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Eletronika

Anderson Noise lança single em homenagem ao Mineirão

“Mineirão” tem o jeitão das produções de Noise. Para quem não conhece, uma de suas assinaturas é fazer techno com muitas surpresinhas pelo caminho (percussões, modulações etc) e, de alguma forma, com um toque sempre divertido.

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PUBLICADO EM 09/09/17 - 03h00

São 52 anos de Mineirão. E 30 anos de carreira do DJ e produtor Anderson Noise. Desse cruzamento de efemérides tão ilustres nasceu “Mineirão”, faixa que dá nome ao lançamento de número 96 do selo Noise Music.

“Mineirão” tem o jeitão das produções de Noise. Para quem não conhece, uma de suas assinaturas é fazer techno com muitas surpresinhas pelo caminho (percussões, modulações etc) e, de alguma forma, com um toque sempre divertido. “A ideia foi fazer todos os elementos da bateria eletrônica e percussões se moverem como uma bateria de escola de samba, pois quando se fala em Mineirão, a música que vem à mente é o samba. Uma combinação frenética e inquietante de três sintetizadores e os gritos enlouquecidos da torcida deixam a track com características bem brasileiras”, explica Noise.
O techno vibrante e percussivo feito por este mineirinho que já lançou mais de 250 faixas na carreira – sim, ele é um maníaco por produção musical – faz uma homenagem ao Mineirão e é, além da música oficial da comemoração dos 52 anos do estádio, o segundo vídeo da série “Trinta”.

Mas o que seria esta série, afinal? Um projeto audiovisual que mistura a técnica da produção musical de Anderson Noise e o conteúdo visual do fotógrafo Fabio Mergulhão, um dos primeiros a focar seu trabalho na música eletrônica. Mergulhão foi fotógrafo da coluna “Noite Ilustrada”, que era escrita por Erika Palomino na “Folha de S.Paulo” e foi um entusiasta da cena eletrônica em trabalhos que extrapolaram o jornal, como o famoso clique que ele fez de Mau Mau, tocando no Skol Beats de 2002, imagem que se tornou clássica como capa do livro “Todo DJ Já Sambou”, desta que vos escreve.
No vídeo, Mergulhão mistura a mobilidade do iPhone, a versatilidade da DSLR e a grandiosidade do drone. “A ideia desta série de vídeos é valorizar nosso lado autoral e a criação colaborativa”, diz Noise.

“Mineirão” é o segundo vídeo do projeto – o primeiro foi “Walking” Belo Horizonte – e será parte integrante das comemorações dos 30 anos de carreira de Anderson Noise em 2018. “Queremos apresentar a série ‘Trinta’ de forma inovadora, com exposições e workshops”, comenta o DJ.
Sem mais delongas, aqui está o vídeo.

30 ANOS DE TECHNO. Quando começou a fazer festinhas em 1988, Noise tinha uma missão na cabeça. “Todos os movimentos musicais sempre foram muito centrados em São Paulo. Ficava feliz toda vez que via alguém de outra cidade fazendo sucesso na música”, diz.

Na adolescência, Noise curtia rock. Adorava The Clash e Joy Division. Foi a banda de Ian Curtis, que depois viraria New Order, que aguçou a curiosidade dele para a música de pista. “Comecei a comprar umas coletâneas de acid house”, lembra o DJ, que conseguia dinheiro para os discos trabalhando como vendedor na loja de roupa Vide Bula.

Noise fez a primeira festa no quintal de casa. Pouco tempo depois, montou algumas caixas de som e começou a organizar festas pela cidade. Mandou fazer um cartão de visitas e deu o nome Noise à sua empresa de eventos.

A primeira festa com a equipe de som de um homem só aconteceu em 1992. No flyer, ele colocou a imagem de um bebê com orelhas enormes. “A ideia da foto era mostrar que ali estava nascendo uma coisa nova na cidade”, diz. O DJ batizou a festa de Dancing Noise.

“Para poder tocar, eu tinha que fazer as festas acontecerem”, conta. “Tive que aprender a mexer com som, com divulgação. Sei tudo sobre festa”. Na produção, ele envolveu até a mãe, que entrou como bilheteira. Mama Noise, como é conhecida até a hoje a matriarca da família, dona Nirce Almeida, topou tanto a brincadeira que passou a se montar para cuidar da porta. Virou hostess.

O DJ teve dois momentos de breakthrough. O primeiro foi quando começaram a surgir convites para tocar fora de Belo Horizonte, em diferentes cidades do país. Em 1994, Noise tocou pela primeira vez em São Paulo, no Nation. “Foi o Edu Corelli que me apresentou para todo mundo”, recorda.

O segundo grande salto foi quando, no final de 2001, tornou-se o primeiro nome do techno brasileiro a tocar regularmente em festas na Europa.

Hoje, além de DJ, Noise é dono de selo, o Noise Music, e tem muitas novidades pela frente. Entre elas, uma banda de jazz, a Niemeier, formada com dois integrantes do Skank, Henrique Portugal e Lelo Zanetti. Com quase 30 anos de carreira, Noise está longe de estar cansado do game.

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