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Ex-direção do PEN vai à Justiça contra nova diretoria ligada a Marcelo Álvaro

O PEN de Minas, que em breve passará a se chamar Patriota, vive uma guerra interna. Antes comandado pelo deputado estadual Fred Costa, o partido sofreu uma reviravolta nos últimos dias quando, a mando da direção nacional, a nova diretoria, ligada ao deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PR), assumiu o controle da legenda no Estado. Nessa terça-feira (5), os antigos diretores entraram com uma ação cautelar na Justiça Eleitoral para impedir a mudança.

A turbulência no PEN pode atrapalhar os planos do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que está de mudança marcada para o partido para disputar a Presidência da República. Interlocutores ligados ao presidenciável têm demonstrado preocupação com o cenário – Minas possui o segundo maior colégio eleitoral do país e tem sido colocado como uma das prioridades pela equipe de Bolsonaro.

Ex-presidente estadual do PEN, Hércules Marques, o Chicão, ligado a Fred Costa, garante que não há ruptura com Bolsonaro. “Não temos problema algum com o Bolsonaro, a questão é que essa articulação feita pelo Marcelo Álvaro Antônio desrespeita a democracia alcançada na nossa convenção partidária, que havia eleito outra diretoria”, argumentou, concluindo: “Eles não nos deixam alternativa senão acionar a Justiça”.

Ainda segundo Chicão, Marcelo Álvaro teria entrado em contato direto com a direção nacional do PEN e negociado a “tomada do poder”. “Ele já tentou se apropriar de outros partidos. Tentou no PRP e não conseguiu, tentou no PR e não deu, agora tenta no PEN, até porque, se reeleger no PR, vai ser difícil. Ele está querendo trocar de partido mesmo”, disse.

Ao Aparte, Marcelo Álvaro Antônio afirma que foi convidado por Bolsonaro a ingressar no partido e que tem reformulado a legenda a mando do próprio deputado. “Ele sempre defendeu uma reestruturação partidária em todos os Estados. Estamos colocando gente de confiança para guiar o partido e eleger Jair Bolsonaro como presidente do país em 2018”, disse.

O deputado refutou que a nova diretoria seja irregular. “A antiga direção estadual é que fez uma convenção irregular, fraudulenta e às pressas, contra orientação do partido nacional”, afirmou, dizendo nunca ter tido problemas com Fred Costa. Com a articulação, o novo presidente do futuro Patriota-MG é Aguinaldo Mascarenhas Diniz, atual chefe de Gabinete de Marcelo Álvaro e ex-subsecretário de Estado de Assuntos Municipais na gestão Antonio Anastasia (PSDB). Mascarenhas também atuou como articulador e coordenador na campanha ao governo de Minas de Pimenta da Veiga (PSDB), em 2014. A coluna tentou contato com o novo presidente do partido, mas as ligações não foram atendidas. (Lucas Ragazzi)

Cooperação para segurança

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, e o governador Fernando Pimentel assinaram nessa terça-feira (5), em Brasília, um acordo de cooperação por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) e da Força Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP). O acordo permitirá a realização de operações conjuntas, promoção de programas e projetos do governo federal, desenvolvimento de atividades de treinamento e capacitação, e mobilização e emprego de servidores estaduais do sistema penitenciário e da segurança pública.

Bruno Falci candidato: “Por que não?”

O nome do presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de BH, Bruno Falci, tem aparecido como pré-candidato ao governo de Minas. Filiado ao PV, ele confirmou que foi sondado. Não disse nem que sim, nem que não. Entretanto, ressaltou que ficou feliz com a lembrança e disse que não vê motivos para não aceitar o convite. “Realmente, algumas pessoas colocaram meu nome como candidato a candidato. Meu papel hoje é estar à frente da CDL e defender o interesse dos lojistas. Agora, tendo um apoio grande, por que não pensar? Não partiu de mim. Então, tem que ver que apoio é esse e quais são as pretensões”, afirmou Falci. O empresário deixará o comando da CDL no começo de 2018.

Frase do dia

“Não botem tanta fé na reforma da Previdência, tem muita espuma aí, cuidado com as notícias
José Agripino Maia, senador e presidente nacional do DEM

“Golpe” ficou para trás

FOTO: Evaristo Sá – AFP

Há um ano e sete meses, o presidente da Bolívia, Evo Morales, escrevia no Twitter que o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) era um “golpe parlamentar e jurídico”. Nessa terça-feira (5), ele visitou o Brasil, comandado pelo sucessor da petista, Michel Temer (PMDB). O encontro fora adiado duas vezes, devido às internações do presidente brasileiro para tratar da saúde. O tradicional aperto de mãos mostra que, em política, as relações ideológicas nem sempre prevalecem. À época do impeachment, Morales também havia prometido que retiraria o embaixador da Bolívia no Brasil, José Kinn, se o afastamento de Dilma se concretizasse. Temer assumiu a Presidência, mas a ameaça não se concretizou. Morales veio ao Brasil na tentativa de renovar o acordo de compra de gás natural, que corresponde a 95% de tudo o que a Bolívia vende para o Brasil.

Segovia troca 13 diretores

O diretor geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia, já contabiliza 13 trocas em superintendências da corporação, e o aumento da participação feminina na chefia da PF nos Estados. Sob o comando de Leandro Daiello, apenas uma regional era comandada por delegada. Agora, são sete. Mas, uma delas, Cassandra Ferreira, que assume a corporação no Maranhão, foi indicada por Daiello. Para assumir a direção em Sergipe, Segovia nomeou Erika Marena, que, em Santa Catarina, conduziu a investigação que culminou com o suicídio do reitor da UFSC Luiz Carlos Cancelier.