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Tribunal de Justiça compra couro para reformar poltronas do antigo Teatro Klauss Vianna

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) abriu licitação para a compra de 800 m lineares de couro de primeira qualidade para reformar o estofamento de 239 poltronas do antigo Teatro Klauss Vianna, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. No local, a partir de julho, vai funcionar o plenário do Órgão Especial da Corte, que é responsável por julgar as ações mais importantes que tramitam no Tribunal. Hoje, as sessões estão sendo realizadas no Palácio da Justiça, no centro da cidade.

De acordo com o edital do pregão eletrônico, o couro bovino curtido deve ser de “primeira qualidade, tipo minuano, natural, sem furo e sem desgaste”. O documento ainda lista outras especificações para o objeto de compra, como a de que a área total da peça deve ter entre 5 m² e 6 m², sendo que a área útil mínima de cada peça deve ser um retângulo de 2 m de base e 1,8 m de altura. Ainda é dito que o couro deve ter espessura de dez a 12 linhas e ser da cor caramelo.

A assessoria de imprensa do TJMG explicou os motivos da licitação. Segundo a pasta, as poltronas do antigo Teatro Klauss Vianna estavam gastas e o Tribunal chegou até mesmo a realizar um orçamento para adquirir novas cadeiras, que chegou à cifra de R$ 331 mil. Por causa do custo elevado, conforme a assessoria, o setor de compras do órgão optou por reformar as cadeiras do antigo teatro.

A Coordenação de Patrimônio (Copat) da entidade tem um setor de capotaria, que vai fazer a reforma após a compra do couro natural.

A assessoria de imprensa ainda afirmou que o couro – apesar de ter o custo de aquisição inicial maior –tem manutenção e limpeza mais fáceis, além de ter uma durabilidade maior do que a do tecido.

O pregão é exclusivo para a participação de microempresas e empresas de pequeno porte. No edital é descrito que, conforme as leis federais e estaduais que regem os estatutos desse tipo de concorrência, o valor estimado do lote não pode ultrapassar a quantia de R$ 80 mil. O montante seria compatível com a própria expectativa do tribunal. Segundo a assessoria, o valor final da licitação deve representar cerca de 25% do montante dos R$ 331 mil que seriam usados se houvesse a aquisição de novas cadeiras para o plenário. Esse percentual equivale a R$ 82,7 mil.

O pregão eletrônico para a aquisição do couro está marcado para ocorrer na manhã da próxima quinta-feira, dia 23 de fevereiro. (Fransciny Alves)

À espera do líder

Mesmo com a saída do vereador Gilson Reis (PCdoB) da liderança do prefeito na Câmara Municipal, os parlamentares da capital mineira continuam acreditando que a relação só vai melhorar, de fato, com a saída do vice-prefeito, Paulo Lamac (Rede), do comando da Secretaria de Governo. No entanto, é reconhecido nos bastidores da Casa que o gesto do prefeito Alexandre Kalil (PHS) de assumir a responsabilidade da interlocução com os vereadores foi importante e que, com a saída de Gilson, qualquer outro nome que venha a surgir para a liderança de governo que não seja da ala de esquerda da Casa será bem-vindo e vai contar com o respeito de todos. Por enquanto, o preferido pelos colegas para o cargo é Juliano Lopes (PTC).

Fogo amigo

Não foi só o senador Aécio Neves (PSDB-MG) que trabalhou contra a nomeação do deputado federal Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) para o Ministério da Justiça. Além do senador, o ex-governador Newton Cardoso (PMDB) também foi ao presidente Michel Temer defender outro nome para a pasta. Cardoso teria dito a Temer para agraciar Minas Gerais com outro ministério. O objetivo dele é ter mais chance de poder indicar o nome de seu filho, o deputado federal Newton Cardoso Júnior, para esta outra pasta. Vale lembrar que Cardoso Júnior quase virou ministro da Defesa de Temer, mas foi rejeitado pelos militares.

9 siglas tiveram o tempo de propaganda cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por não promover a participação das mulheres na política nos programas eleitorais. Os partidos são: PT, PMDB, PRB, PHS, PSB, PSC, PCdoB, PR e PSD.

Fusão de regionais

Entre os planos da reforma administrava que vai ser enviada pela Prefeitura de Belo Horizonte à Câmara Municipal, é dito que está sendo estudada a possível fusão das regionais Norte e Pampulha. Durante almoço nessa quinta-feira (15) do prefeito Alexandre Kalil (PHS) com um grupo de vereadores, Professor Wendel (PSB) sugeriu ao chefe do Executivo que essa fusão não ocorresse. “A regional Pampulha é tradicional e grande, são muitos bairros, não é só a orla. São regionais distintas e com peculiaridades diferentes. E, se essa fusão ocorrer, lideranças de ambas as regionais iriam ficar indignadas e criariam um movimento contrário”, explicou o vereador que, na próxima semana, tem uma reunião marcada com o prefeito para discutir o tema.

Protesto

FOTO: YOUTUBE / REPRODUÇÃO

O líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR) (na reprodução, de branco), foi recebido com xingamentos no Aeroporto Internacional de Boa Vista (RR). Autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 3/2017) que blindava de investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) os presidentes da Câmara e do Senado, Jucá foi chamado de “ladrão” e “pilantra” por um manifestante. “Vai pra cadeia”, gritou o cidadão. O senador chegou a olhar para o interlocutor, mas evitou bater boca e deixou rapidamente o saguão do aeroporto, cercado por assessores. Jucá é um dos principais alvos da operação Lava Jato no Supremo