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No escuro, o fetiche aparece

O anonimato é essencial para os casais, e o clima de mistério faz parte da noite nas casas de swing

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Etiqueta da noite. Entre as quatro paredes dos clubes de swing, tudo é permitido, mas ninguém é obrigado a nada
PUBLICADO EM 20/07/14 - 11h00

A primeira impressão é de que o hall de entrada é apenas um scoth bar, onde os casais curtem a noite embalados ao som de um banquinho e um violão. Mas rapidamente se percebe que o erotismo e a sensualidade estão por todos os lados, e os casais começam a entrar no clima do sexo. Como quase tudo ali, a chegada parece um ritual. Na medida em que as pessoas vão explorando a casa, a realidade do swing começa a ficar mais explícita.

É junto com o fim da noite e a entrada da madrugada que os “dark rooms”, o cinema pornô e o famoso “labirinto” vão aparecendo. A bebida vai subindo e a música vai ficando agitada. O show erótico à 1h30 é o início do auge. Depois disso, as roupas são apenas acessórios e não há mais moralismo ou pudor. O que vale é a diversão e o prazer.

Sexualidade

Para o psicanalista Paulo Roberto Ceccarelli, não é possível definir um motivo para que os casais procurem o swing, já que a sexualidade é algo muito particular. “A questão da sexualidade é como ela é. Não dá para generalizar, e cada um tem uma história”, analisa. Ele acredita que a presença de casais com muitos anos de união se explica pela perda da atração sexual com o tempo. “Pode ser uma nova forma de ter uma vida erótica satisfatória depois de anos de casado. Isso faz bem para o casal”. Ceccarelli não considera que houve um aumento de adeptos. Para ele, o swing sempre existiu, mas o que acontece agora é uma liberdade para que essas práticas apareçam.

Leia a matéria na íntegra em nossa edição digital.

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