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Plano B de Pacheco é se filiar ao Avante e disputar o governo com apoio de Aécio

O deputado federal Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) já tem um plano B para se lançar candidato ao governo de Minas caso o PMDB estadual opte por reeditar a aliança com os petistas e apoiar a reeleição de Fernando Pimentel (PT). No último sábado (11), Pacheco participou da convenção estadual do Avante (ex-PTdoB), sigla liderada pelo deputado federal Luis Tibé. De acordo com interlocutores que estiveram presentes ao encontro, Pacheco estaria acertando sua ida para a legenda e com garantia de que será o nome do partido para a disputa com Pimentel.

Um dos articuladores da manobra é o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que já inicia conversas com tucanos para que o PSDB também apoie a candidatura de Pacheco. Terceiro lugar na disputa eleitoral pela Prefeitura de Belo Horizonte, em 2016, e levando consigo uma imagem de renovação na política – ele cumpre seu primeiro mandato parlamentar –, o deputado se tornou nome desejado pelos partidos.

Na ideia inicial de Aécio, apresentada ao PMDB mineiro há algumas semanas, Pacheco seria o candidato a vice-governador ideal para compor uma chapa com o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). O plano, no entanto, encontrou resistência tanto em Anastasia – que insiste em adiar uma resposta a quem o pergunta sobre uma candidatura – quanto em Pacheco, que se vê com boas chances nas urnas. Os peemedebistas mineiros também não se animaram com a proposta – eles acreditam que, se a coligação eleitoral não for feita junto ao PT, seja difícil reeleger uma série de deputados estaduais e federais, por conta do quociente eleitoral.

Depois da convenção, os principais nomes do encontro almoçaram em uma pizzaria gourmet no bairro Santa Efigênia. Durante a refeição, foi comentado que Aécio será candidato a deputado federal – com o intuito de, em 2019, se tornar presidente da Câmara dos Deputados. No mesmo dia, em participação na convenção estadual do PSDB-MG, o senador tucano negou que tentará uma cadeira na Câmara, mas foi enigmático quanto a seu futuro. “Estarei nas urnas”, disse, sem revelar qual cargo disputará.

Em contato com o Aparte, Rodrigo Pacheco confirmou que esteve no encontro do Avante em Belo Horizonte, mas negou que esteja em tratativas com o partido. “Fui lá apenas porque o Tibé me convidou a falar sobre o cenário político atual e políticas públicas”, disse, evasivo. “A prioridade é esperar a decisão do PMDB, ainda não tenho alternativas na cabeça caso eles prefiram se alinhar ao PT”.

Apostas. O Avante mineiro também terá candidato ao Senado. Trata-se do empresário João Wellington, conhecido no interior mineiro por promover festivais e shows de música sertaneja. Já para a Câmara Federal, o principal nome, além do próprio Luis Tibé, é o do ex-vereador de Belo Horizonte Leonardo Mattos. Ex-integrante do PV, Mattos não conseguiu se reeleger para a Câmara Municipal de Belo Horizonte em 2016. (Lucas Ragazzi)

FOTO: reprodução de vídeo ALMG

Pela culatra. Um vídeo que circula pelas redes sociais mostra o deputado estadual Felipe Attiê (PTB) (na foto, o primeiro da esquerda para a direita) ironizando o Projeto de Lei 3.697/2016, que institui o Dia Estadual do Coach, durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no último dia 8. Logo após zombar do projeto e dizer: “Coach?? Esses deputados... é brincadeira, viu?”, o presidente da comissão anuncia o autor: o próprio Attiê. Procurado para comentar a imagens, o deputado disse que o vídeo não passa de uma montagem. “Falava do projeto anterior. O meu (projeto) do coach vinha depois e era uma homenagem que estava sumida há dois anos. Não estava falando com o presidente da comissão, e sim com o deputado no plenário. O som saiu e, em seguida, era meu projeto. Aí fizeram a montagem como se fosse contra”, tentou explicar Attiê. No entanto, é possível ver o vídeo na íntegra na página do YouTube da ALMG.

Prefeitos multados

A Primeira Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) aplicou ontem multa de R$ 2.000 a 13 prefeitos de Minas pelo não encaminhamento, ao tribunal, de relatórios e documentos que comprovam a situação fiscal, o cumprimento de metas e a tendência de excesso de arrecadação das prefeituras. Foram penalizados os seguintes municípios: Antônio Prado de Minas, Cabo Verde, Capitão Enéas, Cascalho Rico, Divino, Luminárias, Pingo-d’Água, Piranga, Santa Bárbara, Santa Juliana, Santo Hipólito, São Francisco do Glória e Virginópolis. O prazo estipulado pelo TCE para os prefeitos enviarem o relatório resumido da execução orçamentária e o comparativo das metas bimestrais de arrecadação foi de até 45 dias após o encerramento da data-base, em 30 de abril de 2017.

Homenagens retiradas

Os vereadores da Câmara Municipal de Machado, no Sul de Minas, aprovaram anteontem, por unanimidade, decreto que retira os títulos de Cidadania Honorária de três homenageados na cidade: o senador Aécio Neves (PSDB), o deputado federal Aelton Freitas (PR) e o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB). O decreto é de autoria do vereador Clayton Magalhães Nery (SD), mas foi apoiado por todos os outros 12 parlamentares, incluindo nomes do PSDB. Segundo informações da assessoria da Câmara Municipal, a atitude foi uma maneira encontrada pelo município de mostrar o descontentamento com políticos mineiros já homenageados e que, posteriormente, foram envolvidos em esquemas de corrupção. “O título de Cidadão Machadense foi concedido a Aécio Neves há cerca de oito anos, mas ele nunca apareceu na cidade para receber a honraria”, explicou uma assessora da Câmara. Neste ano, revelações dos executivos da JBS colocaram o senador no centro das denúncias por recebimento de propina. O deputado Aelton Freitas foi flagrado, em 2013, ensinando a correligionários como se disputa uma eleição comprando votos. Já Eduardo Azeredo foi condenado no processo do mensalão tucano. Nenhum deles respondeu aos contatos da coluna.

FOTO: Fellipe Sampaio/SCO/STF - 16.3.2017

“É sempre o momento. Se pudermos interpretar, reinterpretar o arcabouço normativo para diminuir o leque de atribuições no Supremo, é muito positivo. O Supremo está inviabilizado.”

Marco Aurélio Mello

Ministro do Supremo Tribunal Federal