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17/01/15

Vereadores de BH podem ter R$ 2.000 para gasolina

Considerando o preço médio da gasolina em BH de R$ 3, o montante daria para comprar 666,6 litros de gasolina

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PUBLICADO EM 17/01/15 - 04h00

Contrariados com as investigações (e ações) do Ministério Público sobre o uso da verba indenizatória da Câmara, sobretudo por causa dos gastos com combustíveis, os vereadores de Belo Horizonte já chegaram a um consenso sobre licitar o fornecedor do produto. A discussão agora é de quanto seria a cota de cada um dos 41 parlamentares.

Um número será sugerido na reunião da Mesa Diretora, no próximo dia 26 de janeiro: cota de R$ 2.000. Ou seja, cada vereador poderia gastar até esse valor por mês com combustível. O valor corresponde a 13,33% do valor total da verba indenizatória, de R$ 15 mil.

Considerando o preço médio da gasolina em BH de R$ 3, o montante daria para comprar 666,6 litros de gasolina. Considerando um consumo médio de 10 km por litro, o volume daria para percorrer 6.666 km, o equivalente a meia volta na Terra, ou o suficiente para ir, de carro, de Belo Horizonte a Quito, capital do Equador. Aliás, essa comparação de distâncias deixa os parlamentares irados.

“Cada parlamentar tem um estilo de mandato. O que é mais comunitário visita mais as bases e gasta mais combustível. Tem o que é mais legislador e gasta mais papel. Cada caso é um caso”, diz o vereador Ronaldo Gontijo (PPS), sem confirmar o valor de R$ 2.000 passado por uma fonte da Câmara que preferiu manter o anonimato.

Gontijo e Daniel Nepomuceno (PSB) vão fechar a proposta na próxima semana e, no dia 26, vão apresentar para a Mesa Diretora, que terá uma semana para opinar. Depois disso, todos os vereadores receberão a proposta. Promessa de Gontijo.

Ciúme petista
Os secretários de Governo, Odair Cunha, e de Ciência Tecnologia, Miguel Corrêa, têm causado ciúme entre os deputados petistas. Como os dois são os únicos que já assumiram as secretarias na gestão de Fernando Pimentel no governo de Minas, eles são constantemente chamados para as reuniões do “núcleo duro” de Pimentel. Além dos dois, formam o seleto grupo de “confidentes” do governador petista o secretário de Planejamento, Helvécio Magalhães, e o secretário da Casa Civil, Marco Antônio Teixeira. O grupo de deputados titulares das demais secretarias só deve assumir as pastas em fevereiro, após tomar posse na Assembleia e na Câmara dos Deputados. Quem não assumiu o cargo ainda, reclama que não está sendo chamado para conversas individuais.

Vou de... carro
A rotina do governador Fernando Pimentel (PT) tem chamado a atenção dos servidores da Cidade Administrativa. Na última semana, dois funcionários comentaram no refeitório os hábitos do petista. Diferente dos seus antecessores, Pimentel não faz questão de ir trabalhar de helicóptero. “Engraçado, o Pimentel ainda não veio trabalhar de helicóptero. Só de carro”, disse um deles. Quem conviveu com Alberto Pinto Coelho (PP) e Antonio Anastasia (PSDB) revela a estatística com que os dois iam trabalhar pelos ares. O primeiro utilizava o heliponto da Cidade Administrativa uma vez por semana, em média. Já o tucano usava o meio de transporte aéreo com menor frequência, cerca de duas vezes por mês. Anastasia nunca escondeu o medo de voar.

Apoio não se nega
O deputado federal Júlio Delgado (PSB) não chegou propriamente a negar a notícia divulgada na imprensa de que ele e Arlindo Chinaglia (PT) têm um acordo para o segundo turno da disputa do comando da Câmara. Embora tenha afirmado que o único acordo que tem é com os partidos que apoiam a sua candidatura, terminou assim: “Estou confiante que estarei no segundo turno e todos os apoios serão bem-vindos para levar adiante o projeto de construir uma Câmara dos Deputados que seja respeitada por todo o Brasil!”. Deu para entender?

Para onde vamos?
O PSB começou a enviar para todos os seus diretórios um questionário para aferir a percepção que seus militantes têm da sigla. A ideia é usar o resultado para definir os rumos da legenda de agora para frente. Entre as perguntas apresentadas, os militantes devem dizer se acreditam que o PSB deveria ou não fundir-se ou incorporar-se a outras siglas. Os socialistas também são questionados sobre com quais partidos a sigla deve fazer alianças e até mesmo se, na opinião deles, o partido estaria na esquerda, centro-esquerda ou no centro. PSB e PPS já pensaram em se fundir, mas avaliaram que não era o momento.

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