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10/04/15

Após quase dois anos de pedidos e negociação, CPI do Mineirão naufraga

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PUBLICADO EM 10/04/15 - 03h00

Depois de uma novela que contou com acusações de engavetamento, duas coletas de assinaturas, documentos insuficientes, ALMG confundindo número de deputados e quase dois anos de duração, a CPI do Mineirão sequer terá um início. De acordo com o deputado estadual Iran Barbosa (PMDB), que liderava os esforços para a criação da comissão, os parlamentares chegaram à conclusão de que a investigação seria “vazia”.

“Enxergamos que, se fôssemos investigar somente o Mineirão, iria ser algo vazio porque teríamos que investigar muita coisa que ia esbarrar em outros assuntos”, disse o peemedebista, que, há um mês, garantiu à coluna a instalação da CPI na Assembleia. A promessa, na época, foi a de que o acordo interno na base do governo era que a comissão seria protocolada assim que a reforma administrativa fosse votada.

No lugar da CPI, será criada uma Comissão Permanente que cuidará, além do processo de reforma e negociação do Mineirão com empresas privadas, da construção do novo Independência e de ações de outras pastas da última administração no governo estadual. Na última terça, deputados da base apelidaram a ação de “Comissão da Herança Maldita”.

Apesar de a CPI ter sido utilizada como ataque à administração tucana durante os últimos anos, os petistas, ao entrarem para o governo, começaram a tomar posições diferentes. Em janeiro, o líder do governo na Assembleia Legislativa, Durval Ângelo (PT), afirmou que, com a realização da auditoria feita pelo governo, a CPI seria “desnecessária e criaria um clima de guerra na Assembleia”.
Dos 27 parlamentares que assinaram o pedido de abertura da CPI, em 2014, cinco se tornaram secretários de Estado, e um, Adalclever Lopes (PMDB), foi empossado como presidente da Assembleia Legislativa. Neste ano, o pedido de abertura chegou a obter bem mais assinaturas que o necessário, chegando inclusive a ser protocolado à Mesa Diretora no último dia 31 de março. No entanto, a comissão não aconteceu.

A CPI do Mineirão, idealizada pelo deputado Rogério Correia (PT) e pelo ex-deputado, hoje secretário de Meio Ambiente, Sávio Souza Cruz (PMDB), iria investigar as obras e o contrato de concessão do maior estádio de Minas Gerais à iniciativa privada durante os governos anteriores. Agora, ela deve entrar para a história apenas como um fracasso. A coluna não conseguiu entrar em contato com Rogério Correia.

Nova casa?

Convidado para ocupar a Secretaria de Turismo do Estado, o deputado estadual Mário Henrique Caixa (PCdoB) está cada vez mais confortável com a possível nova casa. Ontem, o locutor esportivo esteve na Cidade Administrativa durante a manhã e parte da tarde, ainda tratando das negociações para ocupar a pasta. Caixa almoçou no restaurante do centro administrativo do governo e conheceu funcionários. Após reunião realizada na tarde de segunda, a escolha do jornalista para a secretaria foi praticamente selada por Fernando Pimentel, fato que surpreendeu muitos interlocutores acostumados com as negociações de bastidores do poder mineiro. Caixa foi cotado, no passado, para assumir a Secretaria de Esporte, mas um acordo feito pelo PT nacional fez com que o PRB ganhasse a pasta.

Governador ilhado

A intensa chuva que caiu na madrugada desta quinta-feira em Teresina, no Piauí, causou uma situação inusitada para o governador do Estado. Isso porque o condomínio de luxo onde Wellington Dias (PT) mora ficou completamente inundado, com casas sendo alagadas e as famílias tendo que se retirar do local. Além do governador, dezenas de políticos e empresários locais também moram no condomínio. Apesar do susto, a assessoria de imprensa do governo do Piauí informou que a casa do governador não chegou a ser atingida. Uma família ficou ilhada e não conseguiu deixar as dependências da residência devido ao volume de água. Dois carros ficaram submersos.
 

FOTO: Lincon Zarbietti/O Tempo
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Parados em BH. Servidores da Justiça de Primeira Instância de Minas fizeram uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) na tarde de ontem. Cerca de cem funcionários do Fórum Lafayette marcharam em direção à sede do TJMG. Os trabalhadores não bateram ponto nesta quinta-feira. As principais reclamações dos servidores são com relação à insalubridade do local de trabalho, que estaria levando funcionários a adoecerem. Em nota, o TJMG afirmou que “respeita o direito de livre manifestação e entende que o trabalho de seus servidores é peça fundamental na prestação à população de um serviço judiciário com qualidade, eficiência e presteza”.


Em dia com a cobrança

Três semanas depois de o Aparte mostrar que 31 ex-deputados federais haviam atrasado a devolução do apartamento funcional da Câmara, o mineiro Geraldo Thadeu (PDT) enviou à coluna um documento em que prova a normalização do seu caso. Na época, Geraldo Thadeu argumentara que “um pequeno problema no novo bairro” havia impedido a mudança de casa dentro do prazo legal estabelecido pelo Congresso. Apesar de ter ficado sem mandato parlamentar, ele continuará em Brasília. No mês passado, Thadeu foi nomeado chefe do Escritório de Representação do Governo de Minas em Brasília.

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