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19/02/18

Região metropolitana de BH terá 25 food trucks com patrocínio do governo de Minas

Nos próximos meses, 25 food trucks da região metropolitana de Belo Horizonte exibirão nas fachadas dos veículos a logomarca de um programa do governo de Minas, patrocinado pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig). É o que prevê o edital lançado pela empresa, em parceria com a Secretaria de Estado de Turismo (Setur), que destinará R$ 450 mil para patrocinar esse modelo de comércio pelo programa + Gastronomia e Mineiraria. As marcas do programa devem ocupar 50% da área lateral do food truck.

De acordo com as regras, “os food trucks contemplados, bem como suas peças de divulgação, deverão ser caracterizados com as logomarcas da Casa de Gastronomia Mineira - ‘Mineiraria’, da Codemig, da Secretaria de Estado de Turismo e do Governo do Estado”.

Na justificativa do edital, consta que o governo do Estado, por meio da Política Estadual de Desenvolvimento da Gastronomia Mineira e do programa + Gastronomia, tem por objetivo fomentar e valorizar a cadeia produtiva da gastronomia, reconhecendo-a como setor estratégico para o desenvolvimento econômico sustentável. “A partir desse aumento da demanda pelo turismo gastronômico em Minas Gerais, torna-se necessário investir na organização, na estrutura e em uma boa estratégia de promoção e comercialização, para aumentar a visibilidade do destino, diversificando a origem e aumentando a quantidade de visitantes”, diz o texto do edital.

O valor a ser concedido para cada proposta contemplada será de R$ 18 mil, por meio de repasses mensais de R$ 1.500 pelo período de doze meses em conta corrente exclusiva para este fim. Os contratos entre a Codemig e os proponentes dos food trucks terão vigência de 24 meses contados a partir da assinatura do contrato. Os interessados podem se inscrever na licitação até o próximo dia 28.

Pelas regras, poderão participar da seleção food trucks que comercializem produtos alimentícios – como sanduíches, crepes, tapiocas, comidas mexicanas, massas, sorvetes, doces e salgados. Todos os participantes do projeto deverão oferecer ao menos uma opção de prato típico ou produto característico de Minas Gerais.

A área de gastronomia é uma das poucas que vem recebendo investimento do governo de Minas desde 2015. Segundo o Estado, já foram investidos cerca de R$ 20 milhões em ações diretas e indiretas no programa Minas de Todas as Artes, de incentivo à indústria criativa. Até o fim deste ano, serão investidos mais de R$ 50 milhões pelo governo do Estado em editais de fortalecimento e valorização dos setores de gastronomia, moda, design, entre outros. Os editais de incentivo a festivais gastronômicos realizados pela Codemig até o momento somam investimentos da ordem de R$ 3 milhões. Com isso, já foram beneficiados, segundo o governo do Estado, cerca de 30 projetos em mais de 20 municípios mineiros. O aporte oferecido contemplou 12 dos 17 Territórios de Desenvolvimento mineiros. (Angélica Diniz) 

R$ 50,7 mi

É quanto o governo federal gastou em homenagens e festividades no ano passado. O Ministério da Saúde foi a pasta que mais gastou com essa rubrica (R$ 16,8 milhões), seguido pelo Ministério da Educação (R$ 11,9 milhões) e pelo Ministério da Defesa (R$ 5,2 milhões). 

Mobilização no Ipsemg

A Coordenação Intersindical dos Trabalhadores do Serviço Público do Estado de Minas Gerais realizará nesta terça-feira (20), às 9h, em frente ao Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP), um grande movimento a favor do Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais (Ipsemg). “O objetivo é fazer com que a sociedade, sobretudo os servidores públicos, vejam o caos em que se encontra o serviço prestado pelo Ipsemg”, diz o comunicado da entidade, citando “falta de transparência nas contas, falta de pagamento aos prestadores de serviços, a greve dos anestesistas no hospital, a paralisação dos serviços prestados nos hospitais credenciados na capital, a falta de prestação de serviços no interior e a precarização no atendimento e o descaso com os usuários”.

Frase do dia

“Acredito que, com a saída do Luciano Huck (da sucessão presidencial), você não vislumbra nenhum outro outsider com alguma chance real. Portanto, a solução terá que vir da política.”
Efraim Filho
Deputado federal (DEM-PB)

Censura?

FOTO: Ellan Lustosa/Código19/Estadão Conteúdo

Aproveitando o embalo da intervenção federal na segurança pública do Rio, o presidente Michel Temer, ao que se suspeita, também teria decidido intervir numa alegoria da Paraíso de Tuiuti, no Desfile das Campeãs. O personagem “Vampirão” apareceu na noite de sábado sem a faixa presidencial. Inicialmente, a escola informou que o historiador Leo Morais, que deu vida ao personagem, havia perdido a faixa presidencial ao final do primeiro desfile. No entanto, a assessoria de imprensa da escola respondeu que a retirada da faixa “foi uma decisão exclusivamente da escola”. “Não recebemos qualquer pedido ou ameaça de ninguém para impedir a ida da faixa para o desfile”, disse. Reportagem de “O Globo”, contudo, cita informações do barracão da Tuiuti dando conta de que emissários da Presidência da República haviam pedido à Liga das Escolas de Samba para impedir a entrada do destaque. A Presidência nega qualquer intervenção.

Dezembro gordo

O secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, pode ter recebido, em dezembro último, um salário de mais de R$ 100 mil. Além de chefiar a Seplag, Magalhães é médico cedido ao governo de Minas pela Prefeitura de Belo Horizonte. Por esse cargo municipal, que ele não exerce no momento, Magalhães ganha R$ 20,9 mil. No contracheque do Estado de dezembro, somam-se ao salário bruto de R$ 11,1 mil os jetons do BDMG (R$ 33,8 mil), da Cemig (R$ 19,9 mil) e da Prodemge (R$ 3.900). No total, só do Estado, ele recebeu quase R$ 90 mil. O décimo terceiro, segundo a Secretaria de Fazenda, foi parcelado em quatro vezes. A prefeitura, no entanto, pagou a gratificação natalina em dia, o que acrescenta mais R$ 40 mil aos proventos do secretário.