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Exercícios de alta intensidade ajudam em doenças cardíacas 

Estudos mostram benefícios em casos de diabetes, artrite e doença de Parkinson

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SCI EXERCISE HABIT
Academia. Os chamados exercícios intervalados de alta intensidade ajudam na saúde de pessoas que convivem com diabetes e artrite
PUBLICADO EM 06/03/15 - 03h00

Muita gente com problemas crônicos de saúde se resigna a praticar atividades físicas leves, geralmente por pensar que o exercício vigoroso é perigoso ou simplesmente por não ter motivação suficiente para tanto. Porém, estudos recentes provam que é exatamente o contrário. Eles mostram que as atividades de alta intensidade podem ser até melhores que as aeróbicas para quem sofre de doenças cardíacas e pulmonares, diabetes, artrite, doença de Parkinson ou está se recuperando de um AVC.

Os estudos sugerem que o treinamento intervalado de alta intensidade, ou HIIT (sigla para High-Intensity Intermittent Training), além de mais exigente, mais eficiente e mais prazeroso, é mais seguro para a maioria dos pacientes e também mais eficaz em prevenir e/ou reverter os déficits associados às doenças crônicas.

O HIIT agora está sendo encarado como tratamento tão eficaz quanto a medicação para a maioria dos que sofrem de problemas crônicos. Os pesquisadores concluíram que, ao forçar o corpo ao limite por períodos breves, intercalados com intervalos de descanso, a pessoa obtém um resultado mais eficiente em termos cardiovasculares, respiratórios, metabólicos e mecânicos do que se praticar uma atividade contínua moderada.

Em vez de movimentos continuados durante vinte minutos ou mais, o HIIT geralmente envolve de 30 a 60 segundos de exercícios quase do pico da capacidade, seguidos de um período correspondente de atividade fácil (período de recuperação), com a sequência repetida por um total de vinte minutos, três vezes por semana. “Todos sabemos que o exercício é bom para aqueles que têm alguma doença crônica, mas a tendência é não fazerem nada”, constata Jonathan P. Little, especialista em Fisiologia do Exercício da Universidade da Colúmbia Britânica em Okanagan.

O grau é adequado à capacidade inicial do indivíduo. “O componente de alta intensidade é determinado em cima de 80 a 90 por cento da capacidade aeróbica máxima da pessoa”, explica Little. Os pesquisadores utilizam bicicletas ergométricas e esteiras para ajustar o ritmo mecanicamente.

Entretanto, o exercício intenso, mesmo a intervalos de apenas meio minuto, não é para todos. Em um relatório recente publicado no “Health & Fitness Journal” do American College of Sports Medicine, Little, sua mulher, Mary E. Jung, também da Universidade da Colúmbia Britânica, e Marcus W. Kilpatrick, da Universidade do Sul da Flórida, escreveram que o HIIT “só é apropriado para indivíduos de baixo risco, de risco moderado liberados pelo médico para a prática de intensidades vigorosas e somente com supervisão médica durante a prática”.

Fôlego. Quem sofre de doença pulmonar obstrutiva crônica geralmente não pode se exercitar o suficiente para sentir os benefícios necessários à saúde, mas pode praticar o HIIT por períodos longos sem perder o fôlego, nem sentir desconforto nas pernas, como mostram os especialistas da Universidade de Atenas.

Pacientes que tiveram um AVC e sofrem com deficiências persistentes também se beneficiam com o HIIT. Como os profissionais de reabilitação da Universidade de Cincinnati escreveram este mês no BioPortfolio: “Quem sofre um derrame e fica sujeito à fraqueza residual entra em um círculo vicioso de atividade limitada e descondicionamento”. E embora os exercícios aeróbicos regulares possam melhorar as funções e a saúde cardiovascular, estudos preliminares, inclusive um que foi feito em Trondheim, na Noruega, sugerem que os pacientes podem se beneficiar mais do HIIT e que a melhora persistiu por meses após o fim do programa de atividades de alta intensidade, que durou um mês e meio.

Parkinson

Melhorias. Com o HIIT, pacientes com doença de Parkinson notaram melhoras nos movimentos, devido ao aumento de uma substância chamada fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF).

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