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DEM se movimenta para ter Rodrigo Pacheco como seu candidato ao governo de Minas

O Democratas (DEM) pode ser a bola da vez nas eleições em Minas Gerais no ano que vem. Não é mais segredo para ninguém que o deputado federal Rodrigo Pacheco (PMDB), pré-candidato ao governo do Estado, já foi oficialmente convidado pela legenda para disputar o cargo de governador. E não só pelo DEM. Após disputar a Prefeitura de Belo Horizonte no ano passado e presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Pacheco ganhou notoriedade e vem se firmando como um dos principais adversários do governador Fernando Pimentel (PT) em 2018.

Para migrar para o DEM, o peemedebista só está aguardando a posição de seu partido, que, hoje, é o principal aliado do PT no Estado. “Recebi o convite, sim, pelo que fiquei honrado. Porém, é preciso aguardar as coisas acontecerem, inclusive quanto ao posicionamento do PMDB em Minas. Eu defendo a candidatura própria”, afirmou Pacheco ao Aparte. Também quer a candidatura própria de Rodrigo Pacheco o presidente estadual do PMDB, Antônio Andrade, que é vice-governador de Minas. Essa decisão, porém, encontra resistência entre parte dos deputados da legenda, que defende a continuidade da coligação com o PT para facilitar a reeleição no ano que vem, fato que provocou um grande racha interno. “Como a posição do PMDB só será definida antes da janela partidária – período em que será permitida a troca de partido –, é praticamente nula a chance de Rodrigo Pacheco ser o candidato do PMDB”, disse uma fonte.

Ao ser convidado para discursar durante convenção do Avante (ex-PTdoB) no mês passado, Pacheco também levantou suspeitas sobre um possível namoro com a legenda, presidida pelo deputado federal Luis Tibé. Apesar de negar o interesse, Pacheco acredita que a escolha do partido não terá tanta importância como em outras eleições. “Essa eleição será menos de partidos e mais de candidatos, na minha opinião”, disse. A migração para o DEM também permitirá a Rodrigo Pacheco receber o apoio do PSDB em Minas. Ainda sem um candidato forte, já que o senador Antonio Anastasia foi categórico ao rejeitar uma nova disputa ao Palácio Tiradentes, e bastante desgastados após as denúncias contra Aécio Neves, os tucanos já não apostam em lançar um candidato cabeça de chapa, mas costurar alianças, sendo o DEM parceiro histórico no Estado.

A outra opção do PSDB é o ex-deputado estadual Dinis Pinheiro (PP), que desde o início do ano está sendo testado pelo grupo político. Apesar de já ter percorrido centenas de cidades e ter o nome defendido pelo ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP) e pelos deputados Dalmo Ribeiro (PSDB), Antônio Jorge (PPS), entre outros, ainda não é um nome de consenso. O problema é que Dinis Pinheiro já teria avisado aos aliados que não abrirá mão da candidatura nem aceitará disputar o cargo de vice-governador, como nas eleições de 2014.

Na última semana, foi ventilada também a possibilidade de o deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB) estar de partida para o DEM. O tucano, no entanto, negou que exista qualquer chance nesse sentido. “Isso não procede. Tenho um histórico dentro do partido e não pretendo deixá-lo”, afirmou. (Angélica Diniz)

R$ 20,7 mi

É quanto o Supremo Tribunal Federal vai desembolsar para a contratação de empresa de segurança privada. Os profissionais vão trabalhar na proteção das residências dos ministros da Corte. O contrato tem vigência de 14 de novembro de 2017 a 13 de maio de 2020.

Ex-prefeito devolverá R$ 400 mil

O ex-prefeito de Córrego Novo, na região do Rio Doce, Sílvio Gomes Fórneas foi condenado a devolver aos cofres públicos quase R$ 400 mil. O motivo é o não cumprimento de itens de convênio com o governo de Minas para a construção de escola na zona rural do município. De acordo com denúncia do Ministério Público, o réu foi prefeito de janeiro de 1997 a dezembro de 2000 e, no exercício do cargo, celebrou convênio para construir uma escola rural na localidade de Córrego do Mantimento. Na época, o governo repassou à prefeitura cerca de R$ 140 mil. O recurso, no entanto, não foi utilizado de maneira regular, uma vez que foram executados apenas 29,52% dos serviços previstos. Com isso, os prejuízos causados ao erário, atualizados em 2015, seriam da ordem de quase R$ 400 mil. Apesar de configurar improbidade administrativa, o crime prescreveu, restando a Fórneas devolver o valor fixado pelo Tribunal de Justiça de Minas ao caixa do município.

Socorro

FOTO: Manoel Marques / Imprensa-MG

O governador Fernando Pimentel se reuniu nessa segunda-feira (4), em Belo Horizonte, com os ministros das Cidades, Alexandre Baldy , e da Integração Nacional, Helder Barbalho, para discutir a situação dos municípios mineiros mais atingidos pelas chuvas dos últimos dias. O governador e os ministros visitaram Ribeirão das Neves. Segundo o petista, “os dois ministros vieram justamente para atender essa situação de emergência em que estamos entrando agora”. Pimentel lembrou que a liberação de recursos depende da decretação de estado de calamidade por parte dos municípios. “Tem sempre a possibilidade do recurso (emergencial) a partir do Sistema Nacional de Defesa Civil. Aqueles municípios que decretam situação de emergência, de calamidade, com o reconhecimento rápido da calamidade, têm acesso a recursos do sistema”, concluiu.

Mobilização da AMM contra Pimentel

Por causa dos atrasos nos repasses e confisco semanal do ICMS pelo governo de Minas, a Associação Mineira de Municípios (AMM) vai promover, na quinta-feira, uma mobilização de prefeitos, vereadores, secretários e servidores dos municípios mineiros para forçar o governo a cumprir as obrigações constitucionais de repasses, que vêm sofrendo constantes atrasos e faltas. “Mesmo após cobranças e reuniões, com compromissos de amenizar a situação, os avanços foram mínimos, e hoje o quadro real é insustentável”, informa a entidade. Segundo a AMM, das dez parcelas mensais de 2017 do transporte escolar, ainda falta o repasse de cinco, que totalizam R$ 160 milhões; das obrigações do governo com os municípios para a manutenção dos serviços de saúde pública, segundo levantamento do Conselho de Secretários de Saúde (Cosems-MG), a dívida é de cerca de R$ 2,5 bilhões. Do repasse semanal do ICMS aos municípios, que deve ser realizado todas as terças-feiras, os atrasos voltaram a se repetir, e a dívida chega a quase R$ 500 milhões.