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Listamos as melhores medidas para você mudar seus hábitos já

Agora, que 2018 começou oficialmente, listamos algumas medidas que buscam alinhar o bem-estar com a sustentabilidade, para você colocar em prática já!

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Chiara Gadaleta
A especialista em moda sustentável Chiara Gadaleta é o nome por trás do movimento EcoEra
PUBLICADO EM 18/02/18 - 03h00

Marcas, iniciativas e projetos estão colocando a sustentabilidade em um novo patamar, para além de mera tendência da moda – já há algum tempo, passou a ser um estilo de vida. Basta perceber que expressões como “upcycling”, “cadeia produtiva” e “slow beauty” estão mais presentes no dia a dia das pessoas e, por isso, não dá para discordar que existe um movimento real, palpável, que coloca em foco práticas mais sustentáveis – além de estimular a adoção de hábitos em prol do consumo mais consciente.

Uma das primeiras a trabalhar boa parte dessas ideias foi Chiara Gadaleta, consultora de moda sustentável e fundadora do Movimento EcoEra (coletivo de integração dos mercados de moda, beleza e design a questões sociais e ambientais). Para a moça, que também é apresentadora do programa “Menos é Demais”, da Discovery Home & Health, pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença no meio ambiente e na sociedade.

No fim do ano passado, a própria Chiara colocou no ar o portal EcoEra, que tem como um dos objetivos listar as chamadas “práticas de impacto positivo”, como o reaproveitamento. “Muitas vezes acabamos descartando uma peça de roupa ou algum móvel de forma prematura. Acionando pequenos ateliês de reforma ou oficinas de marcenaria, os objetos podem ganhar uma nova cara e, assim, prolongamos a sua vida útil”, sugere.

Chiara ajudou a listar outros hábitos que, ao fim, podem fazer diferença, ao colaborar para um mundo melhor e estabelecer uma relação mais justa com o planeta – aliás, por que não começar a colocá-los em prática agora?

Faça você mesmo

FOTO: Reprodução/Instagram/Eescola de moda Denise Aguiar
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Que tal aprender algumas práticas e realizá-las no dia a dia? Cursos de costura, de jardinagem ou de marcenaria podem te ajudar a reaproveitar objetos – e ainda contribuem para um despertar de consciência com engajamento social e ambiental. “Muito mais gostoso que comprar é criar exatamente o que gostamos. Quando colocamos a mão na massa, entramos em contato com o processo de fabricação dos bens que consumimos”, acredita Chiara Gadaleta, consultora de moda sustentável e fundadora do Movimento EcoEra. Também apostando na tendência do “faça você mesmo”, a Escola de Moda Denise Aguiar, em BH, incluiu, recentemente, em sua grade de aulas, o curso de corte e costura (foto acima), a fim de fazer com que os alunos criem o que querem consumir. Já Alana Rox, chef e apresentadora do programa “Diário de uma Vegana”, no GNT, ensina receitas fáceis, como a produção de cosméticos próprios. Um deles é o desodorante vegano, feito a partir de óleo de coco, que é um poderoso antibacteriano. A receita deve ser preparada com quatro colheres de sopa de óleo de coco, três de bicarbonato de sódio e gotinhas de óleos essenciais de alecrim ou lavanda, por exemplo. É muito simples: basta misturar tudo e despejar em um vidrinho – o melhor é que o produto pode durar até um mês.

Valorize a produção local

FOTO: Magê Monteiro/divulgação
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“Quando adquirimos artigos produzidos na região, valorizamos e incentivamos a economia do lugar, minimizando a questão do desemprego e atuando na redução da emissão de poluentes, por conta dos transportes”, diz Chiara Gadaleta. Por isso, a dica é visitar feiras, ateliês e centros culturais que dão destaque a marcas criativas autorais e, claro, que movimentam a rede de produtores locais, objetivando um consumo mais consciente. “As feiras atuam principalmente para facilitar um contato mais próximo entre os idealizadores das marcas e os consumidores. Mais do que movimentar a economia local, as feiras contribuem para a construção de um consumo mais consciente, mais responsável”, acredita Jordana Menezes, diretora da Benfeitoria (foto acima), galpão localizado no bairro Floresta, que sempre realiza feiras. Para se familiarizar com itens feitos artesanalmente e comercializados pelo próprio produtor, vale visitar a própria Benfeitoria (rua Sapucaí, 153, Floresta), a loja Mooca (rua Antônio de Albuquerque, 458, Savassi), que congrega várias marcas locais, e a loja colaborativa Butic Club (rua da Bahia, 1.148, centro).

