Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Saúde

Testes genéticos para diagnóstico de câncer são pouco realizados

Pesquisa dos EUA mostra que médicos nem discutem o tema com pacientes

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Angelina Jolie
Após detectar risco de desenvolver a doença, Angelina Jolie fez dupla mastectomia
PUBLICADO EM 13/02/17 - 03h00

Washington, Estados Unidos. Médicos costumam não recomendar ou nem mesmo discutir testes genéticos para mulheres com alto risco de mutações associadas ao câncer de mama ou de ovários, segundo um estudo publicado na semana passada. “Mulheres têm muito interesse em testes genéticos, mas muitas não recebem indicação para fazê-los”, afirmou a professora de medicina na Universidade de Stanford e principal autora do estudo publicado no “Jama”, o jornal da Associação Norte- Americana de Medicina, Allison Kurian.

“Isso é particularmente preocupante porque significa que os médicos estão perdendo a oportunidade de prevenir o câncer em portadoras de mutações e membros da família”, acrescentou. Kurian e pesquisadores da Universidade de Michigan basearam seus achados em uma consulta com mais de 2.500 mulheres com câncer nos estágios 0 a 2, dois meses após terem se submetido à cirurgia.

Elas foram questionadas se gostariam de fazer um teste genético para ver a presença de mutações nos genes BRCA 1 e BRCA 2 e, caso tivessem interesse, se o fizeram. Dois terços das mulheres afirmaram que gostariam de fazer o teste, mas apenas um terço havia feito o exame.

Cerca de 56% das que não realizaram o teste afirmaram que não fizeram porque seus médicos não recomendaram. Apenas 40% de todas as mulheres com alto risco relataram receber aconselhamento genético para ajudá-las a decidir ou entender os resultados. Das que foram testadas, 60% receberam aconselhamento.

Preocupante. Reshma Jagsi, pesquisadora sênior no estudo, afirmou que os resultados são preocupantes porque os testes podem ser uma ferramenta poderosa para mulheres de grupos de risco.

Ela afirmou que isso poderia afetar o tipo de cirurgia que a mulher pode optar para tratar um câncer de mama ou tratamentos para tentar diminuir o risco de desenvolver novos cânceres no futuro.

Kurian disse que é como se alguns médicos não enxergassem os benefícios dos testes ou não soubessem como explicar isto para suas pacientes.

O câncer de mama representa 25% dos casos da doença em mulheres, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Brasil. O país tem cerca de 58 mil novos casos de câncer de mama por ano, de acordo com dados do Inca.

Jolie removeu mamas e ovários

Los Angeles, EUA. Depois de realizar um teste genético que mostrou uma mutação no gene BRCA 1, a atriz norte-americana Angelina Jolie removeu as duas mamas em 2013. Dois anos depois, ela removeu também os ovários para reduzir os riscos de câncer. Ela falou sobre sua decisão em um artigo no jornal “The New York Times”, muito repercutido na época.

Os testes mostraram que a atriz tinha 87% de chances de desenvolver a doença nas mamas e 50% nos ovários. Jolie tem histórico da doença na família: a mãe, uma das avós e uma tia morreram de câncer de mama.

O que achou deste artigo?
Fechar

Saúde

Testes genéticos para diagnóstico de câncer são pouco realizados
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório
Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter