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Heron Guimarães

Não é mais uma bolha emocional

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PUBLICADO EM 30/08/14 - 03h30

Pesquisa realizada pelo DataTempo somente com eleitores de Minas Gerais e publicada na edição de hoje mostra que as intenções de voto no Estado rebaixam o senador Aécio Neves para um incômodo segundo lugar. O resultado coincide com levantamentos realizados por outros institutos de pesquisa em diversas unidades da federação, onde os resultados foram drasticamente modificados a partir da entrada de Marina Silva na disputa.

Parece cada vez mais factível a tendência do eleitorado de eleger as duas ex-ministras de Lula para um embate épico no segundo turno destas eleições. Arrepiados com tudo o que está acontecendo, as coordenações de campanha do PT e do PSDB se movimentam, mas não sabem exatamente o que fazer.

Ao que parece, bater na candidata do PSB e criar factoides não serão o bastante. Somente um episódio tão chocante como a queda do avião de Eduardo Campos poderia mudar a rota. Caso contrário, a candidata do Acre pode chegar ao fim de setembro na frente até mesmo de Dilma Rousseff.

Como se comprova agora, uma quinzena depois da tragédia, Dilma e Aécio, desnorteados, estão precisando de ansiolíticos e outros psicotrópicos para conseguir pelo menos aquietar as mentes e imaginar os próximos passos.

Por causa desse Daime que vem da Amazônia e pode se transformar em panaceia para a política brasileira, o candidato do PSDB é, sem dúvida, o mais afetado. Aécio corre o risco de apresentar o pior resultado de um tucano em eleições presidenciais e ainda perder o comando de Minas Gerais, após 12 anos de reinado absoluto, pois seu candidato aqui, Pimenta da Veiga, a pouco mais de um mês das eleições, não esboça reação, possibilitado ao petista Fernando Pimentel manter uma diferença distante da margem de erro, como também apresentado ontem pelo DataTempo.

O alerta vermelho foi aceso, e as sirenes estão tocando ainda mais alto para os tucanos desde a última quinta-feira, quando ordens de cima mandaram “mudar tudo”.

Cabe aos generais de Aécio se agarrar-se à alta margem de indecisos em Minas Gerais (quase 30%). Modificações profundas na forma de conduzir a campanha já estão sendo feitas, e a entrada de Danilo de Castro no papel de coordenador principal vem como “salvação da lavoura”.

As chaves podem estar no próprio Aécio, que, nos próximos dias, deverá estar mais presente nos principais municípios mineiros, e em um puxão de orelhas nos prefeitos aliados, que, literalmente, estão procurando um barranco diante de um mundo que tem tudo para terminar em abismo.

Como apontado pela pesquisa divulgada hoje, cerca de 70% dos entrevistados mineiros dizem que o seu voto não está sendo motivado pela emoção da morte de Eduardo Campos. Portanto, a história de “bolha emocional” já virou discurso antigo. A verdade é que nenhum político experiente, cientista político, marqueteiro ou pai de santo seria capaz de prever o já cristalizado “efeito Marina”.

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