Recuperar Senha
Fechar
Entrar
27/03/15

Vitorioso, mas em baixa, PT tem dor de cabeça para 2016 na capital

No partido, os nomes mais comentados para encabeçar a chapa à PBH são os do deputado federal Gabriel Guimarães e do secretário de Ciência e Tecnologia, Miguel Corrêa

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
PUBLICADO EM 27/03/15 - 03h00

Com a imagem desgastada e enfrentando uma turbulenta crise política, o PT começa a refletir sobre sua atuação e seus planos para as eleições de 2016. Apesar de terem saído vitoriosos para o governo de Minas, os petistas já temem um resultado ruim na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte. Internamente, comenta-se a falta de nomes relevantes e conhecidos da população para a eleição, além de as manifestações antigoverno federal terem surpreendido boa parte da sigla, fato que eleva a preocupação.

“É realmente uma situação complicada, até pela falta de nomes que temos para indicar. A situação, no geral, não é boa. Mas é preciso analisar todo o cenário, não há nenhum candidato tão relevante em nenhum partido”, diz um interlocutor ligado ao partido e à administração Pimentel.

Para o deputado federal Reginaldo Lopes, o partido precisa voltar a dialogar com a sociedade, e não “se divorciar da política”. “O PT precisa, no geral, retomar diálogo com a sociedade. Há uma ausência de diálogo, o PT não pode se divorciar da política, o PT, quando vira governo, acha que tudo se resolve com obras, e não é assim. Não podemos menosprezar o capital dos movimentos sociais. O PT tem que parar de reclamar que não tem espaço na imprensa e dialogar mais com a sociedade”, diz.

O ponto de largada para 2016, inclusive, já deve ser dado neste fim de semana, quando o presidente nacional do PT, Rui Falcão, vem a Belo Horizonte para se encontrar com a cúpula mineira e discutir a situação na região metropolitana. Além da visita do líder partidário, diversas reuniões acontecem por todo o Estado, onde o partido pretende estar presente em mais de 500 prefeituras após a próxima eleição.

De acordo com a presidente do PT de Minas, Cida de Jesus, a sigla reconhece que precisa melhorar e ampliar o campo de diálogo, até pelo fato de, segundo ela, os protestos terem revelado a existência de um “ódio” contra o PT. “Nos surpreendeu, não a marcha, mas o ódio. Isso nos motiva mais e mais a ampliar o campo, dialogar com a CNBB, que puxa um movimento forte, tem as mesmas bandeiras nossas de defesa direito do cidadão, a OAB, que são grupos formadores de opinião. O PT reconhece que precisa melhorar. Toda eleição requer cuidado e planejamento, precisamos corrigir detalhes estratégicos”, argumenta.

No partido, os nomes mais comentados para encabeçar a chapa à PBH são os do deputado federal Gabriel Guimarães e do secretário de Ciência e Tecnologia, Miguel Corrêa. O titular de Planejamento, Helvécio Magalhães, também vem sendo ventilado pelo grupo para entrar na disputa.

As coisas mudam

No início de novembro, pouco depois, portanto, do segundo turno das eleições, o prefeito de Pará de Minas, Antônio Júlio, já era cotado para ser candidato ao comando da Associação Mineira dos Municípios (AMM). Na época, especulava-se que seria o candidato do governador Fernando Pimentel. Em 5 de novembro o Aparte entrou em contato com o peemedebista, que afirmou “não querer poder”. Completou: “Já me falaram isso, mas não quero, não”. Mesmo naquela época, Antônio Júlio já deixava claro que, com um empurrãozinho, mudaria de ideia. Tanto que completou: “Hoje, não estou interessado”. Como demorou a se colocar claramente na disputa, abriu espaço para que Gilmar Machado (PT) se articulasse. Quando tentou fazer um acordo, já era tarde demais. Terão que bater chapa.

De Newton a Pelé

O deputado federal Newton Cardoso Júnior (PMDB), filho do ex-governador Newton Cardoso e da ex-deputada Maria Lúcia Cardoso, fez sua estreia ao microfone na última semana, após quase dois meses de mandato. No discurso, falava do que chamou de “prioridades de Minas”. Em discurso focado na crise hídrica, destacando a necessidade da barragem de Berizal, ele também abordava problemas nas rodovias federais, quando colegas de bancada passaram a se revezar em apartes para exaltá-lo. Houve até quem citasse Pelé para tratar da importância dos mineiros. Foi Evair de melo (PV-ES) que resumiu: “Acho que Pelé trouxe essa habilidade do futebol típica dos mineiros, de forma que o Brasil precisa de Minas Gerais”.

FOTO: REPRODUCAO / FACEBOOK
01
Eduardo Cunha (PMDBRJ)

Quem planta. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sonha em ser, um dia, o candidato do partido à Presidência da República. Se tiver essa chance, repetirá Ulysses Guimarães, que entrou na disputa em 1989. E, na tarefa de se cacifar, ele faz questão de tentar gerar algum tipo de similaridade entre a situação dele e o histórico militante do partido. Assim, nesta quinta postou em seu Facebook duas fotos em que ambos aparecem plantando árvores no bosque dos Constituintes. Será que cola?

R$ 13,2 bi É O VALOR estimado de economia de recursos públicos federais entre 2002 e o fim de 2014 a partir de investigações feitas pelo Tribunal de Contas da União

Irritou o partido

Após reunião realizada na manhã desta quinta, a executiva nacional do PSOL decidiu suspender o deputado federal Cabo Daciolo (RJ) do partido, além de proibir o parlamentar de participar de eventos públicos em nome da legenda. A decisão aconteceu após o deputado apresentar um projeto de lei que altera a Constituição Federal, transformando o trecho “todo o poder emana do povo” em “todo o poder emana de Deus”. Segundo o PSOL, o projeto “desfaz a garantia da laicidade do Estado”. Em maio, o diretório nacional se reunirá para discutir a expulsão de Daciolo.

O que achou deste artigo?
Fechar

Vitorioso, mas em baixa, PT tem dor de cabeça para 2016 na capital
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório

comentários (2)

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter