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Associação acusa governo de retaliação e de impedir a utilização do Expominas

A queda de braço entre o governo de Minas Gerais e a Associação Mineira de Municípios (AMM) parece longe do fim. Dessa vez, o maior congresso da entidade, que tradicionalmente é realizado no Expominas, na região Oeste de Belo Horizonte, pode mudar de endereço. A associação municipalista acusa a Secretaria de Estado de Governo (Segov) de interferir na agenda do espaço e determinar que a reserva prévia do local, para maio deste ano, fosse cancelada. A pasta nega.

O presidente da instituição e prefeito de Moema, Julvan Lacerda (MDB), diz que esse gesto é uma retaliação às constantes pressões que a AMM tem feito ao Executivo, em busca da regularização de repasses atrasados para as prefeituras. “Eles estão usando o Estado para nos perseguir. Avalio que é uma irresponsabilidade do governo fazer isso, porque o congresso é técnico, e não político”, declarou.

A pré-reserva teria sido feita em maio do ano passado, logo após a última edição do Congresso Mineiro de Municípios, que neste ano chegará à 35ª edição e será realizado nos dias 8 e 9 de maio. O Expominas é gerenciado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). E, segundo Julvan, ocorreram várias reuniões entre a AMM e os representantes comerciais do local, o envio de orçamentos de aluguel e várias outras tratativas, porém, quando se iniciaria o fechamento do contrato, a gerência do espaço informou por meio de telefonemas que a pré-reserva foi cancelada por falta de data. “Mandamos e-mails e um ofício e aguardarmos uma resposta, não teve justificativa. Nós iríamos pagar, não seria de graça”, disse.

Ainda de acordo com o presidente da AMM, ele reclamou do assunto com o secretário de Governo, Odair Cunha, e a equipe do governo. “Eles falaram que iam ver como a gente ia se comportar para avaliar se iriam autorizar o uso do espaço”, contou. O prefeito ainda declarou que, diante dessa “retaliação”, não se sustenta a acusação do Estado de que ele utiliza o órgão municipalista de forma política por ser próximo do vice-governador, Antônio Andrade (MDB) – desafeto do governador Fernando Pimentel (PT).

“Eles que colocam todas as ações deles no campo político e só ficam preocupados com a eleição. E depois me acusam disso. Mas eles vão ter que nos dar uma justificativa sobre a proibição. O congresso vai acontecer de toda forma. Caso não seja lá, vai ser em outro lugar”, garantiu Julvan.

O prefeito de Moema informou ainda que o espaço é um dos poucos na capital mineira que comportam o evento, que recebe cerca de 13 mil pessoas. Ele ainda diz que vai manter o convite de participação para a administração estadual, que sempre é maior parceira do encontro. “O Estado sempre está presente. O maior estande é do governo. E o convite está mantido. Não é nosso propósito fazer retaliação, distanciar ou ser inimigo do governo. Nós queremos parcerias”, afirmou Julvan.

Resposta. Por meio de nota, a assessoria da Segov informou que não compete à secretaria gerir a locação do Expominas e sequer interferir nas decisões tomadas pela Codemig. Eles ainda destacaram que a reserva do espaço é efetuada mediante disponibilidade de datas e locais e em contato direto com a equipe comercial do local. A pasta afirma ainda que, de acordo com a Codemig, no caso em questão, “a AMM não confirmou a locação e não firmou contrato, tendo sido informada oficialmente pela equipe comercial que, em função disso, o espaço seria disponibilizado para locação de outros interessados”. A AMM contesta essas informações. (Fransciny Alves)

FOTO: reprodução instagram @ivanvalentepsol

Distraído. O PSOL estendeu, na noite da última segunda-feira, um “tapete” de papel com assinaturas contrárias à reforma da Previdência. O protesto foi realizado na sessão de abertura do Congresso Nacional. Pelos cálculos da legenda, há pelo menos 70 mil assinaturas contra a proposta no documento. Mas, o que chamou atenção foi o comportamento do senador José Serra (PSDB-SP). Ele foi fotografado pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) pisando em cima do protesto contra a reforma da Previdência. Pela foto, parece que o tucano, distraidamente, pisou em cima do “tapete” de assinaturas e, quando flagrado, tentou impedir a foto do deputado. A publicação da imagem no Instagram de Valente motivou uma série de comentários e ataques contra o senador tucano.

Acerto de contas II

Ainda segundo a nota, para que o requerimento ganhe força e seja acatado pelo presidente da Assembleia, Adalclever Lopes (MDB), a oposição está recolhendo assinaturas de todos os deputados. Os oposicionistas anunciaram ontem que estão em processo de obstrução por tempo indeterminado para pressionar Pimentel e sua base a abrir o diálogo e apresentar uma solução para os gestores municipais. Além do pagamento dos débitos com as prefeituras, os deputados exigem que o Executivo acerte as contas com os institutos de Previdência do funcionalismo, coloque em dia o salários dos servidores e cumpra com os compromissos assumidos nas áreas de segurança pública e educação.

Acerto de contas I

Os deputados do bloco de oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) apresentaram ontem um requerimento pedindo a instalação de uma comissão extraordinária na Casa para promover um acerto de contas entre a administração estadual e os municípios mineiros. A proposta foi anunciada em plenário pelo líder da minoria, deputado Gustavo Valadares (PSDB). De acordo com ele, a ação visa pôr fim ao “calote” que o governador do Estado, Fernando Pimentel (PT), está aplicando nas 853 prefeituras. A dívida acumulada com as cidades, segundo cálculos da última semana feitos pela Associação Mineira de Municípios (AMM) chegava a cifra de R$ 3,6 bilhões. 

“Que o Carnaval seja alegre, feliz, brincalhão. Se quiser criticar o prefeito, não tem problema algum. O que não pode é beber. É dirigir o carro em alta velocidade. É partir para a briga. Isso estraga o Carnaval.”

Marcelo Crivella (PRB)

Prefeito do Rio de Janeiro