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Câmara de Ouro Preto faz licitação para comprar 390 L de cerveja e 130 L de vinho

A Câmara Municipal de Ouro Preto, na região Central de Minas, vai realizar licitação para contratar serviços de bufê para os eventos protocolares de caráter institucional da Casa. Entre os itens presentes no edital, de menor preço por lote, há salgados, vinho e até mesmo cerveja. O certame vai ser realizado no dia 3 de maio, e a estimativa do Legislativo é que sejam gastos R$ 163,5 mil com esses e outros itens.

O edital da licitação, de registro de preços, é dividido em seis lotes. Segundo a assessoria da Câmara, a compra vai atender uma média de 25 eventos institucionais da Casa, ao longo de 12 meses, sendo que a maioria deles é estabelecida por projetos de resolução votados em plenário. Ainda segundo o órgão, o Legislativo também conta com o Centro de Atendimento ao Cidadão, que realiza projetos voltados à comunidade, como o Parlamento Jovem e o Escola Digital. Esses cursos têm eventos de lançamento, encerramento ou formatura das turmas.

Entre os itens previstos no edital estão 72,2 mil litros de sucos de diferentes sabores, como uva, goiaba, pêssego e abacaxi; também é esperada a compra de 72.180 litros de refrigerantes de cola, guaraná e laranja. Além disso, prevê-se no documento a aquisição de 130 litros de coquetéis de pêssego e de uva, sem álcool; 390 litros de “cerveja pilsen, com alto padrão de qualidade”; e ainda 130 litros de “vinho tinto, seco, cabernet sauvignon, com alto padrão de qualidade”.

Para acompanhar as bebidas, também consta nos lotes do processo licitatório a compra de 14.240 unidades de salgados assados e fritos. Entre as opções estão miniempadas de frango, minifolhados de frango, ameixa com bacon, miniquibe recheado, bolinho de bacalhau e bombom de pizza. Ainda está listada no edital a compra de 2.000 pães de queijos, 20 kg de bolos de diversos sabores, 25 kg de biscoitos finos, 750 minissanduíches, e 750 croissants doces e salgados.

Já a mesa de frios, de 30 kg, deve ter opções de provolone, muçarela temperada, queijo Minas e ricota, frango recheado com ervas, lombinho canadense, salaminho, azeitonas, dois tipos de pães, torradas, pasta de tomate seco e de azeitonas.

O edital também lista três opções de pratos quentes, que somam 120 kg. Há opção de massas com molhos de tomate com manjericão, bolonhesa ou quatro queijos. A segunda alternativa é estrogonofe de filé-mignon ou de frango acompanhado de arroz e batata-palha. Já o terceiro prato é filé-mignon ao molho de champignons com bechamel ou demi-glace, rondelli de presunto e queijo ao molho branco e salada Caesar.

Questionada, a assessoria de imprensa da Câmara de Ouro Preto explicou que os valores finais da licitação “provavelmente serão menores do que os orçados, uma vez que haverá sessão de lances para cada lote e serão apurados os menores valores globais para cada” um deles. O Legislativo ainda ressalta que os valores registrados na ata não necessariamente serão 100% utilizados, já que a licitação tem vigência de 12 meses e os contratos serão executados mediante requisição da Casa, de acordo com a demanda baseada no planejamento dos eventos institucionais e protocolares do Legislativo.

Sobre as bebidas alcoólicas, a assessoria informou que a previsão é que três solenidades venham a ter um coquetel de natureza especial, o que poderá incluir cerveja e vinho. São eles o Título de Cidadania Honorária, Diploma de Honra ao Mérito e Medalha Bernardo Pereira de Vasconcellos.

A Câmara ressaltou que esses eventos são de grande relevância institucional, realizados em espaço fora da sede, e têm um número de convidados maior. “Por fim, destaca-se que o registro de preços das referidas bebidas alcoólicas não quer dizer que elas serão utilizadas, mas tão somente os seus preços serão registrados e ficarão disponíveis para, num prazo de 12 meses, caso seja de interesse do órgão contratante, haja a requisição de tais bebidas”, respondeu por meio de nota a assessoria. (Fransciny Alves)

Julgamento das contas

Na próxima terça-feira, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) vai julgar as contas de campanha do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS). Em dezembro do ano passado, os dados apresentados pelo comitê do empresário foram rejeitados pela entidade. Na época, o juiz Delvan Barcelos Júnior, titular da 334ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, considerou “de origem não identificada” o valor da doação de R$ 2,2 milhões, declarada como “recursos próprios” pelo candidato em sua prestação de contas. O parecer do Ministério Público Eleitoral recomendava a desaprovação das contas do candidato. A defesa de Kalil deve apresentar recibos da transferência do dinheiro da venda de parte de seu apartamento para seus filhos. 

R$ 17.550 é o montante que a Prefeitura de Esmeraldas, na região metropolitana, estima gastar com a compra de sementes de hortaliças para o programa Uma Horta em Cada Quintal. 

Frase do dia

“Ninguém é favorável ao abuso de autoridade, mas o juiz não pode ser punido por mera divergência na interpretação da lei, especialmente quando dela discordarem pessoas politicamente poderosas. Não concordo com a redação proposta."
Sergio Moro, juiz federal responsável pelo Lava Jato, sobre a proposta de punição de abuso de autoridade em tramitação no Senado

Simbólico

FOTO: Mário Vilela/FUNAI - 19.4.2017

Com o aval do presidente Michel Temer (PMDB), o ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), decidiu demitir o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Antônio Fernandes Toninho Costa (na foto, de terno), e substituí-lo por um representante da bancada ruralista no Legislativo. A demissão foi exigida pelo líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), porque o presidente da entidade, responsável pela gestão das terras indígenas, não aceitou nomear 25 pessoas indicadas por Moura. A demissão ocorreu no Dia do Índio.

Secretário-turista

Enquanto o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), anunciava detalhes da reforma administrativa que será enviada à Câmara Municipal, o secretário de Desenvolvimento da capital, Daniel Nepomuceno, se encontrava em Assunção, no Paraguai, para acompanhar o jogo do Atlético, clube de que é presidente, pela Libertadores. A dupla função tem causado desconforto interno na prefeitura. Enquanto isso, o vereador Rafael Martins (PMDB) vem tentando mobilizar outros parlamentares para endossar o pedido para que Nepomuceno deixe o comando da pasta. Na visão do peemedebista, é inviável que os trabalhos na secretaria sejam divididos com os do Atlético.