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29/04/15

Governo acaba com exposição interativa criada no Liberdade

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A exposição. Projeto contava com objetos como porta-retratos e espelhos, espalhados por 30 cômodos do Palácio, com vídeos e animações sobre a história política de Minas e do país.
PUBLICADO EM 29/04/15 - 03h00

Aberta desde agosto de 2013, a exposição interativa do Palácio da Liberdade, antiga sede do governo mineiro, na região Centro-Sul da capital, foi removida do local na última semana sem uma justificativa aos curadores da mostra. É o que diz o curador e designer de exposições Marcello Dantas. Segundo ele, “o atual governo quer apagar a história do que foi feito pelo governo anterior”.

Com objetos como porta-retratos e espelhos, espalhados por 30 cômodos do Palácio, vídeos e animações sobre a história política de Minas e do país eram apresentados para o público. Além disso, ao atender um telefone, por exemplo, o visitante ouvia um diálogo entre o ex-governador de Minas Gerais Juscelino Kubitschek e o arquiteto Oscar Niemeyer. De acordo com Marcello Dantas, toda a mostra foi pensada para não afetar o espaço físico do local. Por isso, recepções e vários eventos eram realizados no espaço sem necessidade de desmontar a exposição.

“A exposição foi pensada para que o espaço pudesse receber recepções, para que tivesse vida ativa. Então, se o governo atual quisesse simplesmente acabar com a exposição, era só apertar um botão e desligar os equipamentos, não era necessário retirar todo o material. Porque um trabalho como esse, de chinês, que demorou dois anos para ser feito, você não vai conseguir fazer de novo. Isso é um ato de miopia histórica”, explica o curador.

Segundo Dantas, a exposição não fazia nenhuma menção ao governo tucano. “Não havia referência a nada do PSDB, da política contemporânea. Foi uma exigência do governo anterior. Terminamos de contar a história de Minas com fatos de Itamar Franco”, diz.

Desde janeiro deste ano o Palácio da Liberdade está fechado para a visitação pública. Segundo o site do Circuito Cultural da Liberdade, as visitas no espaço estão sendo reavaliadas.

Em resposta, “o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG) esclarece que a visitação ao Palácio da Liberdade – que abriga a exposição “Palácio da Liberdade: Memórias e Histórias” – foi interrompida, em janeiro deste ano, para análise e avaliação da nova gestão do Circuito Cultural Praça da Liberdade”.

O governo diz que desenvolve um projeto de reestruturação do espaço para posterior reabertura do Palácio da Liberdade. (Colaborou Fransciny Alves)
 

Ganhando moral

Bim da Ambulância, vereador de Belo Horizonte, parece estar com moral com a cúpula tucana em Minas. Cotado para mudar de sigla e se filiar ao PSDB, como adiantou <CF82>O TEMPO</CF> ontem, Bim tem mantido relação bastante próxima com Aécio e Anastasia. Na eleição, o parlamentar foi um dos maiores mobilizadores da campanha presidencial na região Norte da capital. No dia da apuração das urnas, inclusive, o vereador acompanhava Aécio em um apartamento em Belo Horizonte. Com Anastasia não é diferente. Recentemente, o vereador viajou para Brasília para se encontrar com o senador. Ele entregou uma pasta repleta de sugestões para a reforma política. Interlocutores ligados ao PSDB estão impressionados com o espaço que Bim vem ganhando.

PT perde tendência
 
Composto por diferentes grupos e várias tendências internas, o PT sofreu, neste mês, uma baixa com a saída da Esquerda Marxista. O grupo, que figurava na ala mais à esquerda do partido, deliberou, em sua conferência nacional realizada em Praia Grande (SP), deixar a sigla. De formação trotskista e ligada à corrente Marxista Internacional, o grupo anunciou a saída para “seguir no combate pela construção da organização revolucionária”. A ruptura gerou discussão com outras correntes internas do PT. Valter Pomar, da Articulação de Esquerda e ex-membro da direção nacional do PT, afirmou que a saída se dava pelo “senso de oportunidade” do grupo. “Vocês, da EM, caíram no oposto: passaram a considerar o PT um integrante do campo inimigo. E, ao agirem assim e se não voltarem atrás, vocês terão passado para o lado do inimigo”, criticou.

FOTO: Gil Leonardi / Imprensa MG
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A exposição. Projeto contava com objetos como porta-retratos e espelhos, espalhados por 30 cômodos do Palácio, com vídeos e animações sobre a história política de Minas e do país.

Pela democracia?

Durante a cobertura do protesto realizado ontem na Assembleia de Minas contra a entrega da Medalha da Inconfidência ao líder do MST, João Pedro Stédile, o manifestante e representante do Movimento Pró-Brasil Cristiano Guimarães pedia ao repórter para verificar quais anotações ele estava fazendo sobre o evento. Posteriormente, Guimarães chegou a questionar o conteúdo das anotações que viu nas mãos do repórter e ainda queria que este retirasse um trecho. Guimarães foi questionado se pretendia fazer algum tipo de censura, mas respondeu: “De forma alguma”.

Redução de partidos
 
O relator da reforma política, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), defende uma redução no número de partidos no Brasil. Para chegar a esse objetivo, Castro afirmou que vai incluir em seu relatório a constituição de federações partidárias, que funcionariam como um partido único. Essa federação valeria durante todo o mandato e para todos os níveis (federal, estadual e municipal). O vice-presidente Michel endossou a posição. O deputado Marcelo Aro (PHS-MG) defendeu o sistema proporcional para a eleição de deputados, mas disse que, em caso de mudança, acompanhará a posição de Temer.

 

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