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25/02/15

Grupo do PT trabalha para ter vice na chapa de Carlin Moura

Questionado sobre a insatisfação de parte da legenda com a nova aliança, Zé de Souza foi enfático

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PUBLICADO EM 25/02/15 - 03h00

A recém-lançada união entre o PT e o PCdoB de Contagem sinaliza um pensamento estratégico para 2016. Aprovada em reunião da executiva municipal do partido, a entrada dos petistas na administração Carlin Moura (PCdoB) prepara o terreno, de acordo com informações obtidas pelo Aparte, para que o vereador Zé de Souza (PT), líder do partido na Câmara Municipal da cidade, saia como vice de Carlin na eleição do próximo ano. O plano, que foi formulado por pessoas do alto escalão do partido em Minas, servirá para que a meta estabelecida seja cumprida: o PT pretende, em 2016, estar presente em mais de 500 prefeituras do Estado, governando ou sendo aliado.

Apesar da decisão vinda da alta executiva do partido e decidida por eleição, a integração aos comunistas desagradou a parte do partido no município. É o caso da ex-prefeita, e hoje deputada estadual, Marília Campos (PT). Ela se mostrou contra a medida de reaproximação antes mesmo da votação interna. “Foi uma posição equivocada. O PT de Contagem não procurou sintonizar com a opinião dos filiados, nem com a dos cidadãos. A administração de Carlin é muito questionada, até por isso tenho certeza de que essa nova união não conta com o apoio de grande parte da cidade”, diz a parlamentar, que mantém forte base política no município.

Nos bastidores, especula-se que Marília almeja lançar seu nome como candidata à prefeitura, fato que será dificultado após a aliança com o PCdoB. Ela afirma que parte do PT irá lutar para que o partido tenha candidaturas próprias em toda a região metropolitana de Belo Horizonte. Por outro lado, embora trabalhando nos bastidores, o vereador Zé de Souza, presidente do PT de Contagem, nega que já exista uma conversa para as eleições de 2016. “Fizemos a aliança com o PCdoB para garantir quadros importantes na política da cidade. Mas isso não significa que não possamos lançar um nome próprio para a disputa. Por enquanto, não existe nada oficial”.

Questionado sobre a insatisfação de parte da legenda com a nova aliança, Zé de Souza foi enfático. “Não dá pra agradar todos, até porque muitos sempre esperam que sejam beneficiados, e isso acaba não acontecendo. Tivemos uma decisão coletiva pela união com o Carlin, e espero que todos os membros sigam a orientação, que é a de respeitar a decisão”.

Isento?

Escolhido pelo PT para ficar com a relatoria da CPI da Petrobras, o deputado federal Luiz Sérgio (RJ), que deve ser eleito oficialmente amanhã para a função, recebeu doações de campanha de empresas envolvidas no esquema que sangrou os cofres da Petrobras. O relator é o responsável por produzir a peça que pode pedir indiciamentos e apontar responsabilidades. Na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral, ele declara ter recebido R$ 200 mil da UTC e outros R$ 50 mil da Toyo Setal. Além disso, Luiz Sérgio também gastou recursos recebidos da direção nacional do partido que, originalmente, foram doados à legenda por Queiroz Galvão (R$ 332,5 mil) e OAS (R$ 380 mil). Na semana passada, a imprensa já havia revelado que outros 15 membros do colegiado haviam recebido recursos de investigados.

Escondido

O auxílio-moradia é um tema tão espinhoso para os deputados estaduais de Minas que tem parlamentar tentando esconder o colega para evitar ter que tratar do assunto. Nesta terça, na Assembleia, o deputado Gustavo Corrêa (DEM) jurou de pé junto que o primeiro secretário da Mesa Diretora, Ulysses Gomes (PT), não estava no local. Segundos depois, o petista apareceu e acabou deixando Corrêa numa situação constrangedora. O parlamentar que agora faz oposição ao governo de Minas tentou brincar com a situação, enquanto seu colega tentava pegar o elevador para não dar a entrevista. O petista disse apenas que não há previsão de encontro da direção da Assembleia para discutir a resolução e, consequentemente, o novo valor do auxílio-moradia na Casa.

FOTO: JOEL RODRIGUES/FRAME/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO
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Renan Calheiros (PMDB-AL), e a senadora Marta Suplicy (PT-SP)

PT-PMDB. O senador e presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), e a senadora Marta Suplicy (PT-SP) participaram nesta terça de sessão de debates da reforma política, no
plenário do Senado. O convidado especial do evento foi o ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Gilmar Mendes, que defendeu a urgência de uma reforma política no país

R$ 135 mi FORAM GASTOS pelos deputados apenas com divulgação de mandato na última legislatura, de acordo com levantamento do Congresso em Foco

Consertou. Depois de o Aparte publicar que a torneira da pia que serve a cozinha da sala de imprensa na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) pingava há vários dias, desperdiçando água em tempo de crise hídrica, o equipamento foi consertado nesta terça, de acordo com fonte da coluna.

Pressão no MP

Servidores de carreira se reuniram nesta terça na sede do Ministério Público Federal em Minas para reivindicar recomposição salarial e benefícios à categoria. Líder do movimento, Celso Quadros reclama que o procurador geral da República, Rodrigo Janot, durante a campanha pelo cargo, comprometeu-se a tratar de melhorias para a classe, mas ainda não enviou projeto de lei para isso. Eles pressionam para que a recomposição do salário seja incorporada à Lei Orçamentária Anual, que deve ser votada pelo Congresso na próxima semana.

TV Assembleia

O presidente da Assembleia, Adalclever Lopes (PMDB), e o deputado Rogério Correia (PT) correram nesta terça a Brasília para uma audiência de última hora com o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini. Rogério Correia, que diz ser amigo pessoal do ministro, agendou o encontro para tentar resolver um problema que se arrasta, segundo ele, há algum tempo na Assembleia: as concessões para transmissão da TV Assembleia. Segundo ele, a TV já perdeu dezenas de canais no interior, o que prejudica a divulgação da atuação dos deputados pelo interior.

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