Invista no “upcycling”

FOTO: Le Gras Fotografia/divulgação
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Antigos vestidos foram transformados em bolsas de festa, uma parceria entre a SR Estilo e o curso de design de moda da Universidade Estácio de Sá

O processo que se utiliza de resíduos têxteis e descartes para dar vida a novas peças tem nome: “upcycling”. O conceito foi criado nos anos 90, mas a palavra, de fato, foi mais usada na moda nos últimos tempos. O benefício consiste em transformar roupas antigas em novos produtos, uma prática que está ficando comum em empresas como a Farm, que criou uma coleção em parceria com a Re-Roupa, reaproveitando as estampas novas e antigas da marca. As mineiras Virgilio Couture, SR Estilo (foto acima) e Molett também investiram no conceito sem deixar o design de lado – todas enxergam esse processo como uma oportunidade de ver a moda de forma menos descartável. “É cafona jogar uma boa estampa no lixo só porque ela já foi usada. Meus tecidos são reaproveitados e ganham nova vida com outras ideias”, explica Virgilio Andrade, da Virgilio Couture, na qual sobras de tecidos nobres, como a seda, viraram uma minicoleção de t-shirts (foto abaixo).

FOTO: Virgilio Andrade/divulgação
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Menos é mais

FOTO: Leo Lara/Universo Produção/divulgação
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Você sabia que, durante a vida, as mulheres têm em média 450 ciclos menstruais, descartando 150 kg de absorventes? Uma das soluções para diminuir drasticamente o lixo gerado é optar por coletores menstruais e calcinhas absorventes reutilizáveis – esta última se tornou mais conhecida no Brasil em novembro de 2016, quando a chef Bela Gil contou que as usava no lugar de absorventes comuns. Aqui, no Brasil, a Pantys (foto abaixo), marca especializada no produto, criou a versão que dura aproximadamente dois anos e que possui tecido antimicrobiano com bloqueador de odores e alta capacidade de absorção. E não é só isso: vale também tentar diminuir o uso de sacolas plásticas – 1,5 bilhão delas são consumidas no mundo por dia – e optar pelas ecobags. Em janeiro deste ano, a 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes produziu bolsas feitas de lonas recicladas (foto acima) da edição anterior do evento. Neste ano foram 342m² de lona, vindos de banners, placas e cartazes, que vão se transformar em 700 sacolas.

FOTO: Pantys/divulgação
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Nécessaire engajada

FOTO: Simple Organic/divulgação
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Cada vez mais as pessoas têm priorizado o uso de cosméticos de empresas ligadas a questões sociais e ambientais e, principalmente, que procuram deixar clara, em sua fórmula, a opção de não incluir insumos de origem animal, bem como de usar ingredientes naturais e não apoiar testes com cobaias. Fundadora da Simple Organic (foto acima), marca brasileira de cosméticos orgânicos, veganos, naturais e cruelty-free, Patrícia Lima deixa transparente todo o processo da cadeia produtiva de seus produtos, para que o consumidor saiba que tem uma atitude correta em relação à preservação do meio ambiente. “Acreditamos no consumo consciente, e essa é uma das ferramentas para mudar o mundo e as futuras gerações. A nossa matéria-prima tem selo da Ecocert, a maior certificadora de orgânicos do mundo, e é plantada de forma que respeita a natureza e o solo”, explica Patrícia. “A transição para o consumo consciente não precisa ser radical. As pessoas não precisam parar do dia pra noite. Se em algum momento a pessoa opta por usar um batom orgânico, vai começar a repensar no consumo de todas as outras coisas que usa, como o rímel, o BB cream... Cada pequeno passo de cada pessoa gera um impacto enorme”, acredita. Chiara Gadaleta também incentiva o uso desses cosméticos e a diminuição do impacto no meio ambiente. “Valorize também os produtos locais, que fomentam a biodiversidade, e ingredientes brasileiros”, disse. Optar por produtos sólidos (ou seja, que incluem ingredientes concentrados em sua composição), que dispensam o uso de embalagens e, automaticamente, produzem menos lixo, é outro exemplo desse movimento que tem crescido no mercado de beleza. Marcas como Lush, Frez e Nu Cosméticos são alguns exemplos que aboliram de vez os frascos plásticos de seus cosméticos.

Garimpo certo

FOTO: De mão em mão/divulgação
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Abastecer o armário em brechós e bazares que vendem produtos de segunda mão é uma forma de diminuir o consumo de itens novos e adquirir peças a preços mais acessíveis – e, automaticamente, artigos únicos. “Você também evita que um objeto seja jogado fora e, assim, poupa o trabalho de decomposição da natureza, que pode demorar centenas de anos. Comprar algo que já existe evita também que um novo produto seja fabricado e economiza água e energia para isso”, acredita Moysés Abras, diretor executivo do De Mão em Mão Clube de Brechós, que fomenta o empreendedorismo sustentável. Outra dica é pegar aquelas peças que você não usa muito e trocá-las entre amigas ou em brechós espalhados pela cidade. Vale se guiar pelos endereços de Instagram: @dmemclube, @brechodapoppi, @camaleoabrecho e @alma.vintage.shop

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