Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Cândido Henrique

Cruzeiro: como destruir o clima em uma semana

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
PUBLICADO EM 08/10/17 - 03h00

Há dez dias, o céu. O Cruzeiro vencia o Flamengo e conquistava o penta na Copa do Brasil. Estava de volta o Rei de Copas. O otimismo estava no alto em qualquer roda de cruzeirenses. Uma semana e meia depois, toda a certeza do torcedor celeste se abalou. E o responsável foi o presidente eleito, Wagner Pires, que parece querer dar novos rumos ao clube. A dúvida é para onde ele quer levá-lo.

Desde quarta-feira, as informações deixam todos perdidos. Wagner, que havia recebido apoio da atual diretoria, rompeu com todos os líderes. Primeiro, com Bruno Vicintin. Depois, com o atual presidente, Gilvan de Pinho Tavares, seu principal cabo eleitoral. Fiéis ao comando, profissionais já deixam o Cruzeiro. O primeiro foi Tinga, grande líder frente ao grupo dos jogadores. E há a possibilidade de Mano Menezes também dar adeus, aceitando uma proposta do Palmeiras.

Quem acompanha Wagner Pires também incomoda. Um nome, porém, ganha destaque: Itair Machado, cotado para ser o diretor de futebol do novo presidente. O ex-mandatário do Ipatinga alcançou notoriedade ao levar o time do Vale do Aço à Série A, e também a se destacar na Copa do Brasil. Mas sumiu ao não conseguir manter o Tigre na elite e ficar no limbo da Terceira Divisão do Mineiro.

Quem vê de longe teme por não conhecer o que o futuro reserva, mas, principalmente, por acreditar que o que estava sendo feito levaria a um sucesso ainda maior em 2018. Os conselheiros do Cruzeiro também acreditavam nisso, tanto que deram o voto de confiança a Gilvan de Pinho Tavares para que a chapa que apoiava continuasse. Tudo parece ter ido por água abaixo após as decisões de Wagner Pires.

Clima ruim. Áudios vazados em grupos de Whatsapp de Vicintin e de Zezé Perrella mostram o quanto o clima político do Cruzeiro está conturbado. O ex-presidente ataca a atual diretoria. “O Cruzeiro está completamente sem direção, entendeu?”, disse Perrella, que sugeriu que o título da Copa do Brasil só veio por mérito de Mano Menezes e dos jogadores.

Já Vicintin atacou a chapa vencedora e, em áudio também vazado, mostrou arrependimento por apoiar a chapa de Pires. “Se soubesse que era isso, teria ficado neutro”, disse o ex-vice presidente de futebol do Cruzeiro.

E em campo? Tanto Vicintin quanto Perrella utilizaram as redes sociais para mandar um recado – não só para o conselho, mas para a torcida e para a imprensa. A pergunta que fica é como este movimento conturbado nos bastidores pode afetar o rendimento do time em campo, que é o que o torcedor vê no dia a dia.

A resposta só poderá ser dada em 2018. Hoje, há mais suposições do que certezas. Resultados ruins, neste momento, podem ser justificados pelo desinteresse da Raposa no Campeonato Brasileiro, já praticamente ganho pelo Corinthians, e que renderia apenas vaga na Libertadores, o que o Cruzeiro já tem.

Serão meses de dúvidas, mas é fato que Wagner Pires precisa ter inteligência para não jogar tudo no lixo. Vicintin e Perrella, líderes os dos bastidores, não querem ser responsabilizados pelos erros futuros.

O que achou deste artigo?
Fechar

Cruzeiro: como destruir o clima em uma semana
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório
Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter