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Startups para os viajantes

Tecnológicas crescem no mercado com soluções mais acessíveis para solucionar gargalos no setor turístico

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Evnts
Startup de Uberlândia, a Evnts, tem 21 funcionários, dentre eles, Rafael Viera, Guilherme Oliveira, Mariana Pastorelli e Alexandre Rodrigues (CEO e fundador)
PUBLICADO EM 19/08/17 - 03h00

Com propostas inovadoras e ideias arrojadas, as startups vêm ganhando espaço no trade turístico. A intenção dessas empresas é tornar diversos serviços indispensáveis ao viajante mais acessíveis. E muitas têm se sobressaído no mercado mineiro.

Uma delas é a naovoei.com (www.naovoei.com). A startup, fundada por sócios de Belo Horizonte, busca orientar passageiros que tiveram bagagem extraviada, atraso de voo ou overbooking e não conseguiram embarcar. O viajante entra no site, preenche o cadastro e conta tudo o que aconteceu.

Em média, cada caso demora de três a quatro meses para se resolver e o valor das indenizações fica em torno de R$ 2.000 e R$ 8.000 a título de danos morais, além do ressarcimento de eventuais danos materiais que o passageiro tenha arcado durante o imprevisto (alimentação, hospedagem ou transporte).

“Temos uma média de 3.000 pessoas com problemas de atraso em voos por dia, segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Se passamos a denunciar isso, com certeza vai melhorar o serviço prestado pelas áreas”, explica Alexandre Freitas, 41, advogado, um dos sócios fundadores da naovoei.com. Freitas conta que, no último mês, tem tido uma média de 30 atendimentos por dia com relatos dessas situações. “Nos próximos meses, por conta da demanda, pretendemos investir R$ 50 na empresa”, complementa.

Também de olho no mercado turístico, a Evnts se especializou em atender grandes grupos empresariais que buscam hospedagem para organizadores de grandes eventos. Criada em 2015, em Uberlândia, a startup disponibiliza mais de 5.000 quartos em hotéis em 150 cidades no país e projeta um faturamento de R$ 35 milhões para 2017, mediante os R$ 2,5 milhões em 2016. É um crescimento de 30% ao mês.

“Nos diferenciamos por apresentar um produto exclusivo para os grupos, uma demanda do mercado de eventos que casou com nossa proposta. A proposta é expandir o serviço para a Europa, começando por Portugal”, explica Alexandre Rodrigues, 28, CEO e fundador da Evnts.

Para garantir essa ampliação, Rodrigues levou a sede para São Paulo, mas manteve em Uberlândia um braço da empresa. “Queremos poder ter representações em várias cidades do país. Mas, sempre que os organizadores de evento precisam, nos deslocamos para melhor atendê-los”, finaliza. 

Trade turístico incentiva e está de olho nas novidades

Minas Gerais é o segundo maior Estado do país em número de startups. Tem 366 das mais de 5.000 cadastradas na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). São Paulo ocupa o topo da lista, com mais de 1.300. Em todo o país, são 50 empresas voltadas diretamente para o turismo.

“Enquanto as grandes empresas estão demitindo, as startups estão contratando. No mercado de turismo, são empresas que apresentam soluções para problemas, como os de logística e informação.

Em Belo Horizonte, já está consolidado o San Pedro Valley, um polo de statups com uma filosofia colaborativa, diferente de qualquer outro lugar no país, e que tem tudo para alcançar São Paulo na cidade com mais startups do Brasil”, garante Rafael Ribeiro, diretor executivo da ABStartups.

De olho nesse celeiro tecnológico, a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) e o Sebrae promovem o Desafio de Inovação Turismo Inteligente, uma competição voltada ao desenvolvimento de projetos e ideias para o setor turístico e integração de startups com o mercado.

Em todo o Brasil, serão selecionadas oito startups semifinalistas para apresentar seus trabalhos na feira da Associação Brasileira de Viagens (Abav), em setembro. A etapa regional do Sudeste, acontecerá em Belo Horizonte na próxima terça-feira (22) e irá escolher duas empresas. A vencedora, além de ganhar viagens aéreas, terá a possibilidade de estreitamento de relação por meio da Braztoa com o trade turístico para apresentação dos serviços.

“No ano passado, na nossa primeira edição do projeto, percebemos que precisávamos de mais tempo para fomentar trabalho com as startups em parceria com o Sebrae em um projeto maior, que conseguimos neste ano. Estamos em uma era que vai além de sites, portais e aplicativos. O mundo está avançado, e o turismo conecta o mundo. Por isso, estamos atentos ao que essas startups estão trazendo”, diz Magda Nassar, presidente da Braztoa.

Nãovoei.com

Como funciona. Todos os casos são avaliados por uma equipe, que informa se a situação é passível de indenização ou não via judicialização do processo. Quando o turista opta por prosseguir com o processo, seja por danos morais ou materiais, a startup cobra 30% do valor recebido após a definição na Justiça.“Nós prestamos todo o atendimento e esclarecimentos de informação ao viajante, mesmo para aqueles que não são judicializadas. Não cobramos nada por essa análise, é um serviço que prestamos”, diz Alexandre Freitas, um dos sócios.

Evnts

Como funciona. A startup garante descontos de até 50% nas hospedagens para grandes grupos e eventos que reservarem hotéis por meio da plataforma, sem pagar taxas extras pelo serviço. A empresa também disponibiliza um pacote especial para noivas, que podem dar como sugestão a seus convidados os hoteis sugeridos. “Por meio de parcerias com organizadores de grandes eventos culturais, esportivos e até mesmo as feiras, conseguimos um preço diferenciado. Trabalhamos com todos os tipos de grupos”, diz Alexandre Rodrigues, fundador. 

Conheça

Max Milhas

É uma startup de Belo Horizonte que vende bilhetes aéreos nacionais e internacionais através de milhas de terceiros. Utilizando a plataforma da empresa, é possível encontrar descontos de até 80%, sendo que, em média, as pessoas que compram esse serviço economizam 38%. 

Trackage

A proposta da startup, originalmente de Uberaba, no Triângulo Mineiro, é garantir o rastreio da bagagem em tempo real. Após inserir o dispositivo na mala e usando um aplicativo, o usuário recebe uma notificações caso ela seja violada. Para adquirir o serviço, é preciso pagar um plano de monitoramento que pode ser mensal. 

 

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