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MST deve ganhar secretaria no governo de Minas; parte da base é contrária

O governo de Minas deve anunciar, no final de janeiro, o ativista Alexandre de Lima Chumbinho como novo secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário. A escolha, mesmo sem ainda ter sido publicada oficialmente, já tornou-se tema de atrito e divergência interna.

Ligado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Chumbinho não mantém bom relacionamento com boa parte da base governista e com lideranças do PT. Ele ocupa, desde janeiro de 2017, o posto de secretário adjunto na pasta. Sua atuação tem gerado atritos desde o início, principalmente por conta do alto número de nomeações de pessoas ligadas ao MST feitas na secretaria.

A própria ida de Chumbinho para a pasta se deu através de articulação entre o governador Fernando Pimentel (PT) e o líder do MST, João Pedro Stédile – que, agora, novamente, dá aval para que o aliado assuma de vez o comando integral da secretaria. Além de Stédile, Chumbinho tornou-se secretário adjunto contando com o apoio do deputado estadual Rogério Correia (PT), do deputado federal Patrus Ananias (PT) e da ex-vice-presidente do PT nacional Gleide Andrade.

“A grande divergência é que o Chumbinho não representa, de fato, os interesses do MST e de uma reforma agrária no Estado. Mas há outras coisas também. Ele não é, exatamente, uma pessoa que possui uma atuação de esquerda, como se é esperado”, conta um interlocutor que é contra a ida de Chumbinho para a secretaria.

Apesar do anúncio ser esperado apenas para o final de janeiro, é possível que, nas próximas semanas, as primeiras mudanças na pasta já ocorram. O atual subsecretário de Agricultura Familiar, Lázaro Augusto dos Reis, também ligado ao MST, deve ser confirmado como novo secretário adjunto da pasta.

Além do núcleo político da base governista na ALMG, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg) também é contra a ida de Chumbinho para o comando da pasta – a federação possui divergências pontuais com o MST, sendo que, atualmente, o principal programa em desenvolvimento na pasta é o de titularização de terras.

Chumbinho substituirá o deputado estadual Professor Neivaldo (PT) como chefe da pasta. O petista deixa o posto por conta da eleição, quando tentará uma nova candidatura à ALMG.

Em novembro, o governo de Minas se envolveu em polêmica com o MST quando carro plotado com a logomarca da administração estadual foi flagrado deixando mantimentos e materiais para integrantes do movimento que ocupavam a sede da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A Controladoria Geral do Estado (CGE) tem investigado o caso.

FOTO: ANTONIO MORE/Estadão Conteúdo – 20.6.2015

Aposentadoria adiada. O agente Newton Ishii, que ficou conhecido como Japonês da Federal, se aposentou do cargo neste mês, mas já poderia ter deixado a atividade em julho. Segundo informações da coluna Radar, da revista “Veja”, o policial decidiu permanecer no cargo por mais alguns meses por conta de um pedido feito por um de seus encarcerados. Marcelo Odebrecht, que até então era um dos maiores empreiteiros do país, solicitou pessoalmente que o agente permanecesse na função até que ele fosse transferido para a prisão domiciliar. O motivo, segundo a coluna, era o bom tratamento dispensado por Ishii aos presos. Com isso, a aposentadoria acabou ocorrendo no mesmo dia da libertação de Odebrecht.

Polêmica no esporte

Servidores estaduais têm questionado a escolha feita pela Secretaria de Estado de Esportes para a gestão das Parcerias Públicos Privadas (PPP) feitas para a administração dos estádios de futebol de Belo Horizonte. Para interlocutores na pasta, a escolhida, Elaine Cristina Pereira Porto, não possuiria qualificação técnica, além de ser casada com o diretor da Federação Estadual de Meio Ambiente (Feam), Fernando Porto, que mantém influência pontual na pasta de Esportes. Elaine foi nomeada no dia 22 de novembro em cargo de recrutamento amplo na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão. A remuneração é de cerca de R$ 8.000. Em contato com a coluna, a secretaria de Esportes informou que a escolhida tem “especialização em gestão pública pela UFJF” e dez anos de experiência no setor público, sendo que nos últimos quatro “forneceu consultoria para prefeituras, instituições privadas e sem fins lucrativos”.

Leonardo Silva

Apesar de ter negado a primeira sondagem para disputar as eleições, o jogador Leonardo Silva, do Atlético, ainda reflete sobre a possibilidade de uma candidatura à Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O convite se deu pelo PEN, que logo mudará o nome para Patriota. Zagueiro e capitão do Galo, Leonardo Silva deve se aposentar dos gramados no final de 2018 e, por isso, já pensa nos próximos passos fora do campo. Se entrar na política, Leonardo Silva pode repetir outros ídolos do Atlético. Em 2010, o ex-atacante Marques foi eleito deputado estadual – mas não teve êxito na reeleição, em 2014. João Leite (PSDB), liderança já consolidada na Casa, ingressou para a política quando ainda era goleiro do Atlético. 

“Apesar da pequena variação negativa em novembro, o país segue com saldo positivo na criação de empregos formais em 2017. A melhora em comparação a 2015 e 2016 é substancial e o avanço é cada vez mais rápido.”

Henrique Meirelles

Ministro da Economia