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Técnica com espuma para combater varizes está disponível em BH

Santa Casa realiza procedimento e atendeu mais de 400 pacientes

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Técnica com espuma não apresenta cortes é indolor, e sessão para aplicar o medicamento dura 20 minutos
PUBLICADO EM 31/07/17 - 03h00

Conhecidas por serem veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem abaixo da pele, as varizes acometem, atualmente, cerca de 75% da população brasileira – 45% são mulheres, e 30%, homens, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). E o problema vai além da estética. Caso progrida, a doença pode levar ao desenvolvimento de sérias complicações, como inflamação da pele, dermatite, trombose, hemorragias e úlceras.

Mas a notícia é boa. De acordo com o cirurgião-plástico Sérgio Meirelles, secretário geral da instituição, apesar de não haver cura para as varizes, um novo aliado promete ajudar os pacientes. “A chamada escleroterapia ecoguiada com espuma – ou, simplesmente, polidocanol – é uma ótima opção. A técnica tem várias vantagens em relação aos tratamentos convencionais por ser sem cortes, indolor e rápida (dura apenas 20 minutos). O resultado completo pode ser observado em até 30 dias”, explica o médico.

Em Belo Horizonte, esse procedimento é realizado gratuitamente na Santa Casa e já ajudou mais de 400 pacientes desde o começo do ano, quando foi implementado. O angiologista Carlos Eduardo Jorge, que atua na unidade hospitalar, explica como a escleroterapia funciona. “Injetamos nas varizes o polidocanol, que é misturado com o ar sob a forma de espuma. Por causa da densidade, ela parece uma espuma de barbear, concentrando-se na variz por mais tempo e murchando seu volume instantaneamente”, afirma.

O especialista acrescenta que a veia fica entupida pelo processo inflamatório e, posteriormente, acontece a cicatrização do local onde a substância foi aplicada.

Um dos pacientes atendidos foi o aposentado Geraldo Alves, 64. “Fiz o procedimento em maio e já não tenho mais problemas. É tão simples que meia hora depois eu já estava voltando para casa”, revela Alves, que passou mais da metade da vida lutando contra as varizes. “Fiz todos os tratamentos possíveis de se imaginar, e nada dava resultado. Graças a Deus, as dores e os inchaços diminuíram muito”, conta o aposentado.

Segundo Meirelles, a técnica não tem contraindicações, mas pessoas com histórico de alergia devem estar atentas. “O método não é proibido a esses pacientes, mas eles serão acompanhados de forma especial pelo médico na hora de passar pelo processo para evitar qualquer complicação”, aponta.

De acordo com o angiologista Carlos Eduardo, o acesso gratuito ao tratamento na capital mineira acontece com encaminhamento realizado nos postos de saúde. “Nesses locais, os especialistas analisarão a gravidade das varizes e qual é o melhor procedimento”, finaliza.

Idade. De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as varizes podem atingir até 70% da população do planeta. Cerca de 80% dos casos registrados costumam ser hereditários, e os primeiros sinais podem aparecer por volta dos 30 anos.

Alimentos são ótimos aliados na prevenção

Não são apenas os procedimentos médicos que ajudam a combater as varizes. Alimentos que contribuem para a circulação do sangue ajudam – e muito – a evitar o desenvolvimento da doença, segundo a nutricionista Amanda Costa. “Fontes de vitamina C são potentes antioxidantes e excelentes para a circulação”, diz. Ela revela que morango, tomate, ameixa e pêssego são alguns dos exemplos.
Amanda ainda afirma que frutas vermelhas, como amora, framboesa, uva e mirtilo também trazem benefícios. “O mirtilo é o ideal, pois fortalece as paredes das veias e dos capilares”, afirma.

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