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Pimentel e Antônio Andrade ensaiam reaproximação por interesses eleitorais

Apesar das discordâncias políticas permanecerem, o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), e o vice-governador e presidente do PMDB no Estado, Antônio Andrade, têm trabalhado por uma reaproximação. A informação foi dada ao Aparte por interlocutores ligados ao governo de Minas e confirmada por pessoas próximas dos dois políticos.

Segundo uma fonte, o trabalho de aparar as arestas entre Pimentel e Andrade foi iniciado há poucas semanas após reflexão do petista sobre as eleições do ano que vem. De acordo com este interlocutor, que pediu para não ser identificado, Pimentel acredita que a aliança com o PMDB deve ser mantida para que existam chances de reeleição. Atualmente, o petista mantém uma relação mais próxima com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Adalclever Lopes. Ele comanda uma ala que é contrária à permanência de Andrade na presidência do PMDB de Minas. Mas, assim como ocorre com Pimentel, peemedebistas tentam unir o governador e o vice.

“O PMDB mostrou-se um aliado valoroso para o governador, não só pela figura do Adalclever, mas em muitos momentos pelo Toninho também. Há articulações com a bancada mineira na Câmara dos Deputados que só foram possíveis por conta da interferência do Toninho”, garantiu a fonte.

Por outro lado, uma nova aproximação entre os dois chefes do Executivo também interessaria a Andrade. A queda da influência no governo mineiro lhe custou, recentemente, diversos cargos no segundo escalão – inclusive seu próprio filho, Eduardo Lima Andrade Ferreira, antes nomeado como diretor da Gasmig. Em julho, uma fiel assessora, que o acompanha desde os tempos da Assembleia Legislativa, no início da última década, também estava ameaçada de perder o cargo. “Perder mais uma pessoa de confiança seria muito ruim para ele. O Toninho também visualizou a necessidade de arrumar a situação. Estava ruim para os dois”, diz o interlocutor.

Outro ponto que convenceu Andrade de se reaproximar do governador é a possibilidade, ventilada a todo momento no PMDB, de assumir o governo de Minas caso Pimentel seja afastado do posto por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Não seria bom assumir o Estado na imagem de inimigo”, conclui outra fonte.

Como o Aparte mostrou, o grupo próximo do vice-governador tem esperança de que o petista possa ser afastado de suas funções. Em maio deste ano, Andrade chegou a dar fortes declarações sobre o rompimento com o governo, afirmando não fazer mais parte da administração porque o que foi combinado durante a campanha de 2014 não teria sido cumprido. “Além disso, o Estado está parado, não há desenvolvimento”, alfinetou, na época, o peemedebista. (Lucas Ragazzi)

Luto

FOTO: Caco Argemi /Agência ALRS

Ex-marido de Dilma Rousseff, o advogado trabalhista e ex-deputado estadual gaúcho Carlos Araújo morreu na madrugada de sábado, aos 79 anos, em Porto Alegre. Araújo foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 25 de julho com insuficiência respiratória. O quadro evoluiu para uma infecção generalizada que provocou um “colapso circulatório”, segundo a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, onde o ex-deputado morreu. Araújo e Dilma ficaram casados por 20 anos e tiveram uma filha, Paula Rousseff de Araújo. O velório foi realizado nesse sábado (12), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Ele foi cremado em cerimônia restrita à família.

Frase do dia

“A reforma política não parece a melhor. O texto aprovou como permanentes questões que deveriam ser transitórias. O texto original era para que o fundo fosse reduzido ao longo do tempo. A sociedade não concorda com esse valor alto. O distritão sem cláusula de desempenho alto (cláusula de barreira) e sem financiamento privado é ruim.”
Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara 

Lewandowski quer rever prisão

Há mais de um ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) mudou sua jurisprudência e determinou que é possível a execução da pena para quem for condenado em duas instâncias, independentemente do cabimento de recursos ao Superior Tribunal de Justiça e ao STF. O entendimento é polêmico e não encontra guarida no próprio Supremo. Segundo o colunista Lauro Jardim, o ministro Ricardo Lewandowski colocou como meta alterar essa decisão. O assunto tramita na Segunda Câmara do STF e no momento está com Edson Fachin, que pediu vista. Gilmar Mendes e Dias Toffoli, integrantes da Segunda Turma, já se manifestaram contrários à obrigatoriedade da prisão em segunda instância. Ano passado, Celso de Mello, o outro integrante, chegou a suspender a execução de mandado de prisão de um condenado em Minas Gerais porque os recursos não tinham se esgotado. Sendo assim, há uma expectativa de que a jurisprudência seja revista até o fim do ano. Caso isso ocorra, o Ministério Público Federal deverá recorrer, e o assunto voltará a ser analisado no plenário do STF.

R$ 20,4 mi é quanto o governo federal já gastou com cartões de crédito corporativo neste ano. A Presidência foi o órgão que mais utilizou recursos do cartão, com gastos de R$ 5,7 milhões. O pior é que não dá para saber o que foi comprado, já que 89% dos gastos estão em sigilo.