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Moda e diversidade

'Grandes marcas buscam aproximação com o consumidor final, para que todo mundo se enxergue nas campanhas', diz o diretor da Ford Models

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 Missguided
Vitrine da loja Missguided, no Reino Unido, incluiu manequins com sardas e com estrias
PUBLICADO EM 11/03/18 - 03h00

A preocupação em não se limitar aos padrões fez com que a moda colocasse na ordem do dia temas como diversidade e representatividade, principalmente na hora de montar campanhas. No fim do mês passado, a marca britânica Missguided chamou atenção ao optar por manequins com sardas, estrias e até vitiligo nas vitrines de suas lojas no Reino Unido – uma forma de incentivar as garotas a abraçar suas particularidades. “Queremos ver as meninas se amando, desistindo do que a sociedade entende como perfeito e vivendo uma realidade em que entendam que são essas ‘falhas’ que as tornam únicas”, disse a marca em um comunicado à imprensa.

Vicente Duarte, diretor da Ford Models, é outro a perceber que o mercado da moda está de fato mais inclusivo no que diz respeito aos biotipos. “Grandes marcas buscam aproximação com o consumidor final, para que todo mundo se enxergue nas campanhas. Os castings também estão mais inclusivos, com negras, ruivas, albinas...”, diz, referindo-se também à seleção de modelos diversificadas para o próximo Minas Trend, previsto para o mês que vem. “A solicitação engloba modelos negras, cabelos black power, transgêneras e agêneras”, adianta.

Vicente ressalta que a questão da representatividade é essencial nos dias de hoje e cita, como exemplo, a modelo canadense Winnie Harlow, 23, que tem vitiligo, doença dermatológica caracterizada pela perda da pigmentação da pele.

A moça dispensa qualquer retoque de imagem ao ser clicada para grandes campanhas. “Todos aceitam e evidenciam a pele dela, que não é escondida por maquiagem. Winnie vem atuando em várias campanhas de destaque”.

Mesmo que indireto, um apoio à corrente do Body Positive se deu quando a França criou, em 2017, um “alerta Photoshop”, que era acendido em imagens possivelmente alteradas por algum programa.

Quem ignora a regra – e faz com que, por meio desse recurso, alguém pareça mais magro ou mais forte, por exemplo – pode ser multado em cerca de R$ 140 mil – ou em 30% do custo de criação do comercial.

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