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Transporte

"O Move está ameaçado", diz sindicato que quer aumento das tarifas

Sindicato das empresas de ônibus condiciona investimentos no Move ao aumento da passagem

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A manhã desta terça-feira (15) deve ser tumultuada para o usu
Situação. Empresas de ônibus investiram R$ 280 milhões em novo sistema e dizem estar no vermelho
PUBLICADO EM 01/04/14 - 03h40

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) informou ontem que a falta de reajuste no preço das tarifas dos ônibus da capital pode colocar em risco o funcionamento do Move (nome dado ao BRT). O resultado de auditoria, divulgado na última sexta-feira, apontou a necessidade de um aumento de 2,97% no preço das passagens, sem contar a inflação. Já, as empresas do setor cobram, no mesmo relatório, uma elevação de 7,21% – com a tarifa básica passando de R$ 2,65 para R$ 2,85. A prefeitura ainda não definiu se haverá ou não reajuste.

“O serviço está ameaçado”, afirmou o porta-voz do sindicato, Edson Rios. O risco, segundo ele, é de atraso no pagamento dos motoristas e cobradores e de suspensão dos serviços de manutenção das estações de transferência, que ficarão a cargo das empresas após a implantação completa do sistema. “Não estamos afirmando que isso vai ocorrer, mas pode haver esse tipo de problema por falta de recursos”, complementa Rios.

Ele alega que as empresas estão no vermelho por conta dos investimentos feitos no Move e pelo fato de o reajuste previsto para 2013 não ter saído até agora. “Já investimos R$ 280 milhões no BRT, R$ 50 milhões só em tecnologia. Além disso, os rodoviários tiveram aumento de 7,26% no salário e redução da jornada de trabalho”, argumentou o porta-voz.

Dados. Pelo resultado da auditoria feita pela empresa Ernest & Young (EY), a estimativa de investimento no Move foi de R$ 257,3 milhões até dezembro do ano passado, em novos coletivos e em tecnologia. O valor foi projetado considerando a compra de 209 ônibus articulados e 273 modelos menores, chamados de “padrons”, todos com ar-condicionado. Já os investimentos futuros em melhorias do sistema foram previstos em R$ 667,1 milhões.


Saiba mais

Taxa. No período de 20 anos de concessão, as empresas têm direito a uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 8,95% sobre o valor investido no serviço.

Contrato. As regras contratuais da concessão, previstas por um prazo de 20 anos a partir de novembro de 2008, preveem estudos de revisão tarifária a cada quatro anos e reajustes tarifários anuais, realizados em 29 de dezembro.

Auditoria. O estudo feito pela Ernest & Young foi contratado em março de 2013 pela BHTrans.

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O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) informou ontem que a falta de reajuste no preço das tarifas dos ônibus da capital pode colocar em risco o funcionamento do Move (nome dado ao BRT). O resultado de auditoria, divulgado na última sexta-feira, apontou a necessidade de um aumento de 2,97% no preço das passagens, sem contar a inflação. Já, as empresas do setor cobram, no mesmo relatório, uma elevação de 7,21% – com a tarifa básica passando de R$ 2,65 para R$ 2,85. A prefeitura ainda não definiu se haverá ou não reajuste.

“O serviço está ameaçado”, afirmou o porta-voz do sindicato, Edson Rios. O risco, segundo ele, é de atraso no pagamento dos motoristas e cobradores e de suspensão dos serviços de manutenção das estações de transferência, que ficarão a cargo das empresas após a implantação completa do sistema. “Não estamos afirmando que isso vai ocorrer, mas pode haver esse tipo de problema por falta de recursos”, complementa Rios.

Ele alega que as empresas estão no vermelho por conta dos investimentos feitos no Move e pelo fato de o reajuste previsto para 2013 não ter saído até agora. “Já investimos R$ 280 milhões no BRT, R$ 50 milhões só em tecnologia. Além disso, os rodoviários tiveram aumento de 7,26% no salário e redução da jornada de trabalho”, argumentou o porta-voz.

Dados. Pelo resultado da auditoria feita pela empresa Ernest & Young (EY), a estimativa de investimento no Move foi de R$ 257,3 milhões até dezembro do ano passado, em novos coletivos e em tecnologia. O valor foi projetado considerando a compra de 209 ônibus articulados e 273 modelos menores, chamados de “padrons”, todos com ar-condicionado. Já os investimentos futuros em melhorias do sistema foram previstos em R$ 667,1 milhões.


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Contrato. As regras contratuais da concessão, previstas por um prazo de 20 anos a partir de novembro de 2008, preveem estudos de revisão tarifária a cada quatro anos e reajustes tarifários anuais, realizados em 29 de dezembro.

Auditoria. O estudo feito pela Ernest & Young foi contratado em março de 2013 pela BHTrans.

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