Busca
 Editorias
 » Matéria de capa
 » Roteiros Culturais
» Gratuito
» Cinema
» Dança
» Exposições
» Shows
» Teatro
 » Geral
 » Estilo de vida
» Gastronomia & Cultura
» Tome nota
» Gente
» Acontece BH
 » Turismo
» Giramundo
 » Direção
» Sobre rodas
» Avaliação técnica
 » Habitar
» Entrevista
 Colunas
 » Juliana Gouthier
 » Kênio Pereira
 » Laura Medioli
 » Paulo Bressane
 » Paulo Navarro
 » Paulo Campos
 » Raimundo Couto
 » Vittorio Medioli
 » Todas as colunas
» Matéria de capa
 
 
Imprimir Comentários(0) Enviar por Email Tamanho da fonte : A+ / A- 
De pai para filho: o músico Augusto Carvalho foi 'aplicado' em Roberto Carlos por seu pai, Geraldo Borges. Músicas do 'Rei' são fator de aproximação entre os dois

FOTO: FOTOS ALEXANDRE GUZANSHE
De pai para filho: o músico Augusto Carvalho foi 'aplicado' em Roberto Carlos por seu pai, Geraldo Borges. Músicas do 'Rei' são fator de aproximação entre os dois
Matéria de capa

As canções que você fez pra gente
Nova geração de músicos mineiros exalta a obra de Roberto Carlos, que faz show em BH no próximo fim de semana
JULIA GUIMARÃES

Em 1966, o cantor Roberto Carlos recebeu do apresentador Abelardo Barbosa, mais conhecido como Chacrinha, a coroa de "Rei da Juventude". O epíteto, que viria futuramente ser sua marca registrada, cabia bem ao período. Roberto estava no auge como apresentador do programa "Jovem Guarda", exibido pela TV Record, e acabara de gravar um disco de mesmo nome, repleto de sucessos que embalavam corações juvenis.

Ao longo das quatro décadas seguintes, o cantor, que canta no Mineirinho no próximo sábado (22) após quatro anos de ausência dos palcos mineiros, diversificou e ampliou seu público. Deixou de ser apenas o "Rei da Juventude" para se tornar o "Rei da Música Popular Brasileira" e, depois, simplesmente "O Rei". Mas, curiosamente, a coroa de ícone da juventude parece ainda se encaixar bem na cabeça do cantor e compositor de Cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo, hoje com 67 anos.

A considerar as inúmeras bandas que o regravaram nos anos 90 e 2000, há de se constatar que os ecos do antigo título dado por Chacrinha ainda ressoam nas rádios voltadas para o público jovem. Afinal, quem não se lembra do sucesso que foi a versão de "Além do Horizonte", gravada pelo Jota Quest há três anos? Ou a releitura de "É Preciso Saber Viver", feita pelos Titãs? Quem não ouviu pelo menos uma vez a faixa "É Proibido Fumar", do Skank ou não dançou ao som de "Todos Estão Surdos", gravado por Chico Science e Nação Zumbi?

Provavelmente, quem irá responder a essas perguntas são os jovens de 20 e 30 anos. Muitos deles conheceram o Rei ainda no colo dos pais. Mais tarde, o gosto pelo cantor foi reciclado tanto através das regravações quanto do resgate efetuado em festas e boates, quando a imagem romântica oitentista de Roberto Carlos cede lugar para sua fase soul ("Não Vou Ficar", "As Curvas da Estrada de Santos"...), considerada extremamente atual por essa faixa etária.

E já que Roberto Carlos vem a Belo Horizonte, que tal deixar de lado um pouco seu público cativo para entender o que a nova geração pensa do Rei? Ou melhor, entender porque o cantor ainda é pop entre os jovens de hoje? A considerar a opinião de músicos mineiros como o vocalista Rogério Flausino, do Jota Quest, e a cantora Marina Machado, Roberto Carlos continuará a embalar os corações de novos brotos ainda por um bom tempo.

"Acho que o Roberto tem essa coisa do rock e um jeito simples de compor, mas com baladas muito bonitas e muito românticas. Isso atinge todas as gerações, o texto de suas músicas é muito direto, não tem nada nas entrelinhas. O que acaba sendo fatal em alguns momentos da vida, pois certas músicas dele deixam uma marca para sempre", afirma Marina Machado.

De tanto amor

Em seu novo disco, "Tempo Quente", Marina gravou pela primeira vez uma canção do Rei. Fruto da tradicional parceria com Erasmo Carlos, a faixa "Grilos", composta nos anos 70, brinca com a gíria da época e fala de uma relação que deveria ser mais leve. Para interpretar a canção, Marina convidou outro fã mineiro de Roberto Carlos, o cantor Samuel Rosa, do Skank.

Mas bem antes dessa gravação, a cantora já fazia ressoar o artista em seus shows através da romântica "De Tanto Amor". Entre os motivos da escolha, uma das características centrais da obra de Roberto Carlos, responsável por renovar constantemente o legado de fãs: a intensidade afetiva de suas canções.

"Quando ouvi essa música pela primeira vez, estava voltando de Búzios e muito triste com o término de uma relação. Então, passei a viagem inteira só escutando essa faixa. Depois, quis cantar no meu show com o intuito mesmo de transcender a dor de uma separação. E o interessante é que várias pessoas da platéia também se identificam."

 

ROBERTO CARLOS - 22 DE NOVEMBRO
Mineirinho (tel.: 3373-8589, delivery de
ingressos)
Ingresso: R$ 50 (arquibancada, inteira), R$ 80
(cadeiras de setor), R$ 300 (cadeiras de pista,
setor 1), R$ 150 (cadeiras de pista, setor 2), R$
80 (cadeiras de pista, setor 3) e R$ 500 (área vip,
open bar).



"Como é grande o nosso amor por você..."
Para algumas pessoas da geração de 20 e 30 anos que escutam o cantor com afinco, é justamente o trânsito entre o popular e o sofisticado que torna a obra do Rei tão interessante. Quem compartilha da opinião é o historiador e músico Augusto Carvalho Borges, 26. “Quando tirei carteira aos 18 anos, gravei uma fita com músicas de um período mais ’groveado’ dele e meus amigos se surpreenderam ao saber que eram canções do Roberto. Até então, eu achava a música brasileira chatíssima porque pendia ou para um lado muito apelativo ou por outro de músicas muito sofisticadas. O Roberto Carlos entra justamente nesse meio termo, porque o lance mais impressionante nele é o quanto consegue ser popular”, opina o músico, cuja banda “Dead Lover’s Twisted Heart” recebe grande influência do compositor capixaba.

Simples e direto

Para Augusto, o resgate de Roberto Carlos e outras figuras que haviam entrado para o rol do mau gosto na década de 80, como Tim Maia e Jorge Benjor, é um fator extremamente positivo, pois abre o leque do passado da música brasileira para além dos clássicos Chico Buarque e Caetano Veloso.

“A busca por uma expressão simples e direta parece ser um interesse da cena musical independente brasileira hoje. Acho que a nossa geração quer explorar a cultura de entretenimento, mas de forma sofisticada, com certo grau de beleza. E ninguém melhor que Roberto Carlos para servir de referência.”

Referência, aliás, que lhe foi herdada do pai, o médico Geraldo Borges, 54. Representante da geração que acompanhou o Rei desde seus primórdios, o médico conta que a paixão compartilhada é um fator de aproximação com seu filho. “A gente conversa demais sobre música. E o mais interessante para mim foi perceber, através do Guto, o quanto eu próprio gostava do Roberto Carlos. Só então me dei conta”, recorda. (JG)

Leia mais

» Jornal Pampulha » 14/11/2008 - "... São coisas muito grandes pra esquecer..."

» Jornal Pampulha » 14/11/2008 - "Foi uma loucura!"

» Jornal Pampulha » 14/11/2008 - Quizz

» Jornal Pampulha » 14/11/2008 - Entrevista com Pedro Alexandre Sanches




Compartilhe este conteúdo: Veja vídeos de O TEMPO online no YOUTUBE Siga O TEMPO online no TWITTER Adicione O TEMPO online no ORKUT Fale conosco pelo MSN: portalotempo@hotmail.com Mande e-mail para O TEMPO online Mande sua foto para o WEBREPÓRTER

 
 
 
 
Imprimir Comentários(0) Enviar por Email Tamanho da fonte : A+ / A- 
Edição do dia
O que é RSS? Copyright © - JORNAL PAMPULHA - 2010 - Todos os direitos reservados Fale conosco | Distribuição | Expediente
 
4
© 2010 - O TEMPO
Todos os direitos reservados
BUSCA