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CGE vai investigar se carro comprado com recursos públicos foi usado pelo MST

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PUBLICADO EM Fri Nov 10 03:00:00 BRST 2017

CGE vai investigar se carro comprado com recursos públicos foi usado pelo MST

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Veículo aparece com plotagem da gestão de Fernando Pimentel

Um carro plotado com a logomarca do governo de Minas foi flagrado deixando mantimentos e materiais para os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) que ocupam, desde essa quarta-feira (8), a sede da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Acampados na entrada do prédio, os manifestantes reivindicam instalações elétricas em áreas de reforma agrária. O veículo estacionado em frente ao prédio trazia a logomarca do governo de Fernando Pimentel (PT), que também é alvo do protesto. As fotos viralizaram nas redes sociais e foram bastante exploradas por grupos de oposição ao governo petista.

Nessa quinta-feira (9), o deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT) divulgou um áudio dizendo que o flagrante com o veículo configura crime de improbidade administrativa. “Vamos apresentar duas representações: uma para a Controladoria Geral do Estado e outra para o Ministério Público estadual. Nós vamos cobrar porque a CGE tem o dever de fiscalizar. Queremos trazer a público nossa indignação pela falta de zelo com a coisa pública”, acusou o parlamentar.

Em nota, o Estado informou que o citado veículo não pertence à frota do governo de Minas. “O carro foi adquirido pelo Centro de Formação Francisca Veras, por meio de recursos de convênio celebrado junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário. O Convênio 1.204/2015, celebrado em plena conformidade com a legislação vigente, prevê a aquisição do veículo para uso exclusivo em atividades agrícolas diversas, devidamente descritas no plano de trabalho. Portanto, a responsabilidade pelo uso do veículo é da entidade conveniada”, esclarece o texto do governo.

Ainda de acordo com o Estado, o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, solicitou à Controladoria Geral do Estado (CGE) a abertura de auditoria para investigar se o veículo com plotagem de logomarca do governo do Estado foi ou não utilizado de forma indevida para transporte de materiais de movimentos sociais.

O Centro de Formação Francisca Veras é um espaço de capacitação técnico-pedagógica da agricultura familiar e funciona no assentamento Oziel Alves Pereira, em Governador Valadares, no Rio Doce. O centro tem convênio com a Codemig no projeto Plantando o Futuro. Procurado para se manifestar, um dos líderes do governo Pimentel na Assembleia, deputado estadual Rogério Correia (PT), disse que a luta do MST é justa e que vai acompanhar as negociações com o governo. (Angélica Diniz)

FOTO: reprodução
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Pavimento suspeito

O governo de Goiás está pavimentando o trecho de uma estrada, a um custo de R$ 65,8 milhões, que corta uma fazenda de propriedade do vice-governador do Estado, José Eliton (PSDB), pré-candidato ao governo do Estado em 2018. O trecho das obras tem quase 30 quilômetros, dos quais “de dois a três quilômetros” passam no meio e ao lado da propriedade rural, segundo o próprio vice-governador. O Ministério Público (MP) de Goiás instaurou um inquérito civil público para investigar a obra e um suposto benefício ao vice de Marconi Perillo (PSDB). Em recomendação expedida nessa quinta-feira (9), o MP pediu a imediata suspensão do convênio que garante o asfaltamento da rodovia, por entender que “resta clara a inexistência de melhoria direta no acesso ao Parque Estadual de Terra Ronca”. O acesso ao local é o objeto inicial do convênio, o que, na visão do MP, não está contemplado na execução das obras.

Frase do dia

“A medida pretende retirar os jogos da ilegalidade, permitindo que os operadores sejam empresários e contribuam com a atividade econômica brasileira.”
Benedito de Lira (PP-AL)
Senador, sobre o projeto que legaliza os jogos de azar

Após acerto, Embraer fica

Surtiu efeito a denúncia feita pelo Aparte, na edição do dia 11 de outubro, sobre os repasses anuais que o Estado deixou de fazer para manter em Minas o escritório de engenharia da Embraer. A dívida do governo ultrapassava os R$ 12 milhões, o que ameaçava a permanência da Embraer no Estado. Nessa quinta-feira (9), o governador Fernando Pimentel (PT) recebeu, no Palácio da Liberdade, o presidente da empresa, Paulo César de Souza e Silva. “Este encontro com o governador é importante porque existe uma relação muito profunda entre a Embraer e o governo do Estado. A presença da Embraer em Minas é uma parceria que está dando certo. Nós temos aqui hoje por volta de 150 engenheiros trabalhando, desenvolvendo as aeronaves em várias áreas. Belo Horizonte se tornou um polo de desenvolvimento e inovação, colocando Minas sempre à frente”, afirmou o executivo.

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