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Expandir ciclovias sem verba federal é desafio para eleito

Projeto adiado para 2020 pode levar a 6% os deslocamentos de bicicleta na capital

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Meta. Belo Horizonte possui pouco mais de 87 km de ciclovias instaladas contra 421 km de São Paulo
PUBLICADO EM 08/09/16 - 03h00

Com uma frota de 1,72 milhão de veículos, Belo Horizonte é, hoje, a terceira do ranking nacional dessa estatística, ficando atrás apenas de São Paulo (7,71 milhões) e Rio de Janeiro (2,70 milhões). Quando leva-se em conta a projeção do IBGE para a população da capital mineira em 2016 (2,51 milhões), o resultado é alarmante: são cerca de dois veículos para cada três belo-horizontinos.

Se a expansão do metrô continua inviabilizada pelos impasses entre as esferas municipal, estadual e federal, outro tipo de transporte, mais barato e ecológico, tem atraído cada vez mais pessoas que querem fugir dos engarrafamentos: a bicicleta.

Porém, enquanto os motoristas dispõem de 4.700 km de ruas e avenidas, os ciclistas de Belo Horizonte precisam se arriscar se quiserem se deslocar para além dos 87,43 km de ciclovias – em São Paulo, são 421,7 km. Havia, inicialmente, para 2016, um plano para a expansão de mais 42 km da malha cicloviária. No entanto, a BHTrans diz que os recursos estão parados no governo federal. É com esse cenário que o futuro prefeito de Belo Horizonte terá que conviver.

Por outro lado, o grupo Mountain Bike contabilizou, com números coletados na região Centro-Sul, um aumento de 380% de ciclistas em seis anos, dos quais 91,97% utilizam a ciclovia.

Segundo o Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte, há 400 km de rotas adequadas para a instalação de ciclovias ou ciclofaixas na capital. A meta é implantá-las até 2020, e a expectativa, caso a proposta saia do papel, é que 6% de todos os deslocamentos da capital até essa data sejam feitos de bicicleta.

Zonas 30. No caso dos veículos automotores, outra proposta, a da implantação de vias com velocidade máxima de 30 km/h, também não saiu do papel. Apresentado em março do ano passado, o projeto pode diminuir o número de acidentes de trânsito em Belo Horizonte – em julho, a média foi de 4,5 acidentes com vítimas para cada 100 mil habitantes.

Em São Paulo, por exemplo, áreas com limites de 30 km/h e 40 km/h já foram implantadas. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da capital paulista, 2015 registrou uma queda de 20,6% em mortes no trânsito. Enquanto espera pelas Zonas 30, BH adota outra solução: 112 radares de velocidade espalhados por todas as regiões. (Com Bárbara Ferreira e Natália Oliveira)

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