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Aprendeu a ler e a jogar muito bem

Angolano que veio ser alfabetizado no país está na seleção

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Mauricio Dumbo é angolano e veio ao Brasil aprender braile e ser alfabetizado
PUBLICADO EM 09/09/16 - 03h00

RIO DE JANEIRO. O futebol de 5 do Brasil é tricampeão paralímpico, com os títulos de Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012; não perde um título desde 2007 e tem Jefinho e Ricardinho, que já foram eleitos os melhores do mundo. Além de todo esse status da seleção, que estreia hoje na Rio 2016, às 9h, contra o Marrocos, tem outro fator que está chamando a atenção nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro. No país do futebol, um dos maiores destaques do time é um angolano.

Maurício Dumbo, 26, que se naturalizou no ano passado, ficou surpreso com a convocação, apesar de ter sido eleito o melhor atleta do último Campeonato Brasileiro. Ele foi chamando de última hora na vaga de um atleta que se machucou.

“Foi uma total surpresa porque meu nome não saiu na primeira lista. Infelizmente, um jogador acabou se machucando. Aí o treinador me chamou, e a ficha está demorando a cair. É uma honra fazer parte dessa seleção brasileira. É uma responsabilidade gigante. A expectativa é muito grande, principalmente jogando na nossa casa. Não faltarão determinação, vontade e raça para ficarmos com a medalha de ouro”, afirma.

A surpresa de integrar a melhor seleção do mundo, além de ter sido chamado aos 45 minutos do segundo tempo, veio também pelos objetivos que trouxeram Dumbo ao país. “Vim para o Brasil em 2001. Ganhei uma bolsa do governo para vir ao Brasil, aprender o braile e ser alfabetizado. Aprendi o braile, fiz o primário, o ensino fundamental, o ensino médio. E, no fim do ano passado, acabei concluindo o ensino superior, me formando em Direito. E vinha ainda praticando, de forma paralela, o futebol”, conta.

Hoje, sem pensar duas vezes, o jogador já se considera brasileiro. “Hoje em dia, eu sou mais brasileiro. Só não sou mais porque não nasci aqui. Mas tem um ditado que diz que pai é o que cria. E foi o Brasil que me criou. O Brasil é o meu pai, pode-se dizer assim”, declara.

As conquistas dentro e fora das quatro linhas vão alimentando outros sonhos: o de ser campeão paralímpico pela seleção brasileira e o de se reaproximar da mãe. “Tenho bastante saudade da minha família. Tem 15 anos que não encontro com eles. Graças a Deus, estou engrenando no futebol, vou adquirir algumas bolsas e, se Deus quiser, vou poder trazer a minha mãe para morar comigo aqui no Brasil. Esse é o meu grande sonho”.

Estreia do Brasil no goalball tem vitória, bebê ‘expulso’ e pedidos de silêncio

RIO DE JANEIRO. A seleção feminina de goalball estava no ataque quando a árbitra canadense Dawna Christy interrompeu a partida para anunciar pelo microfone: “Silêncio, por favor. Tirem o bebê da arquibancada”. O pedido foi mais um entre as dezenas de solicitações para que a torcida brasileira ficasse quieta durante o primeiro dia de jogos da modalidade. O goalball é o único esporte exclusivamente paralímpico e precisa de silêncio absoluto durante as ações. Os praticantes são cegos, e o principal sentido utilizado para defender e atacar é a audição. Conhecendo a modalidade em plena Paralimpíadas, os torcedores do país terão que ser educados durante os jogos, mas empolgaram os jogadores, que não estão acostumados com esse comportamento durante as competições.

Sem dificuldades, as meninas do Brasil venceram os Estados Unidos por 7 a 3 com Victoria Amorim sendo a artilheira na Arena do Futuro com seis gols. O time masculino, prata em Londres 2012, passou pela Suécia por 9 a 6. A seleção feminina volta a jogar hoje, às 18h45, contra o Japão. Os homens entram em quadra às 13h15, contra o Canadá. 

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