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Editorial

Riscos do fies

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PUBLICADO EM 17/04/18 - 03h00

Reportagem de O TEMPO de ontem informa que mais da metade das salas de aula das faculdades particulares mineiras está vazia, como consequência do enxugamento dos recursos destinados ao Fies pelo governo federal. No país, a ociosidade é de 52,9%.

Segundo os autores da pesquisa, o site Quero Bolsa, isso se deve também ao desemprego, que fez a inadimplência atingir 35% nos cursos presenciais. Para atenuar a evasão de alunos, as faculdades renegociam as dívidas, parcelando as mensalidades.

O Fies é o principal programa de financiamento do ensino superior no país. O crédito estudantil existe desde o regime militar, tendo sido ampliado pelos governos FHC, Lula e Dilma. A crise adveio no segundo governo Dilma, e o desenlace, com Temer.

Entre 2011 e 2014, o Fies saltou, por decisão do governo, de 150 mil para mais de 700 mil estudantes por ano. A expansão conferiu ao governo a aprovação das famílias menos privilegiadas, que tiveram a oportunidade de colocar seus filhos na universidade.

Tudo era tão fácil que alunos que podiam pagar a faculdade se transferiam para o Fies. Além disso, o programa não levava em conta o rendimento escolar do estudante. Os problemas começaram a surgir. Em 2014, o governo teve de injetar meia Bolsa Família no Fies.

Alegando estar com as contas estouradas, o governo Temer cortou o crescimento do programa, que chegou a ter quase 2 milhões de contratos ativos. O ajuste fiscal é uma das causas de ele ostentar um dos mais baixos índices de aprovação da história.

A crise atual é consequência de ações dirigidas pela vontade política dos governantes. Em várias decisões, predominaram os objetivos eleitorais. Não se cuidou da autossustentabilidade do programa, com medidas para garantir sua viabilidade em longo prazo.

O Fies é viável, mas implica riscos, necessitando de uma gestão responsável e consequente.

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