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Cândido Henrique

A diferença está com o paredão Fábio

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PUBLICADO EM 10/09/17 - 03h30

Todo time campeão começa com um bom goleiro. Esse é um dos tantos clichês do futebol. Não duvido da sabedoria boleira, e bastam lembranças rápidas para acreditar nela.

Os últimos três campeões mundiais, por exemplo, tinham unanimidades em suas metas. Buffon, na Itália (2006), Casillas, na Espanha (2010), e Neuer, na Alemanha (2014).

O Campeonato Brasileiro também indica isso. Ter a melhor defesa da competição é o caminho mais certo para o título do que o melhor ataque.

Os donos dos últimos três títulos nacionais comprovam a premissa. Fábio, no Cruzeiro (2014), Cássio, no Corinthians (2015) e o surpreendente Jailson, no Palmeiras (2016).

O Atlético, último brasileiro campeão da Copa Libertadores, teve um goleiro o salvador. Victor fez a diferença das quartas de final até a decisão da competição.

Essa longa introdução, na verdade, é uma justificativa para dizer que o título da Copa do Brasil 2017 está mais perto do Cruzeiro do que do Flamengo.

Não pelo jogo feito pelo rubro-negro. Os cariocas dominaram a partida, mas, sem a segurança de um bom goleiro, foram facilmente vazados. Já o Cruzeiro tem um paredão. Uma verdadeira muralha, em um trocadilho cretino.

Acertou. As últimas atuações na Copa do Brasil mostram que o técnico Mano Menezes acertou ao acreditar em Fábio, colocando o jovem Rafael em modo de espera.

Mais do que liderança, Fábio traz ao time a tranquilidade da experiência. O seu repertório de defesas vem também com a sabedoria de se superar em momentos difíceis.

Enquanto Mano Menezes não precisa se preocupar lá atrás, o técnico colombiano Reinaldo Rueda, do Flamengo, tem que pensar em uma outra estratégia.

Com um goleiro tão frágil, seja Thiago ou Alex Muralha, Rueda precisa montar um time agressivo para fazer mais do que um gol, já que não dá para confiar em uma defesa zerada no jogo de volta.

Qualidade para agredir o Cruzeiro, o Flamengo tem. Na finalíssima, no Mineirão, o rubro-negro terá a volta do peruano Paolo Guerrero, a grande aposta de Rueda para se tornar campeão.

No entanto, o Cruzeiro também tem jogadores de qualidade no ataque. Thiago Neves, Robinho, Alisson e a surpresa Raniel são armas poderosas de Mano para inverter qualquer pressão.

Exemplos. Não é regra que um time campeão tenha um grande goleiro, mas os exemplos são exceções. Lembro bem do Corinthians de 1998, com o mediano Nei. Ele era coadjuvante de um time que tinha um ataque infernal e um meio-campo incrível.

Entretanto, no ano seguinte, o próprio Corinthians viu que precisava de um goleiro de mais envergadura e trouxe Dida, que fez história sendo campeão brasileiro e também do Mundial de Clubes. O time paulista ganhou um outro status com um grande goleiro.

Aposta. Dito isso, reforço que o título da Copa do Brasil está mais perto da Toca da Raposa, coroando um trabalho que é muito mais do que pautado pela segurança do Fábio, mas que precisa dele para fazer a diferença.

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