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Cidades do futuro serão conectadas, verticais e densas 

Preocupação com mobilidade urbana, gestão de recursos e qualidade de vida são urgentes

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BICICLETA COMO TENDENCIA DO FUTURO NAS CIDADES
Gabriel prefere se locomover de bicicleta, economizando tempo e dinheiro
PUBLICADO EM 04/05/14 - 03h00

Conectada. Esse é um dos adjetivos que melhor descreve as cidades do futuro. Uma das fortes tendências para os grandes centros urbanos dentro dos próximos dez, 20 ou 30 anos é que a chamada “internet das coisas” (locais e objetos do cotidiano, como postos de pedágio, caixas eletrônicos e bancas de jornais conectados à internet) esteja cada vez mais presente.

Esse tipo de tecnologia, bem como a instalação de sensores de monitoramento, auxiliam na otimização dos recursos e na diminuição dos danos em situações de emergência. “Mas, para isso, é necessário que as pessoas estejam conectadas”, diz a pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio, Jhessica Reia. Em Belo Horizonte, já há 52 pontos em que estão disponíveis “hot spots” com antenas de acesso gratuito à internet sem fio. Sete deles são em praças, quatro em parques e 23 em vilas e favelas.

Outra tendência – e demanda – é que as cidades tenham uma maior participação popular e que sejam mais democráticas. “O engajamento público está ganhando mais importância e impacto à medida que os residentes demandam mais voz na gestão de suas cidades. Estamos vendo mais governos municipais abertos ao engajamento dos moradores por meio de canais tradicionais e novos”, afirma o diretor executivo do Centro de Cidades Habitáveis, Teng Chye Khoo, em entrevista a O TEMPO

De acordo com ele, isso é necessário para que políticas ganhem apoio e iniciativas sejam implementadas com sucesso. O centro é um dos organizadores do Encontro Mundial de Cidades, que, neste ano, será realizado de 1 a 4 de junho em Cingapura.

Edifícios. O aumento da densidade demográfica também é uma realidade para os centros urbanos e exigirá soluções inteligentes. “A verticalização é boa para o meio ambiente. Se você tem várias pessoas morando em um mesmo prédio, é necessário fazer menos asfalto, redes de luz, água etc. Com o adensamento, consegue-se trabalhar a otimização de infraestrutura”, defende o arquiteto mineiro Renato Mello, que em seu doutorado elaborou uma proposta de rede metroviária para Belo Horizonte.

Sustentabilidade. Uma grande necessidade que se faz mais presente é que as cidades se tornem mais sustentáveis. Para isso, é necessário diminuir as emissões de carbono, melhorar técnicas construtivas, apostar em novos materiais e otimizar o uso dos recursos.

Segundo o escritor Alex Steffen, especialista em futuro da humanidade, uma solução para isso seria o adensamento das cidades, aumentando o número de serviços disponíveis em uma determinada área. “Cada vez mais, estamos percebendo que não precisamos aumentar a densidade de toda uma cidade. Isso é possível elevando a densidade em pontos específicos do todo”, defende.

Dentro de uma mesma cidade, haveria diversos centros menores, que possibilitariam a diminuição dos deslocamentos dos moradores. “Nós usamos a nossa mobilidade para nos dar acesso às coisas que mais precisamos. Mas, quando vivemos em uma comunidade densa, encontramos as coisas de que precisamos bem perto”, afirma.

Quais são os principais aspectos que descrevem a cidade do futuro? A cidade do futuro terá que abordar e tratar as questões de infraestrutura, gestão da água e de resíduos, saneamento e suprimentos de energia de forma integrada para conseguir obter um crescimento sustentável e melhor qualidade de vida para os moradores.

Em quais campos serão as maiores mudanças? Há várias áreas em que as principais mudanças já ocorreram ou estão ocorrendo em todo o mundo. Duas delas são a vida em densidade alta e o engajamento público. Cidades densamente povoadas, principalmente na Ásia, estão encontrando soluções que vão de Desenvolvimento Orientado para o Trânsito a jardins verticais. O segundo ponto está adquirindo mais importância à medida que os moradores estão demandando ter mais voz na conformação das cidades.

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Um dos maiores desafios das cidades do futuro será a mobilidade. “Pegue a facilidade de se caminhar por Zurique, a receptividade a bicicletas de Copenhague e Amsterdam, a eficiência e a pontualidade do sistema de transporte suíço, o sistema de compartilhamento de bicicletas de Paris e soluções como o BRT, de Curitiba e Bogotá, e você tem o paraíso do transporte urbano atual”, analisa Alexander Erath, especialista em mobilidade do Future Cities Laboratory.

As bicicletas são apontadas por ele e outros especialistas como uma tendência. Quem já é adepto da prática, como o videomaker Gabriel Nogueira, 32, não larga por nada. “Já pensava em usar a bicicleta como meio de transporte em 2005, mas me chamavam de louco. Adotei o hábito quando morei em Roma, e o trouxe comigo para Belo Horizonte. Para andar de bicicleta, eu preciso só de concentração, equilíbrio, paciência e vontade. É uma terapia. Quem não pedala, está perdendo tempo”, diz.

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