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Manipulação de genes ganha apoio de cientistas nos EUA

Técnica só deve ser usada para prevenir doenças e com mapeamento de efeitos

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DNA
Manipulação de genes ganha apoio de cientistas nos EUA
PUBLICADO EM 16/02/17 - 03h00

São Paulo. Os cientistas estão aceitando mais a ideia de manipulação genética de embriões, óvulos e espermatozoides. Isso, porém, só seria aceito para evitar que crianças nasçam com doenças hereditárias, quando não houver outras alternativas razoáveis e somente se existir um plano para mapear os efeitos da prática por múltiplas gerações. A nova posição em relação à manipulação gênica foi exposta em um relatório apresentado na última terça-feira pela Academia Nacional de Ciências e pela Academia Nacional de Medicina, ambas entidades dos Estados Unidos.

“É uma possibilidade real que merece considerações sérias”, afirma o relatório. “Antes era fácil as pessoas falarem que o procedimento não era possível e não era necessário pensar sobre isso”, diz Richard Hynes, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e um dos responsáveis pelo relatório. “No entanto, agora vemos que há formas de fazer isso, então, temos que garantir que a técnica será usada para os fins corretos”, completa.

Com os avanços na tecnologia conhecida por Crispr-Cas9, cientistas têm conseguido manipular genes de forma mais rápida e eficiente. O uso da edição do genoma já está sendo planejado para testes clínicos, ainda neste ano, em pacientes adultos com doenças como câncer e cegueira. Contudo, a prática hoje é proibida em humanos. Nesses casos, as modificações no DNA não seriam hereditárias, ou seja, não seriam passadas para possíveis descendentes.

Preocupação. A preocupação de muitos cientistas é a utilização do procedimento para aprimorar, por exemplo, inteligência, beleza e características físicas específicas. Além disso, quando realizadas em células germinativas (como óvulos), as alterações podem ser passadas para gerações seguintes, o que levanta uma questão ética. Cientistas que temem a técnica falam em uma sociedade dividida entre seres “melhorados” e os que não podem pagar por isso.

A polêmica é tanta que, em outubro de 2015, o Comitê Internacional de Bioética da Unesco pediu uma espécie de “moratória” sobre a Crispr-Cas9. Na época, os 36 cientistas do grupo pediram a proibição temporária do uso da tecnologia em células reprodutivas e sugeriram um amplo debate.

Dois meses depois, a comissão organizadora da Cúpula Internacional sobre Edição Genética Humana declarou que células ou embriões que passam por algum processo de edição genética não devem ser usadas para gravidez.

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