Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Secretários de Pimentel são apontados em ata da Cemig como ‘fatores de risco’

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Fonte Normal
PUBLICADO EM Thu Sep 07 03:00:00 BRT 2017

Secretários de Pimentel são apontados em ata da Cemig como ‘fatores de risco’

A Cemig, que já ostentou o título de maior empresa de energia do país e agora corre o risco de perder três de suas principais usinas – Jaguara, São Simão e Miranda, está com seus cofres vazios. A concessionária fechou 2016 com um resultado de R$ 69,8 milhões. Em 2015, a empresa teve um lucro de R$ 2,3 bilhões e, em 2014, o resultado contabilizado foi de R$ 2,08 bilhões. Os números constam no relatório divulgado pela companhia no dia 31 de maio deste ano. Em proporção inversa, a dívida líquida cresceu 40,27% – passando de R$ 5,5 bilhões em 2015 para R$ 7,7 bilhões em 2016.

Além dos números, o capítulo quatro do relatório chama a atenção. Intitulado “Descrição dos fatores de risco”, essa parte do texto relata possíveis ameaças para a empresa (econômica, política, judicial). “Estamos sujeitos ao risco de que nossos empregados, contratados ou qualquer pessoa que venha a fazer negócios conosco, possam se envolver em atividades fraudulentas, de corrupção e suborno, burlando nossos controles internos e procedimentos, se apropriando indevidamente ou se utilizando de nossos ativos para benefícios particulares em detrimento dos interesses da companhia”, diz trecho do relatório da Cemig na página 26.

Na mesma página, o balanço enfatiza, em negrito, que “alguns membros de nossa administração são parte em processos administrativos e judiciais e investigações em andamento relacionadas a atividades fora do escopo de nossas operações”. Em seguida, dois membros do governo de Fernando Pimentel (PT) são citados no documento. São eles, o secretário de Fazenda, José Afonso Bicalho, e Marco Antônio de Rezende Teixeira, titular da Casa Civil.

“José Afonso Bicalho Beltrão da Silva, presidente do nosso Conselho de Administração, é réu em ações judiciais relacionadas a práticas ilegais que supostamente ocorreram quando ele foi diretor-presidente do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge). O senhor José Afonso Bicalho Beltrão da Silva também é réu em uma ação civil pública envolvendo improbidade administrativa”, diz o relatório no fim da página 26.

Na página seguinte, o balanço aponta: “O senhor Marco Antônio de Rezende Teixeira, secretário de Estado de Minas Gerais e membro do nosso Conselho de Administração, foi submetido a ordens de busca e apreensão e condução coercitiva pela Polícia Federal em decorrência da operação Acrônimo, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o financiamento de campanhas políticas por empresas brasileiras, incluindo aqueles que receberam empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O senhor Marco Antônio de Rezende Teixeira também é réu em um processo penal envolvendo violação da Lei de Licitações. Esse pedido foi indeferido em 20 de abril de 2017. No entanto, ainda está sujeito a recurso”, descreve o balanço da empresa energética.

“Não podemos garantir que os procedimentos judiciais e administrativos, novos desdobramentos da operação Acrônimo ou mesmo o início de novos processos judiciais e administrativos ou investigações contra membros de nossa administração não imponham limitações ou restrições ao desempenho dos membros da nossa administração que são parte nestes processos. Além disso, não podemos garantir que essas limitações não nos afetarão adversamente e a nossa reputação”, conclui o relatório no trecho que cita os secretários.

Como membros do Conselho de Administração, os secretários recebem os jetons da estatal, uma gratificação pela participação nas reuniões do grupo. Somente neste ano, de janeiro a julho, Bicalho já recebeu R$144.600, e Marco Antônio Teixeira, R$115.063,64. (Angélica Diniz) 

R$ 790 mil é quanto vai custar a tradicional festa de Sete de Setembro em Brasília. O valor é menor do que os R$ 1,1 milhão pagos para a celebração no ano passado. O público estimado é de 30 mil pessoas. 

Pedra Bonita

O município de Pedra Bonita, na Zona da Mata do Estado, terá eleições para escolher um novo prefeito. A Justiça Eleitoral comunicou nessa quarta-feira (6) ao presidente da Câmara Municipal, Elias do Táxi (PTB), que ele vai ficar interinamente no comando da cidade até que o pleito seja realizado. A mudança acontece porque o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE–MG) decidiu cassar os diplomas e determinou o afastamento do prefeito eleito Adriano Teodoro do Carmo (PP), e do vice-prefeito, Humberto Osvaldo Ferreira (PMDB). Eles são acusados de abuso de poder econômico e captação ilícita de votos nas eleições de 2016. O novo pleito ainda será marcado pelo Tribunal.

Piada pronta

FOTO: Facebook/Prefnovaolindama

A prefeita de Nova Olinda do Maranhão, Iracy Weba (PV), chamou atenção nas redes sociais pela escolha da roupa que usou em solenidade de entrega de viaturas da Polícia Militar. Com um conjunto de calça e blusa listrado que lembra o traje comumente visto para identificar presidiários, ela participou da cerimônia de entrega e posou para fotos ao lado de um policial e do marido, o deputado estadual Hemetério Weba. Nas redes sociais, a roupa de Iracy virou piada. Uma internauta disse que foi até propício para o momento. Iracy e seu vice, Zé Alberto (PMDB), tiveram o mandato cassado em primeira instância por abuso de poder e compra de votos nas eleições de 2016. Os dois não foram afastados, por que o caso ainda cabe recurso em outras instâncias.

Cassação de título

O vereador de São Paulo Gilberto Natalini (PV) enviou um ofício à Câmara Municipal pedindo a anulação do título de Cidadão Paulistano a Marcelo Odebrecht. O parlamentar diz que o empreiteiro não é “merecedor” da honraria. Marcelo foi preso na operação Lava Jato em junho de 2015 pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Diante disso, Natalini argumenta que é óbvio que o título não “foi concedido a uma pessoa honrada, portanto deve ser cassado para preservação dos conceitos de ética e honradez como critérios para esta concessão”. A homenagem ao empresário foi concedida em 2011 pelo então vereador Francisco Chagas (PT). Na época, Marcelo era presidente da Odebrecht.

O que achou deste artigo?
Fechar

Secretários de Pimentel são apontados em ata da Cemig como ‘fatores de risco’
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório
Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter