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Versatilidade

Abóbora para todos os gostos

Legume pode ser usado tanto em pratos altamente calóricos como naqueles que concentram baixa teor gordura

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Pizza com molho de abóbora da Mustache Hand Pizza custa R$ 49,90 (tamanho gigante) e R$ 5,90 (fatia)
PUBLICADO EM 28/05/17 - 03h00

Ela pode ser alongada ou ter um formato achatado. Seu sabor pode variar entre o adocicado e o salgado. É tão versátil que serve de insumo para os mais diversos tipos de receita. Mas a abóbora também divide opiniões: há quem ame o legume, assim como existem pessoas que não suporta o vegetal no prato.

A atriz Taís Araújo é exemplo de quem passa longe dela. Convidada a participar do programa “Mais Você”, de Ana Maria Braga, ela torceu o nariz quando soube que o prato principal seria nhoque de abóbora sergipana. “Eu como de tudo, a única coisa que não como na vida é abóbora”, cravou a atriz, que não dispensou o molho de queijo parmesão que acompanhava o prato.

A recusa de Taís causou frisson nas redes sociais e chegou a inspirar o chef César Menezes, da pizzaria Mustache Hand Pizza. Ele criou duas receitas que levam o legume: um macarrão e uma pizza. “Criamos os pratos em cima da polêmica. Eles não estão no nosso cardápio, só como sugestão. Mas todo mundo que prova gosta muito, normalmente até repetem o pedaço de pizza”, garante Menezes.

Para preparar ambas as receitas, o chef fez um molho de abóbora-moranga com carne de sol e requeijão. A diferença é que a pizza leva muçarela e tem um molho mais ralo, enquanto o macarrão é finalizado com parmesão e leva um molho mais consistente. “A abóbora faz parte da nossa culinária, principalmente da mineira. Ela é bem comum, está arraigada na vida das pessoas”, diz.

A opinião do chef é compartilhada por Fernanda Bicalho, à frente do Albano’s. “A abóbora é um ingrediente bem regional. Os pratos são encorpados e têm muita mineiridade”, afirma Fernanda, que oferece croquete e escondidinho de abóbora moranga, ambos preparados com carne-seca e catupiry. “São os pratos que mais são vendidos, porque podem ser compartilhados”, revela.

A abóbora também pode vir em pratos sofisticados, como é o caso do carré de cordeiro, servido no Sargas Restaurante. A carne é acompanhada por uma mousseline de moranga com manteiga e sálvia, além de molho de jabuticaba e couve salteada. De acordo com Luis Veríssimo Cence Lopes, gerente do estabelecimento, a ideia do prato é derrubar o senso comum de que a abóbora pode ser consumida apenas em pratos simples.

“Valorizamos a produção local e desmistificamos que bons pratos devem ser caros, com nomes bonitos. Pode até existir um preconceito, mas as pessoas estão mais abertas a isso”, afirma Veríssimo.

Entrada fit. No Osteria Degli Angeli, a abobrinha italiana é opção para quem quer comer bem sem exagerar nas calorias. A entrada zucchini ripiene também leva queijo canastra e alho-poró.
“Ela tem baixo teor de gordura, por isso nós utilizamos queijo branco. É um prato que vendemos demais. Costumamos ter que comprar 50 kg de abobrinha por semana”, diz Rose Perdigão, à frente da Osteria Degli Angeli.

De acordo com Rose, a ideia da criação do prato surgiu para dar um sabor diferenciado à abobrinha italiana. “Segundo o consumidor, essa abóbora é sem gosto, puramente água. Por isso, queremos quebrar esse mito e deixá-la saborosa”, pontua.

Para veganos. A abóbora é um ingrediente que cai muito bem para os veganos. Ela substitui a carne tanto no hambúrguer do Café com Letras Savassi quanto no quibe feito no gastrobar Camaradería.
No primeiro estabelecimento, a abóbora japonesa é a protagonista do Aussie Veggie Burguer. “A abóbora, principalmente em suas sementes, tem proteínas e isso contribui para a dieta equilibrada de pessoas vegetarianas e veganas”, diz a chef de cozinha do Café com Letras Savassi, Ana Maria de Oliveira. “Nesta receita, não são incluídas as sementes. No entanto, há a presença de grão-de-bico, uma das leguminosas mais ricas em proteína”, completa.

Já no Camaradería, o quibe é feito com abóbora-moranga. Como o bar só oferece pratos veganos, o chef Jorge Costa pensou em um ingrediente que desse mais liga à massa da receita que tradicionalmente leva carne. “O prato também tem cinco especiarias e é acompanhado por um creme azedo”, detalha Costa. A porção é constituída por dez quibes, que também levam molho de hortelã.

Serviço

Albano’s. Rua Pium-í, 611, Anchieta, (31) 3281-2644

Café com Letras. Rua Antônio de Albuquerque, 781, Savassi, (31) 3225-9973

Gastrobar Camaradería. Rua Cláudio Manoel, 555, Funcionários, (31) 3646-4616

Mustache Hand Pizza. Rua Rio de Janeiro, 1.270, Lourdes, (31) 3245-7001.

Sargas Restaurante. Av. do Contorno, 7.325, Lourdes, (31) 3298-4150

Osteria Degli Angeli. Rua Francisco Deslandes, 156, Anchieta, (31) 3281-7965

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