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Saúde

Acúmulo de gordura na barriga indica risco genético de doenças

Estudo aponta que variações nos genes causam predisposição a diabetes e problemas cardíacos

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Alerta. Gordura acumulada na barriga e circunferência de cintura aumentada deixam o metabolismo lento e elevam risco de doenças
PUBLICADO EM 01/03/17 - 03h00

MIAMI, EUA. Pessoas geneticamente predispostas a armazenar gordura na barriga ou a ter um tipo de corpo em formato de maçã podem enfrentar um maior risco de diabetes tipo 2 e de doença cardíaca. Um estudo publicado na revista “Journal of the American Medical Association” (“Jama”) sugere que a composição genética de uma pessoa pode causar problemas de saúde ao longo do tempo. “As pessoas variam em sua distribuição de gordura corporal – algumas têm mais gordura na barriga, o que chamamos de ‘adiposidade abdominal’, e algumas nos quadris e nas coxas”, disse o autor sênior do estudo, Sekar Kathiresan, professor associado de medicina na Harvard Medical School.

“Nós testamos se a predisposição genética para a adiposidade abdominal estava associada ao risco de diabetes tipo 2 e de doença cardíaca coronária, e descobrimos que a resposta era um firme ‘sim’”, acrescenta. Estudos observacionais anteriores haviam revelado uma ligação entre a gordura da barriga, diabetes tipo 2 e doença cardíaca, mas não tinha, demonstrado uma relação de causa e efeito.

Para investigar essa constatação, os pesquisadores examinaram seis estudos realizados de 2007 a 2015, com análise dos genomas de cerca de 400 mil participantes. Pesquisas anteriores identificaram 48 variantes genéticas associadas à relação cintura-quadril, resultando em uma pontuação do grau de risco genético.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas com certos genes que as predispõem a uma maior razão cintura-quadril também apresentavam níveis mais altos de lipídios, insulina e glicose e maior pressão arterial sistólica, assim como um maior risco de diabetes tipo 2 e de doenças cardíacas. “Os resultados ilustram o poder de usar a genética como um método para determinar os efeitos de uma característica como a adiposidade abdominal sobre os resultados cardiometabólicos”, disse o autor principal do estudo, Connor Emdin, pesquisador do Hospital Geral de Massachusetts.

Como os pesquisadores não encontraram nenhuma ligação entre o tipo de corpo, a pontuação de risco genético e fatores como dieta e tabagismo, isso “fornece forte evidência de que a adiposidade abdominal em si contribui para causar diabetes tipo 2 e doença cardíaca”. Emdin disse que as descobertas podem levar ao desenvolvimento de medicamentos para combater a gordura na barriga e reduzir o risco de doenças.


Características

Além da estética. O acúmulo de gordura na região abdominal vai além da questão estética; guarda relação direta com a deposição de tecido adiposo no interior da cavidade abdominal, característica associada ao aumento da mortalidade geral.

Coxas e glúteos. A gordura da região glútea ou das coxas tem efeito metabólico menos danoso, de acordo com artigo do médico Drauzio Varella.


Descoberta

Gene encontrado em verme pode combater obesidade

PARIS, FRANÇA. Pesquisadores australianos e dinamarqueses descobriram em um verme um gene responsável pela sensação de saciedade, que poderia ajudar a combater a obesidade. Esse gene, batizado de ETS-5, controla os sinais que o cérebro manda aos intestinos e que provocam a sensação de saciedade, assim como a necessidade de dormir ou de fazer exercícios após ter comido, explicam os cientistas, cuja pesquisa foi publicada na revista norte-americana “Proceedings of the National Academy of Sciences” (“PNAS”).

Nos humanos existe um gene similar, e essa descoberta abre caminho para o desenvolvimento de uma molécula que poderia ajudar a controlar o sobrepeso ao reduzir o apetite e ativar o desejo de fazer exercício físico, afirma Roger Pocock, professor da Universidade Monash, na Austrália.

Quando os intestinos do nematódeo Caenorhabditis elegans armazenam gordura suficiente, o cérebro recebe uma mensagem que lhe indica que deixe de se mover, desencadeando uma fase de sonolência, ou, se não estiver saciado, que indica que continue se movendo, diz o pesquisador.

Este verme compartilha 80% dos genes com os humanos, e aproximadamente a metade do seu patrimônio genético está implicada em doenças humanas, detalha o professor Roger Pocock.

“Na medida em que esses vermes compartilham tantos genes com os humanos, constituem um modelo de pesquisa muito bom para compreender melhor alguns processos biológicos, como o metabolismo e as doenças”, explica.

Semelhanças

Dieta. Assim como nos mamíferos, no verme analisado, um regime alimentar rico suscita uma resposta do cérebro diferente daquela desencadeada por alimentos pobres em nutrientes.


Condição é fator também para câncer de mama

GOIÂNIA. Em mulheres, o acúmulo de gordura abdominal visceral – aquela que se forma ao redor dos órgãos – pode indicar maior risco de desenvolver câncer de mama, de acordo com pesquisa realizada pela Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Goiás (Fanut-UFG).

O estudo, coordenado pelos professores Karine Anusca e Ruffo Freitas, foi conduzido com um total de 254 mulheres, entre aquelas recém-diagnosticadas com câncer de mama atendidas no Hospital das Clínicas da UFG. A pesquisa concluiu que possuir um indicador alto de gordura visceral aumenta em 74% as chances de desenvolver câncer mama. Enquanto isso, ter valores bons de HDL, o chamado “colesterol bom”, diminui em 49% a possibilidade do surgimento da doença.

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