Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Planalto vai gastar R$ 1,8 milhão para comprar uniformes e roupas de cama para seguranças

O governo federal pretende gastar até R$ 1,8 milhão com uniformes, roupas de cama e material esportivo, o que inclui até mesmo quimonos para a prática de judô. Os materiais serão adquiridos pela União para atender a equipe que realiza a segurança do presidente Michel Temer (PMDB) e de seus familiares nos palácios e residências oficiais. A licitação de registro de preços está marcada para ocorrer no dia 19 de outubro. A empresa vencedora do certame vai cumprir contrato de um ano.

Segundo a justificativa da licitação, os itens vão atender o pessoal do Departamento de Segurança Presidencial (DSeg). Os agentes têm a missão, de acordo com o documento, de zelar pela segurança pessoal do presidente e de seus familiares, dos titulares dos órgãos essenciais da Presidência da República e de outras autoridades ou personalidades, quando determinado pelo chefe do Executivo. Eles também devem fazer a segurança do Palácio do Planalto e das residências oficiais – Palácio da Alvorada e Palácio do Jaburu.

Entre os itens a serem adquiridos pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, estão previstos 1.310 conjuntos de paletó e calça social, 2.610 unidades de camisa social de manga longa, 40 conjuntos de blazer e de calça para mulheres e 60 unidades de blusa feminina. Somente essas vestimentas foram orçadas, pelas contas do governo federal, em R$ 964 mil. Para completar o traje social da equipe de segurança, a União vai arrematar ainda gravatas, cintos e sapatos sociais.

O edital também contempla a compra de outros materiais para a equipe presidencial, como colchas de cama, lençóis de solteiro e fronhas. Ainda vão ser adquiridos itens para atividades externas, como camisas, bermudas, macacões para brigadistas, quimonos para os agentes praticarem judô e botas antichamas. O governo também quer comprar 30 unidades de capuz balaclava – máscara que deixa apenas os olhos do policial à mostra.

É argumentado no edital que, diante da premissa de prestar segurança pessoal e patrimonial dos entes da Presidência, o DSeg “necessita dispor de pessoal capacitado e bem-apresentado para bem representar a segurança presidencial”, sendo que essa compra, vai permitir “a manutenção do excelente padrão de apresentação pessoal dos agentes de segurança, suas atividades diárias, treinamentos e áreas de descanso”. Ainda de acordo com o documento, os materiais serão solicitados de forma parcelada, quando for necessário.

Academia. Também neste mês, no próximo dia 16, o governo federal vai fazer uma licitação para contratar empresa para realizar a manutenção preventiva e corretiva dos aparelhos de ginástica do Palácio do Planalto e das residências oficiais. O valor a ser gasto com o certame está estimado em R$ 72,2 mil. Segundo o edital, a empresa que vencer o pregão eletrônico vai ter que cuidar, por um ano, de 40 aparelhos de academia. De acordo com o documento, a contratação é para atender o setor responsável pela preparação física da equipe da Secretaria de Segurança Presidencial (SPR). (Fransciny Alves)

10,1% é o percentual de aumento de gastos que o Tribunal de Contas da União (TCU) executou de janeiro e agosto deste ano. Em 2016, o TCU gastou, no mesmo período, R$ 1,08 bilhão, contra R$ 1,19 bilhão deste ano. De acordo com a Lei do Teto dos Gastos, em 2017, qualquer órgão subordinado ao Orçamento da União só poderia aumentar suas despesas em 7,2%, o valor da inflação em 2016.

Fogo amigo

Às vésperas da visita do vice-governador de Minas Gerais e presidente estadual do PMDB, Antônio Andrade, à cidade de Juiz de Fora, ocorrida no último fim de semana, o diretório municipal da sigla publicou uma nota que causou mal-estar entre os peemedebistas da região. No documento são feitas críticas ao governo de Michel Temer, de quem Andrade é próximo. “O Brasil está cansado. Os mineiros estão cansados. Estamos cansados também em Juiz de Fora. Cansados de corrupção, de violência, de insegurança política. (...) É esse nosso PMDB, membro do chamado ‘grupo dos autênticos’, que defende investigação para todos os acusados de participar de esquemas de corrupção. É esse PMDB que condena com veemência a venda de usinas hidrelétricas da Cemig. O PMDB que acredita na política como única saída para a atual situação em que nos encontramos. É o PMDB que o Brasil precisa ter de volta”, diz trecho da nota. Entre os que marcaram presença no evento estavam o deputado federal Rodrigo Pacheco e o prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira.

Corrida eleitoral

FOTO: Reprodução Facebook @marciolacerdaoficial

O ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo de Minas pelo PSB nas eleições de 2018, Marcio Lacerda, publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece praticando exercícios físicos. Entre as atividades estão abdominais, levantamento de peso e corrida na esteira. Acostumado a aparecer sempre com trajes formais, no vídeo Lacerda usa camiseta e mostra-se até mesmo descalço em determinados momentos. Ele diz que quatro vezes por semana pratica exercícios físicos. “Atualmente está mais difícil, mas essa rotina já tem quase 20 anos”, afirmou. Em uma clara estratégia de tentar desconstruir a imagem de “sisudo”, o ex-prefeito da capital mineira tem investido em vídeos descontraídos nas redes sociais. Ele, por exemplo, publicou vários relatos da viagem que fez para Inhapim, na região do Rio Doce. Lá, ele visitou a casa da avó – onde morou por um tempo – e o colégio em que estudou.

Pressão das Apaes

A mobilização organizada nessa segunda-feira (9) pela Federação das Apaes do Estado de Minas Gerais (Feapaes-MG) e da Apae de Belo Horizonte, na porta da Assembleia Legislativa, surtiu efeito. O governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), informou nessa segunda-feira (9) que vai creditar nesta terça-feira (10), nas contas de 29 Apaes, o montante de R$ 2,2 milhões relativos à segunda parcela anual do pagamento, feito de quatro em quatro meses para as entidades conveniadas ao programa Casa Lar. O repasse às entidades que prestam acolhimento a adultos com deficiência, egressos da antiga Febem, deveria ter sido feito em agosto. Como o atraso gerou prejuízos, a presidente da Apae de BH, Judith Magalhães, diz já se preocupar com a próxima parcela, que vence em dezembro. Ela também questiona os juros e multas que pagaram em função do atraso do governo. “Não podemos esquecer que o Estado prometeu um reajuste de 11% na parcela de agosto”, lembrou Judith.