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Segovia nomeia ex-secretário adjunto da Seds para comandar a Polícia Federal em MG

O diretor geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia, promoveu novas mudanças na chefia da corporação em Minas Gerais. O novo “número 1” da PF no Estado é o ex-secretário adjunto da Secretaria de Defesa Social do Estado (Seds), Rodrigo Melo Teixeira. Ele foi nomeado no último dia 2 de janeiro, mas passará a atuar, oficialmente a partir de amanhã, quando retorna de férias. A cerimônia de posse acontecerá no dia 30.

Melo Teixeira substitui o delegado Fuchs Brasilino como superintendente da PF no Estado. Em conversa com o Aparte, ele afirmou ter boas expectativas de voltar à corporação. “Apesar de ter ficado de fora por esses dois anos, sempre estive acompanhando a PF. É uma coisa ou outra que teremos que atualizar, mas estou muito confiante de que vai dar pra fazer um bom trabalho”, disse.

Ainda segundo o novo superintendente, a integração das forças de segurança será uma das prioridades no trabalho. “Com a experiência que tivemos na Seds, acredito que podemos aliar as coisas e melhorar a atuação da PF e das outras forças de segurança. Uma integração entre todas elas beneficiaria muito a população”, explicou.

Antes de assumir como secretário adjunto, Teixeira chefiou a Delegacia Regional Executiva da Superintendência da PF (DREX-MG) e presidiu a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) em Minas Gerais.

A mudança no comando da PF em Minas já era esperada, visto que Fernando Segovia vem seguindo um planejamento de troca nas superintendências estaduais da corporação desde o final do ano passado. Além de Minas, Segovia promoveu mudanças no comando da corporação em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Maranhão e Acre.

Entre as alterações, chama a atenção a ida da delegada Érika Mialik Marena, que liderou o grupo da PF na operação Lava Jato de Curitiba, para a superintendência de Sergipe. Já o delegado Luciano Flores, que também atuou com o grupo da operação, assume a chefia da corporação no Mato Grosso do Sul.

O atual secretário de Segurança Pública de Minas, Sérgio Menezes, também é oriundo da PF. Na época de sua nomeação, em 2016, apareceram críticas por conta de sua escolha no mesmo momento em que o governador Fernando Pimentel (PT) era alvo de operações chefiadas pela corporação. Menezes estava à frente, por exemplo, da operação Acrônimo, que apurava o envolvimento do petista por corrupção, lavagem de dinheiro e fraude eleitoral. (Lucas Ragazzi)

R$ 11,8 mil

É quanto a Presidência da República reservou para a compra de 586 gravatas em tecido Jaquard, 100% poliéster, de cor escura. As peças serão entregues no almoxarifado do Palácio do Planalto.

Candidaturas avulsas

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) analisa proposta que institui a possibilidade de apresentação de candidaturas a cargo eletivo sem a obrigatoriedade de filiação partidária – as chamadas candidaturas avulsas ou independentes. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 16/2015, apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS), prevê que pessoas não ligadas a partidos possam concorrer desde que obtenham um apoio mínimo de eleitores. O objetivo é aumentar a participação da sociedade na política e acabar com o monopólio dos partidos. A PEC, que deverá ser regulamentada por lei complementar, não explicita a quantidade de apoios necessários, mas, conforme o relator, Sérgio Petecão (PSD-AC), deve variar conforme o cargo em disputa. 

Compliance no PSL

Depois da enorme repercussão do anúncio da iminente chegada do deputado federal Jair Bolsonaro (atualmente no PSC-RJ) aos quadros do partido, o PSL começa a se preparar para a campanha eleitoral. De acordo com a coluna “Painel”, do jornal “Folha de S.Paulo”, disposto a evitar novos sobressaltos à empreitada de Jair Bolsonaro, o PSL decidiu contratar um serviço de compliance – assessoria para garantir o cumprimento de regras – para auditar todas as doações à campanha do presidenciável. Enquanto se organiza para a disputa, o partido segue perdendo antigos membros. Os integrantes do Livres que ainda presidiam oito diretórios estaduais e cogitaram permanecer no PSL mesmo após a entrada de Bolsonaro decidiram, no sábado, que vão deixar a legenda.

FOTO: Reproducao/Vídeo

Gilmar hostilizado. Nem durante as férias, longe do país, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes escapa da repercussão de suas decisões. Enquanto passeava pelas ruas do Chiado, popular área comercial de Lisboa, onde passa suas férias desde o Natal, foi abordado por duas brasileiras. O vídeo foi publicado primeiramente pelo site “O Antagonista”. “O senhor é de uma injustiça imensurável! Inclusive deve estar querendo se disfarçar aqui, né? Andando como um comum dos mortais. Coisa que não é! O senhor não tem vergonha do que o senhor faz pelo país?”, dispara uma das mulheres. “Mas a gente viu o senhor de longe!”, continua. “A sua cara ninguém consegue esquecer”, completa a outra. “A gente pede para Deus levar o senhor para o inferno!”, diz uma delas. Em meio a risadas, Gilmar reagiu: “Ai, meu Deus do céu!”. Crítico das prisões preventivas e conduções coercitivas na operação Lava Jato, o ministro acolheu pedidos das defesas e soltou diversos investigados em 2017. Na lista, três solturas do empresário Jacob Barata Filho, e liberdade para o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, e ao ex-multimilionário Eike Batista, todos, antes, presos por tempo indeterminado. Juristas chegaram a protocolar um pedido de impeachment e a força-tarefa da Lava Jato no Rio pediu sua suspeição para julgar casos relacionados a Barata. Sempre que questionado sobre suas polêmicas, o ministro tem reiterado que toma decisões com base na Constituição. Procurado, o ministro Gilmar Mendes evitou maiores comentários sobre a abordagem no Chiado. “Isso acontece. Manifestações de aplausos e de censura”, resumiu.

“A ideia com relação à operação Lava Jato é uma concentração de esforços em 2018: reforço de policiais, peritos, analistas e delegados para concluir todas as investigações.”

Maurício Leite Valeixo

Superintendente da Polícia Federal no Paraná