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Disputa faz prefeito de Patrocínio retirar sala de vice, que registra BO

Uma situação surreal tomou conta dos corredores da Prefeitura de Patrocínio, município do Triângulo Mineiro, na última segunda-feira (27). O rompimento político entre o prefeito Deiró Marra (PSB) e o vice Gustavo Brasileiro (PMDB) virou caso de polícia depois que o escritório de Brasileiro foi cedido ao chefe de gabinete do chefe da administração municipal. Insatisfeito com a mudança estrutural, o vice ligou para a Polícia Militar (PM) e registrou um Boletim de Ocorrência (BO), alegando que estaria sendo impedido de trabalhar.

Apesar da situação, a PM apenas tomou notas da situação e deixou o local sem fazer alterações ou colher depoimentos. Brasileiro permaneceu na porta do escritório e gravou um vídeo, divulgado em suas redes sociais, em que diz que continuaria atendendo no local. Assessores quase entraram em confronto físico durante a confusão.

A divisão entre Deiró e Brasileiro começou em junho, mas se agravou nas últimas semanas por conta do planejamento divergente da dupla para a eleição de 2018. Gustavo, que é sobrinho do deputado federal Silas Brasileiro (PMDB-MG), almeja uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e deve se lançar como candidato a deputado estadual. Já Deiró Marra apoia, para o cargo, outro aliado, o presidente da Câmara Municipal de Patrocínio, vereador Thiago Malagoli (PR).

A intenção do grupo político era apoiar um mesmo candidato para que os votos da região não se dissipassem. Silas Brasileiro costuma obter bons números de votação no Alto Paranaíba, enquanto Deiró Marra, que foi eleito deputado estadual em 2014, também apresenta bons indicativos em pesquisas internas dos partidos.

Em entrevista concedida na última semana, Deiró Marra argumenta que o vice-prefeito não pode continuar atuando normalmente sendo pré-candidato a outro cargo. “Não posso ter na minha prefeitura um pré-candidato em campanha. O real interesse atrás das ações dele será a campanha eleitoral. Mesmo que ele negue, ninguém vai acreditar”, argumentou, completando: “A prefeitura não vai delegar mais nada a ele, então nem será necessário que ele fique por aqui. A presença dele na prefeitura é apenas de interesse pessoal dele, apenas isso, apenas para atender os pleitos dele”. O prefeito disse, ainda, que a mudança de escritórios foi “natural”, visto que o local foi cedido ao secretário municipal de Administração e a seu chefe de gabinete.

O Aparte entrou em contato com Gustavo Brasileiro, mas o vice-prefeito disse que a situação já havia sido repercutida suficientemente na imprensa local. (Lucas Ragazzi)

Vaia

FOTO: José Lucena / Estadão Conteúdo

O cantor e ex-deputado federal Agnaldo Timóteo foi hostilizado, nesse sábado (2), por manifestantes na porta da prisão José Frederico Marques, em Benfica, na zona Norte do Rio. Ele foi visitar o presidente do PR e ex-ministro dos Transportes Antônio Carlos Rodrigues, quando foi interpelado por manifestantes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe). Os servidores, que protestavam contra salários atrasados, vaiaram a chegada do cantor. Ao ouvir os gritos, Timóteo parou, voltou-se para os manifestantes e perguntou: “O que houve?”. Os manifestantes responderam com gritos de “bandido”. Ao ser questionado sobre o motivo de sua visita, Timóteo respondeu: “Vim visitar uma fera que está aqui”. O cantor não pôde entrar porque não tinha autorização.

Férias-prêmio à venda

Duas comissões parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas aprovaram pareceres de primeiro turno ao Projeto de Lei Complementar (PLC) 70/2017, de autoria do presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Herbert Carneiro. O projeto altera a Lei Complementar 59, de 2001, que contém a organização e a divisão judiciárias do Estado. O substitutivo 1 acrescenta três novos artigos ao texto original. Um deles garante aos juízes e aos desembargadores o direito de vender 60 dias de férias-prêmio a cada ano, caso essas férias tenham sido requeridas e indeferidas. A legislação atual só permite que essas férias, adquiridas a cada cinco anos, sejam indenizadas financeiramente por ocasião da aposentadoria.

13° dos servidores

Após O TEMPO publicar, com exclusividade, que o governo do Estado vai parcelar o 13° dos servidores e espera pagar uma parte ainda este mês, sem determinar data, o bloco de oposição à gestão de Fernando Pimentel (PT) criticou a decisão. “Além de prejudicar milhares de famílias, que dependem diretamente deste pagamento, o governo compromete também a economia mineira. O Natal representa a melhor data de vendas para o comércio e, sem salário em dia e sem saber quando e como a gratificação natalina será paga, um valor significativo está deixando de ser injetado na economia”, diz trecho da nota. Os deputados de oposição ainda dizem que “falta ao governo petista é competência para equilibrar as contas e pagar em dia para o funcionalismo – como ocorria nas gestões de tucanos e aliados”, diz o texto. 

Frase do dia

“O PSDB está especializado em perder por causa de acordos de cúpula. O É tetravice-campeão em eleições, perdendo no segundo turno, e com certeza perderá mais uma se não mudar seus rumos.”
Arthur Virgílio (PSDB)
Prefeito de Manaus e pré-candidato à Presidência