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27/04/17

Daniel Nepomuceno cogita deixar a PBH para se dedicar à presidência do Atlético

Irritado com a pressão sofrida por ocupar, ao mesmo tempo, a Secretaria de Desenvolvimento de Belo Horizonte e a presidência do Clube Atlético Mineiro, o ex-vereador Daniel Nepomuceno (PPS) tem dito a aliados que pode deixar a administração municipal.

Apesar do desejo, o próprio prefeito Alexandre Kalil (PHS) pediu que Nepomuceno refletisse e não deixasse a pasta. A relação entre os dois é boa, e Kalil, apesar de ter-se irritado recentemente com a exposição em redes sociais de uma viagem do secretário à Europa, considera Nepomuceno um homem de confiança. Entre 2008 e 2014, os dois ocuparam a diretoria do Atlético e criaram um forte vínculo de amizade.

Caso Nepomuceno deixe a pasta, o atual secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, o também ex-vereador Bruno Miranda (PDT), se tornaria o favorito para ocupar a cadeira. Desde janeiro, antes mesmo de ser nomeado, ele tem auxiliado Nepomuceno no dia a dia da secretaria. Na última terça-feira, por exemplo, Miranda representou a prefeitura em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) sobre a volta dos voos no aeroporto da Pampulha. Internamente, o trabalho do pedetista tem agradado.

O posto também atraiu o vice-prefeito Paulo Lamac (Rede). Semanas atrás, quando se considerou pela primeira vez que Nepomuceno poderia deixar o cargo, Lamac sondou o prefeito com nomes que poderiam substituir o presidente do Galo. Atualmente, como se sabe, o vice-prefeito não vive lá seus melhores dias na administração. Por isso, é improvável que um substituto surja a partir de sua indicação.

Em dezembro, ao anunciar os nomes do secretariado, Kalil foi questionado se Daniel Nepomuceno conseguiria conciliar os trabalhos no clube e na secretaria. O prefeito, na época, foi enfático. “Ele vai ter tempo de trabalhar, sim. Se ele não tiver, ele vai sair. Ele sabe a responsabilidade que está assumindo. Todo mundo que está vindo está disposto a trabalhar, e a trabalhar muito”, disse Kalil.

Não seria a primeira vez que Nepomuceno deixaria um cargo público para se dedicar inteiramente ao Atlético. No ano passado, quando o time começou a ir mal no Campeonato Brasileiro e a pressão da torcida cresceu, Nepomuceno se licenciou do mandato de vereador na Câmara Municipal de BH. Agora, quando o time apresenta altos e baixos dentro das quatro linhas, ele deve ter a mesma atitude. (Lucas Ragazzi)

Ato

Duas drag queens fizeram uma performance no Salão Verde do Congresso Nacional, na tarde de ontem, em protesto contra a reforma trabalhista que está sendo discutida na Câmara dos Deputados. Nina e Sara, como são conhecidas, cantaram a música “Divino Maravilhoso” e disseram que a reforma não apoia as minorias. “Em nome de toda uma comunidade LGBT que já não tem nenhum direito trabalhista neste país. Já estão querendo tirar o que a gente não tem. De 90% de mulheres trans e travestis neste país trabalham com prostituição. Elas gostariam de ter outra oportunidade. E hoje vai ser votada nesta Casa uma reforma trabalhista que não apoia as minorias. Não apoia as mulheres grávidas, os trabalhadores rurais, indígenas”, disseram as drags após a performance.

Despedida de um ícone

Morreu nessa quarta-feira (26) o jornalista, professor e advogado Carlos Chagas, pai da ex-ministra da Secretaria de Comunicação Helena Chagas. Nascido em Três Pontas, no Sul de Minas, e morador de Brasília, ele iria completar 80 anos no próximo dia 20. O velório do jornalista está previsto para as 10h de hoje, na capela 7 do cemitério Campo da Esperança da Asa Sul. O corpo deve ser sepultado às 16h, no mesmo local. Em uma rede social, Helena informou a morte do pai. A ex-ministra contou que o pai havia convocado a família para uma última reunião ainda no hospital. “Ele deu instruções: ‘Tem que pagar meu Imposto de Renda. O cheque está lá em cima da mesa’”, conta Helena. Chagas teve uma parada cardíaca após um aneurisma da aorta. Ele trabalhou nos jornais “O Globo” e “O Estado de São Paulo” e na TV Manchete.

US$ 23,7 bi

Ou o equivalente a R$ 75,2 bilhões, foi o gasto do Brasil com as Forças Armadas em 2016. O montante é 7,2% menor do que o que foi gasto em 2015. Os dados são do relatório “Tendências dos gastos militares no mundo”, divulgado pelo Instituto de Pesquisa pela Paz Internacional, de Estocolmo.

Gritaria na comissão

A sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) dessa quarta-feira (26) terminou em gritaria e ofensas mútuas entre deputados da base e da oposição ao governo de Minas. A reunião serviria para debater, entre outras pautas, os depósitos judiciais que a administração estadual tem usado para abastecer o caixa, mas ela sequer chegou a ser iniciada pelo presidente do colegiado, deputado Leonídio Bouças (PMDB), por falta de quórum. Mas, assim que foi ela encerrada, deputados da base chegaram à sala e exigiram que a comissão reiniciasse os trabalhos. O bate-boca, então, começou, mas não serviu para que a sessão fosse reiniciada. Segundo a oposição, a base pretendia atrasar as discussões.

Sabe com quem está falando?

Nos corredores da Assembleia Legislativa, nessa quarta-feira (26), criticou-se o que foi considerado uma atitude intimidatória do deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT) para com uma funcionária na sessão da Comissão de Constituição e Justiça. Durante uma mobilização da base e da oposição, que tentava esvaziar o quórum para obstruir os trabalhos, Rodrigues se irritou com a servidora e teria pedido aos colegas que anotassem o nome e o registro funcional dela. Essa não é a primeira vez que o comportamento do pedetista é alvo de reclamação. Um vídeo com a cena circula nas redes sociais. Em novembro passado, a assessora de um parlamentar disse ter sido ofendida por Rodrigues durante uma reunião.