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Subsecretário manda no WhatsApp áudio para diretores fazerem a barba em 2018

Uma mensagem de fim de ano acabou repercutindo mal entre servidores da Subsecretaria de Segurança Prisional, que responde à Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap). Utilizando o recurso de gravação de áudio do WhatsApp, o subsecretário Washington Clark pediu aos diretores da pasta que, neste ano, tirassem a barba.

“Gostaria muito de que neste 2018, sem que isso pareça capricho, que tenhamos menos barbas nos nossos diretores gerais e regionais. Porque, se o exemplo vem de cima, creio eu que todos podem começar a olhar a partir do nosso secretário, para espelhar dentro das subsecretarias. Compreendo algumas questões estéticas, mas acho que não precisamos mais de gente vestida de Papai Noel”, diz Clark em tom sério.

No trecho seguinte, o subsecretário justifica o pedido dizendo tratar-se de uma questão de “apresentação pessoal”. “Vamos torcer para que todos compreendam; não fazer isso como capricho, mas como meta de apresentação pessoal”, explica Clark no áudio.

A mensagem não foi bem recebida internamente e foi interpretada como autoritária. Antes de assumir o cargo no governo de Minas, em junho de 2016, o subsecretário trabalhou como delegado da Polícia Federal. Entre 2010 e 2012, Clark esteve na Coordenação Geral de Informação e Inteligência do Sistema Penitenciário Federal, órgão controlado pelo Ministério da Justiça. Ele também teve passagem pela administração de um presídio em Mato Grosso do Sul.

Questionada pelo Aparte, a Secretaria de Estado de Administração Prisional informou que a mensagem foi gravada por Washington Clark em um contexto de mensagem de Ano-Novo, sendo em “caráter pessoal” e destinada aos diretores de referência das unidades prisionais nas regiões do Estado. “E, como o próprio trecho diz, o motivo é meramente uma questão de apresentação pessoal”, completa a nota enviada pela pasta.

A coluna tentou contato direto com o subsecretário Washington Clark, mas, até o fechamento desta edição, nenhuma das ligações tinha sido atendida ou retornada.

Internamente, antes do episódio, Clark já era visto como um chefe rigoroso. (Lucas Ragazzi)

FOTO: reprodução de vídeo

Polêmica. O governo de Minas Gerais divulgou ontem um vídeo em que o secretário de Estado da Fazenda, José Afonso Bicalho, rebate críticas feitas em outro vídeo, publicado pelo presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Moema, Julvan Lacerda (MDB). O emedebista acusou o Estado de “confiscar” o ICMS das prefeituras e disse que a administração estadual está “metendo a mão” no dinheiro do IPVA. Bicalho disse que o presidente da entidade fala “inverdades” ao comentar o repasse dos impostos para os municípios. O secretário afirmou que o repasse do ICMS referente ao ano passado foi totalmente transferido e que, no total, foram depositados R$ 500 milhões a mais nas contas das cidades por conta dos recursos arrecadados por meio do programa Regularize. Sobre o IPVA, Bicalho disse que desde anteontem os contribuintes começaram a pagar o imposto e que o Estado fará o repasse aos municípios ao longo dos próximos dias.

Bloqueio de contas II

O governo de Minas conseguiu suspender na Justiça a decisão da juíza de direito da 2ª Vara Empresarial de Fazenda de Contagem que bloqueou R$ 23,375 milhões das contas do Estado por causa de atrasos de repasses do FPM, do ICMS e do IPVA referentes a dezembro de 2017 devidos à Prefeitura de Contagem. O governo do Estado afirma que o repasse do principal montante, referente ao valor do ICMS, foi realizado até dezembro de 2017, e informa que o repasse do valor relativo ao IPVA foi autorizado no último dia 8. O documento sustenta que, em razão da operação já realizada, o município de Contagem recebeu valor superior ao bloqueado e suficiente para financiar a urgência. Em relação aos outros créditos apontados, a nota divulgada pelo governo afirma que é necessário apresentar o contraditório e esperar o fim do julgamento.

Bloqueio de contas I

Após o Aparte publicar ontem que a Prefeitura de Contagem, comandada por um tucano, conseguiu bloquear R$ 23,375 milhões das contas do governo do Estado, dirigido por um petista, a administração municipal divulgou nota para afirmar que a atitude foi “exclusivamente técnica”, sem motivação partidária. “O questionamento judicial sobre o atraso no repasse dos recursos ao FPM, ICMS e IPVA ocorreu porque enfrentamos sério risco de ter que sacrificar a nossa população com a não prestação dos serviços públicos essenciais, como a saúde”, diz a nota assinada pelo prefeito Alex de Freitas (PSDB). No texto, o tucano ainda diz que o governador Fernando Pimentel (PT) sempre “dispensou tratamento respeitoso” ao município, embora os dois gestores “militem em grupos nacionalmente antagônicos”.

“Não é justo, não é razoável que um juiz, um promotor ou um advogado da União possam se aposentar recebendo R$ 33 mil, enquanto a maioria dos brasileiros só pode se aposentar com R$ 5.500. O que fica da PEC da Previdência é o fim dos privilégios.”

Arthur Oliveira Maia

Deputado federal (PPS-BA) e relator da reforma da Previdência