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PR e MDB se aproximam nos debates sobre a sucessão em Minas e podem estar juntos

Dirigentes do PR e do MDB avançaram, na última semana, as conversas para marcharem em uma mesma chapa nas eleições de Minas Gerais deste ano. Uma reunião no início desta semana pode selar, enfim, a aliança. Como informou O TEMPO, a inclusão do nome da ex-presidente Dilma Rousseff como pré-candidata ao Senado pelo PT atrapalhou e muito as negociações partidárias, fato que afastou as duas siglas da mesa dos petistas. Interlocutores dos dois partidos classificaram a vinda de Dilma para o cenário mineiro como uma “traição” por parte do PT, que agora segura um abacaxi nas mãos.

Apesar do diálogo ter avançado, tanto o PR quanto o MDB defendem nomes próprios para liderar uma disputa ao governo estadual. Recém-filiado à sigla, Josué Alencar é colocado pelo PR como o nome ideal para o momento – um empresário sem vínculo negativo com escândalos de corrupção e de família tradicional, bem vista pelos mineiros (ele é filho do ex-presidente da República José Alencar, morto em 2011). Nesta proposta, o espaço dado ao MDB na chapa seriam as vagas ao Senado.

“Josué só não foi eleito em 2010, porque não quis. É um cara que carrega a estima do pai e tem uma energia política muito grande. Seria um bom nome de renovação”, conta um animado e otimista membro do PR.

Anteriormente, ventilou-se a possibilidade de que o ex-deputado federal e ex-secretário de Estado de Defesa Social Bernardo Santana, um dos principais caciques do PR no Estado, pudesse se tornar candidato a vice-governador em uma chapa com Pimentel. O cenário, que já sofria resistência de partes do PT e do MDB, acabou perdendo força com a entrada de Alencar na sigla. 

Por outro lado, o MDB defende que o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Adalclever Lopes, seja, de fato, o grande nome majoritário. Antes colocado pelo PT como nome certo para a chapa ao Senado, o emedebista também se considerou pessoalmente traído ao ver o anúncio de que Dilma pode ser candidata no Estado. 

“Se antes era um blefe para conseguir mais poder de barganha, de negociação, com certeza o MDB, agora, nesta entrada de Dilma, está se colocando de fora de uma construção com Pimentel”, diz um emedebista, que garante que o partido jogará duro e terá, de fato, um candidato próprio. 

Hostilidade

FOTO: Reprodução de vídeo - 15.4.2018

Os senadores Eunício Oliveira (MDB-CE) e Jorge Viana (PT-AC) foram abordados por duas pessoas na sala VIP no aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. “Vocês são um bando de ratos, vagabundos”, xingou um dos homens. Eunício e Viana viajaram ao Japão na última semana. O momento das ofensas foi numa escala do voo, em Dubai. O vídeo começou a circular nesse sábado (14) em grupos de WhatsApp. “Eu fico triste. O povo acha que vocês estão votando pelos direitos do povo. E esse tem a cara de pau, esse vagabundo, de me dizer que 90% da política do Congresso Nacional está certo (sic). Lá no Brasil, se vocês não roubassem como vocês roubam, o Brasil estaria melhor. Bando de ratos nojentos, seus vagabundos”, disse o homem de bermuda enquanto Eunício escutava, sentado e olhando para seu celular. Outro homem, de camisa listrada, emendou: “Nós temos pena daquele Brasil”. Pessoas ligadas a Eunício Oliveira foram recentemente alvos da operação Tira-Teima, da Polícia Federal.

Primeira-dama na ALMG

O deputado estadual Thiago Cota (MDB) nomeou, em seu gabinete na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a esposa do prefeito de Carangola, Paulo Pettersen (MDB). Segundo a assessoria de imprensa do parlamentar, Rita de Cássia Pettersen atuará como assessora parlamentar de Cota na região da Zona da Mata. A primeira-dama de Carangola terá um salário de R$ 4.313,44. “Ela será uma das responsáveis pelo desenvolvimento dos nossos projetos voltados para área social. Ela tem qualificação técnica para desempenhar as funções do cargo, sendo a ponte entre nosso gabinete e a Zona da Mata”, diz trecho da nota. Quem também ganhou um cargo na Casa é o ex-prefeito de Bocaiuva Ricardo Afonso Veloso (PSDB). Ele foi lotado no gabinete do deputado Gustavo Valadares (PSDB). 

Sem acordo com Ruy Muniz

A presidente nacional do Partido da Mulher Brasileira (PMB), Suêd Haidar, divulgou nota afirmando que a legenda em Minas não tem qualquer tipo de acordo com o ex-prefeito de Montes Claros e pré-candidato ao Senado Ruy Muniz (PSD). Interlocutores de Muniz chegaram a dizer que a sigla estadual havia chegado a um acordo e o apoiaria a uma cadeira de senador, fato que foi negado. Suêd Haidar também afirmou que Rosimere Machado não é mais presidente do partido mineiro – outro fato espalhado por interlocutores ligados ao ex-prefeito. A própria Rosimere, em contato com a coluna, disse ter voltado a presidir a legenda, mas a assessoria do PMB nacional desmentiu a informação. “Existe um interesse desse grupo político em desestabilizar nossas bases no Estado e manipular a opinião pública”, diz a nota de Suêd.

Frase do dia

“Tenho convicção de que, não sendo o presidente Temer, o candidato do MDB serei eu. Não há possibilidade de ser outro."
Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda