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Editorial

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PUBLICADO EM 21/04/17 - 04h20

Não existe cena mais deprimente do que ver, numa cidade como Belo Horizonte, pessoas dormindo nas calçadas, banhando-se em lagos de jardins públicos, alimentando-se de comida jogada no lixo ou drogando-se nos vãos de edifícios e viadutos.

São denominadas “moradores de rua”. Existem em todas as grandes cidades do mundo, mas sua presença é mais proeminente nos países em desenvolvimento ou do Terceiro Mundo, como o Brasil, onde a pobreza atinge a maior parte da população.

Na capital, existem cerca de 3.000 pessoas nessa situação, mais da metade vivendo das sobras da população de renda alta que habita a região Centro-Sul. Apesar das ações no sentido de coagi-las, inclusive com violência, seu número só vem aumentando.

Nesta semana, o assunto voltou a ser discutido pelo movimento S.O.S. Hipercentro, formado pela ACMinas e pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, que apresentou mais um projeto de reabilitação do hipercentro da capital. Foram muitos nos últimos anos, mas nenhum de fato efetivado.

Agora a proposta prevê a implantação de um modelo de hotéis sociais para abrigar provisoriamente os moradores de rua, utilizando para isso edifícios que se encontram vazios atualmente. O número dessas edificações, hoje, é estimado em 40 unidades.

A ideia cristã surgiu no meio dos empresários. Mas não passa ainda de uma especulação. Os moradores de rua, que hoje podem abrigar-se em albergues, mas que se rebelam contra suas regras, teriam direito a cama, comida e banho nos hotéis sociais.

Naturalmente, os edifícios precisarão ser adaptados. O poder público e ONGs cuidarão dos moradores, que ficarão ali até que tomem um rumo na vida. A possibilidade de que alguns tentem morar nos hotéis sociais indefinidamente não deve ser descartada.

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