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 FOTO: FOTOS CHARLES SILVA DUARTE |
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Paulinho Polika
JULIA GUIMARÃES
Ator, diretor, bonequeiro e artista plástico, Paulinho Polika é uma das figuras que melhor sintetiza a história das artes cênicas na cidade. Sempre em trânsito por diversas linguagens, Polika esteve presente nos primórdios do Grupo Galpão, atuou no Giramundo Teatro de Bonecos, dirigiu espetáculos do Grupo de Dança 1º Ato e semeou o nascimento do Teatro Armatrux - quatro grandes referências da área na capital.
Mas foi a família que, naturalmente, o empurrou para o universo criativo: além de ter crescido ouvindo o pai tocar acordeão e contar histórias, desde criança Polika já enchia o varal da mãe com bonecos de papel machê, construídos por ele e o irmão mais velho. Formado em artes plásticas pela UEMG e teatro pela Fundação Clóvis Salgado - Palácio das Artes, o bonequeiro também deu aulas de arte durante muitos anos e chegou inclusive a abrir sua própria escola: a Tangran.
Atualmente, Polika tem transitado por praças e parques da cidade com "Sonho de uma Noite de São João", seu trabalho mais recente. Dirigido por ele, o espetáculo integra o projeto Cine Horto Pé na Rua.
Marionete

"Esse maestrinho foi um dos meus primeiros bonecos. Escolhi porque acho gostoso de manipular e dar vida, houve um ‘casamento’ bacana com ele. Quando era criança, observava muito o gestual dos maestros e sempre achei divertido."
Trabalho

"Todo material que construo - bonecos, cenários - geralmente é em cima dessa bancada. Ela funciona como fonte de trabalho, renda e inspiração. Eu a tenho há pelo 30 anos."
Traço

"Os lápis e pincéis são objetos que me possibilitam dar cor e sentido a um quadro ou folha em branco. É a partir disso que eu consigo dar vida às minhas ideias. Sempre que vou criar algo, desenho antes, seja um cenário, uma movimentação de cena ou um boneco."
Berimbau

"Minha trajetória na arte começou muito ligada à capoeira. E, na década de 1970, logo que a atividade chegou a BH, já gostei do som do berimbau porque tenho uma forte relação com a música também. Ele é um símbolo da minha ligação com a capoeira, que uso em meu treinamento físico para o teatro. E também um símbolo de luta."
Bagagem

"Essa é uma mala antiga, que ganhei de um amigo e onde levo meus bonecos. Está relacionada às idas e vindas da minha vida e sempre pronta para qualquer trabalho."