latino e um oriental”.

São também muitas – e diretas – as referência à filmografia do próprio Van Damme. As citações de “O Grande Dragão Branco”, “Kickboxer”, “Soldado Universal” e “Timecop” são um afago no rosto dos fãs do ídolo. Seus golpes mais famosos estão lá. Mas não precisa ter colecionado VHS dos filmes dele nos anos 90 para gostar da série. Basta ter um pouco de bom humor.

“Eu não gostaria de fazer uma comédia de ação que mina a ação, onde você perde a sensação de drama, perde participações, perde investimentos. Estou sempre tentando ser muito fiel ao que é a história de personagem que uma cena de ação está tentando contar e como podemos usar momentos de comédia como válvula de escape, para tirar a pressão ou dar um momento para que você ria e se divirta”, disse o diretor Peter Atencio, que cresceu vendo filmes de ação. Esse equilíbrio é exatamente o que a série entrega.

Serviço. “Jean-Claude Van Johnson” estreou no PrimeVideo.com da Amazom no último dia 15. O streaming, que chegou ao Brasil bem depois da Netflix, está com superpromoção: R$ 7,90 mensais nos seis primeiros meses, e R$ 14,90 após esse período.

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