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Concentração

Dose diária de café e chocolate ajuda a turbinar o cérebro

Quatro xícaras da bebida e 30 g de cacau melhoram desempenho em tarefas que exigem atenção

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café
Delícias. Queridinho do brasileiro, café traz mais benefícios ao organismo quando combinado com o chocolate amargo, por causa do cacau

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PUBLICADO EM 02/05/17 - 03h00

Quatro xícaras de café (120 mL, ao todo) e 30 g de cacau (matéria-prima do chocolate) por dia: essa é uma receita simples para quem precisa melhorar a concentração. Ou seja, bebidas como cappuccino e mochaccino parecem ser boas ideias. É o que indicam os resultados de um estudo feito na Universidade de Clarkson, nos EUA.

Um grupo de pesquisadores examinou os efeitos agudos do consumo dessas substâncias sobre a atenção e a motivação na hora de realizar tarefas que exigiam trabalho do cérebro (cognitivas). Eles ainda avaliaram os sentimentos de ansiedade, energia e fadiga.

O que chamou atenção dos cientistas foi a combinação da cafeína e do cacau se mostrar perfeita. Isso porque, quando estão juntas, essas substâncias garantem o que cada uma tem de melhor em sua composição. Um exemplo disso é que, sozinha, a cafeína pode provocar o aumento da sensação de ansiedade. Já o cacau age neutralizando essa possível consequência.

De acordo com o endocrinologista e nutrólogo João César Castro Soares, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), são os efeitos químicos causados por essas substâncias no cérebro que provocam esses benefícios.

“A cafeína já é famosa pelos impactos enérgicos que provoca. Ela atinge o córtex cerebral diretamente, atuando na redução da fadiga, na melhora na concentração e na capacidade de raciocínio”, afirma.

Soares explica que o cacau, por sua vez, possui a teobromina, substância que estimula a produção da serotonina, neurotransmissor que leva à sensação de prazer e bem-estar. Outro fator é ser rico em compostos do complexo B, que aceleram as transmissões do sistema nervoso, melhorando a atenção e a concentração.

Contudo, o especialista afirma que a moderação é a chave para que essas vantagens sejam validadas. O abuso no consumo pode provocar efeitos nocivos, como aumento da frequência cardíaca, aumento da insônia e palpitações – no caso da cafeína –, além de ganho excessivo de peso e impactos indiretos, como a elevação do risco de desenvolvimento do diabetes, quando se trata do chocolate. Por isso, é importante optar por aqueles com maior concentração de cacau (acima de 60%).

Estudo. No experimento, que durou aproximadamente um ano, os participantes tiveram que beber uma forma líquida de cacau puro, cacau com cafeína, cafeína sem cacau e um placebo sem cafeína e sem cacau. Em seguida, foram realizados testes para avaliar as tarefas cognitivas e o humor dos participantes.

Durante o processo, os envolvidos precisaram “trabalhar” para ganhar as bebidas. A atividade consistia na observação de letras que passavam numa tela na qual eles tinham que apontar quando um “X” surgia, depois de um “A”. Além disso, também precisaram apontar quando números estranhos apareciam em sequência. Para finalizar, fizeram contas de subtração.

Segundo a avaliação do idealizador da pesquisa, professor Ali Boolani, a descoberta favorece especialmente as pessoas que exercem atividades que exigem foco, como estudantes e trabalhadores da área de tecnologia.


Números

4,8 kg/ano é a quantidade de café consumida pelo brasileiro

2,5 kg/ano é a quantidade de chocolate ingerida por brasileiro


Curiosidades

Comércio. O cultivo do café ocorre em países quentes da America, da Ásia e da África. É o segundo item mais comercializado do mundo, atrás do petróleo.

Produção. São produzidas mais de 150 milhões de sacas de café por ano no mundo. Apenas no Brasil, ele movimenta cerca de US$ 100 bilhões nesse período.

Nacional. O Estado da Bahia produz cerca de 95% do cacau no país. O Brasil é responsável por 5% do total da produção no planeta.

Mercado. O chocolate movimenta cerca de US$ 60 bilhões por ano em todo o mundo.


Propriedades ainda combatem Alzheimer

FOTO: Pixabay
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Consumo de café ajuda a combater proteína que pode ser nociva

A ação da cafeína no cérebro também pode ser chave contra doenças degenerativas. Segundo João César Castro, endocrinologista e nutrólogo, novas pesquisas estão sendo realizadas no mundo sobre a atuação dessa substância no combate à doença de Alzheimer.

“Já sabemos que mais avanços são descobertos a cada dia, principalmente por causa da ação direta da cafeína no sistema nervoso central, área do cérebro que tem as atividades comprometidas pela doença”, afirma. Ele destaca que familiares de pessoas que sofrem com doenças degenerativas também podem se beneficiar-se desse consumo.

Uma dessas pesquisas foi realizada por um grupo de cientistas da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. Eles descobriram que a enzima NMNAT2, presente na cafeína, tem duas funções no cérebro: proteger os neurônios do estresse e combater o acúmulo da proteína Tau, responsável pela morte de neurônios. Acabar com esse excesso é muito importante, pois essa proteína está associada a doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

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